Vítimas do trânsito: mais uma morte envolvendo um cantor sertanejo


Vítimas do trânsito: mais uma morte envolvendo um cantor sertanejoO mundo sertanejo está novamente em luto. Mais um trágico acidente ceifou a vida de um artista brasileiro durante a madrugada de sábado (23). Pedro Lima, o artista que cantava música  sertaneja, morreu em um acidente trágico, em que o corpo foi totalmente carbonizado depois que o veículo se incendiou. Ele estava preso nas ferragens do carro e não conseguiu escapar. O rapaz perdeu o controle do carro e bateu violentamente em um poste. A colisão ocorreu em Votuporanga, estado de São Paulo.



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Festival Assad terá shows, master class e oficinas de música gratuitos



Gabriel Grossi (Foto: Elis Ribeiete/Divulgação)Gabriel Grossi é uma das atrações do
Festival Assad (Foto: Elis Ribeirete/Divulgação)

O Theatro Municipal de São João da Boa Vista (SP) recebe de 27 a 31 de julho o Festival Assad. Referência em música instrumental, o evento reúne apresentações e oficinas e é uma oportunidade de qualificação gratuita para músicos de todo o Brasil.

Neste ano, o festival vai homenagear o violão e contará com diversos artistas. O Duo Assad se apresentará na quarta-feira; Maurício Carrilho e Toninho Carrasqueira tocarão na quinta e o Quarteto Maogani subirá ao palco na sexta.

No sábado, será a vez de Amilton Godoy e Gabriel Grossi e, no domingo, caberá a Ivan Vilela encerrar o festival. De quarta a sábado, os shows acontecerão às 20h30 e, no último dia, o espetáculo começará um pouco mais cedo, às 20h. Tudo com entrada gratuita.

Oficinas e master class
Além de se apresentarem, os músicos vão conduzir oficinas e master class, aulas abertas nas quais os participantes têm a oportunidade de demonstrar sua técnica, repertório e interpretação, submetendo-os à avaliação do profissional orientador.

Essas aulas também são gratuitas, mas necessitam de inscrição prévia. O período para solicitar a participação foi prorrogado até o dia 25 e os interessados podem se inscrever no site do evento.





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Elba, Zeca Baleiro e Lepetit cantam no Festival de Inverno de Garanhuns, PE



Zeca Baleiro (Foto: Rama de Oliveira/Divulgação)Zeca Baleiro vai homenagear Naná Vasconcelos ao lado de Lepetit (Foto: Rama de Oliveira/Divulgação)

A noite deste sábado (23) no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), Agreste de Pernambuco, contará com um show em reverência a Naná Vasconcelos, grande homenageado da 26ª edição do festival. Zeca Baleiro e Paulo Lepetit vão apresentar as músicas do projeto “Café no bule”, gravado em parceria com o multinstrumentista.

 

Elba Ramalho também é atração na segunda noite de shows da Praça Mestre Dominguinhos.

A pernambucana vai cantar os sucessos do disco “Do seu olhar pra fora”. Ainda se apresentam Cátia de França e Xangai e Romero Ferro.

Programação do sábado (23)

Palco Mestre Dominguinhos
21h – Romero Ferro
22h – Cátia de França e Xangai
23h10 – Elba Ramalho
0h20 – Zeca Baleiro e Paulo Lepetit (Projeto Café no Bule)

Palco de Cultura Popular
10h – Casamento da Noiva Solteira
10h30 – Grupo Forrogaço
11h – Dança Popular Xaxado
11h30 – Banda de Pífano Caetés
12h – Reisado Garanhuns Cultural
12h30 – Reisado Três Reis do Oriente
13h – Afoxé Elegbará
14h – Samba de Coco Santa Luzia
15h – Cavalo Marinho Estrela Brilhante
16h – Coco de Praia
17h – Tribo Indígena Tapirapé
18h – Encontro de Gerações | Santino Cirandeiro e Anderson Silva
19h – Banda Musical Curica (Patrimônio Vivo)

Conservatório Pernambucano de Música
16h30 – Pianista Fábio Martino (Erudito)
21h – André Mehmari (Piano) e Danilo Brito (Bandolim)





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Ira! é principal atração musical deste sábado no Brasília Capital Moto Week



Nasi e Edgard Scandurra levantaram o público em Rio Preto (Foto: Ricardo Boni)Edgard Scandurra (guitarra) e Nasi, da banda Ira! (Foto: Ricardo Boni/Divulgação)

A banda Ira! é a principal atração deste sábado do Brasília Capital Moto Week, considerado o maior encontro de motociclistas da América Latina e terceiro maior do mundo, que acontece no Parque de Exposições da Granja do Torto.. A programação continua até o dia 31. Motociclistas e garupas não pagam. A meia entrada para pedestres custa R$ 30.

A noite começa com a banda Cães de Aluguel. Em seguida, quem se apresenta é o grupo The Memories. Depois do Ira!, as atrações são Back to Hell e Arquivo Y. Até o outro domingo, a festa oferece shows com bandas como Plebe Rude, Blues Etílicos e os norte-americanos do Strange Days e Willie Heath.

Com 35 anos de estrada, o Ira! é um dos principais grupos do rock dos anos 1980, com discos importantes como “Mudança de comportamento”, “Vivendo e não aprendendo”, “Psicoacústica”, “Clandestino”, “Meninos da rua Paulo”, “7”, “Entre seus rins” e “Invisível DJ”. 

Ao longo da trajetória, a banda colecionou sucessos como “Núcleo base”, “Envelheço na cidade”, “Flores em você”, “Dias de luta”, “Tolices”, “Quero sempre mais”, “Tarde vazia” e “Girassol”. O show de Brasília deve ter músicas como essas e composições novas.

Nasi, do IRA! durante show no palco Sunset (Foto: Alexandre Durão/G1)Nasi, do Ira! (Foto: Alexandre Durão/G1)

A banda permaneceu por 22 anos com a mesma formação, mas se separou em 2007 após brigas entre os integrantes. Em 2013, o vocalista Nasi Valadão e o guitarrista Edgard Scandurra retomaram o grupo, que atualmente tem o baterista Evaristo Pádua, o baixista Daniel Scandurra e o tecladista Johnny Boy.

A expectativa da organização é receber 650 mil pessoas nos 11 dias de festa. O evento deve receber 1,5 mil motoclubes do Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa. Uma das atrações é o passeio motociclístico, no dia 30. Em 2015, a atividade reuniu 30 mil veículos.

Até a 12ª edição, a festa se chamava “Brasília Motocapital” e acontecia durante quatro dias. A mudança aconteceu porque o evento ganhou status de “bike week”, com 11 dias de programação.

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Edgard Scandurra, do IRA!, durante show no palco Sunset do Rock in Rio 2015 (Foto: Alexandre Durão/G1)Edgard Scandurra (Foto: Alexandre Durão/G1)

Uma das novidades desta edição é “Lady bikers”, uma área exclusiva para atender às mulheres amantes da cultura em duas rodas. “Preparamos um espaço confortável com grandes marcas para oferecer para as mulheres o que há de melhor”, afirma Juliana Jacinto, uma das responsáveis pelo local.

O espaço oferece venda de adereços, roupas e calçados especiais e serviço de maquiagem e beleza. Elas também podem assistir a palestras e deixar os filhos no “Moto kids”.

Shows
A programação de shows traz 53 nomes do rock e do blues durante os 11 dias de evento. A programação musical continua durante todos os dias de festa. A banda norte-americana Strange Days se apresenta na quarta-feira (27). Na quinta (28) é a vez da Plebe Rude. Na sexta (29), a principal atração é a banda Blues Etílicos (veja programação completa).





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Setor Comercial Sul de Brasília tem flashmob e DJs na 'Festa Criolina'



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Coletivo Labirinto se apresenta neste sábado na festa Criolina, no Setor Comercial Sul (Foto: Sinclair Ferreira Maia/Divulgação)Coletivo Labirinto se apresenta neste sábado na festa Criolina, no Setor Comercial Sul (Foto: Sinclair Ferreira Maia/Divulgação)

O Setor Comercial Sul, na área central de Brasília, será tomado neste sábado (23) por uma atmofesra de música, diversão e arte. O local é palco da 11ª edição da “Festa Criolina”, às 22h. Os ingressos custam R$ 30.

O Setor Comercial Sul é tradicionalmente conhecido no Distrito Federal como ponto de acesso a diversos locais na área central de Brasília, como o Metrô, shoppings, restaurantes e outros pontos de comércio.

Na festa Criolina, as ruas são espaços para projeções gigantes, perfomances artísticas – conhecidas como “flash mobs” – cores e luzes.

A programação é embalada pelas principais músicas no cenário mundial com o comando dos DJs Barata, Pezão e Ops – responsáveis pelos shows desde a criação do evento, em 2005. Neste ano, a Criolina é realizada em parceira com o conjunto coletivo de produtores Labirinto, que nasceu nas ruas do próprio setor com a missão de fortalecer a arte e criação no local.

Festa Criolina no Setor Comercial Sul

Data: sábado (23)
Horário: 22h
Local: Primeiro Beco – Setor Comercial Sul –
Endereço: estacionamento do beco da Quadra 3/2
Shows: DJ Barata, DJ Pezão e DJ Ops
Ingressos: a partir de R$ 30





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Aos 70 anos, Alceu escreve romance em celular e anuncia DVD e ‘box 1970’



O cantor, compositor e artista múltiplo Alceu Valença, que se apresenta neste sábado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Yanê Montenegro/Divulgação)O cantor, compositor e artista múltiplo Alceu Valença, que se apresenta neste sábado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Yanê Montenegro/Divulgação)

Poeta, cantor, compositor, cineasta, ator, diretor, com um livro de poesia recém-lançado e um romance sendo escrito “no bloco de notas do celular”, o “artista múltiplo” Alceu Valença acaba de fazer 70 anos com a energia de “um menino”. Prestes a colocar no mercado um box com quatro discos dos anos 1970 em vinil e mais um DVD ao vivo revisitando o mesmo período, ele desembarca em Brasília neste sábado (23) para show no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, às 21h.

A apresentação na capital conta a trajetória do artista entre conversas com o público e músicas que marcaram sua formação, desde os tempos em São Bento do Una, em Pernambuco, onde nasceu. O formato é apenas um dos diversos shows que Alceu tem feito simultaneamente.

Para explicar a opção pela variedade de espetáculos, ele aponta a inquietude e cita trabalhos nas mais diversas áreas. “Faço canções, escrevo poesia, fiz cinema, dirigi, atuei”, afirma.

“Com a música acontece uma coisa semelhante. Tenho show acústico, show com banda, concerto com a orquestra Ouro Preto (Valencianas), um show de forró no São João, outro só de frevo no Carnaval.”

O pique sobre o palco e fora dele o músico consegue manter com uma “vida regrada”, sem álcool nem fumo, com alimentação alcalina e exercícios diários, incluindo muitas caminhadas, segundo ele mesmo diz.

Sou um artista múltiplo. Faço canções, escrevo poesia, fiz cinema, dirigi, atuei. Lancei um livro de poemas. No momento estou escrevendo um romance no bloco de notas do celular. É que pego muitos voos e, entre um embarque e outro, escrevo compulsivamente”
Alceu Valença, cantor

“Tenho o mesmo peso de 40 anos atrás. Quando fomos gravar o DVD “Vivo! Revivo!” eu usei a mesma roupa do show original de 1976. Pode conferir no vídeo! Estou sempre em atividade e produzo muito”, afirma.

O DVD em questão está previsto para ser lançado em outubro. Gravado no ano passado no teatro Santa Isabel, em Recife, o álbum traz repertório restrito ao material gravado também nos anos 1970, agora com o “sobrenome” “Revivo!”.

“São músicas metafóricas, um timbre mais próximo do rock. Certa vez um jornalista do New York Times disse que eu faço um rock que não é rock. Luiz Gonzaga dizia que meu som era uma banda de pífanos elétrica. Eu sou tudo isso e também sou acústico, intimista, gosto de estar pertinho do público.”

O número 70 parece estar impregnado na atual fase do artista. Aos 70 anos, completados no último dia 1º de julho, e com um CD/DVD com repertório de quatro décadas atrás, Alceu volta ao mesmo período para resgatar alguns de seus discos mais emblemáticos.

O músico Alceu Valença, que apresenta show acústico neste sábado (23), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Yanê Montenegro/Divulgação)O músico Alceu Valença, que apresenta show acústico neste sábado (23), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Yanê Montenegro/Divulgação)

Está previsto também para outubro o lançamento de um box com quatro álbuns em vinil, todos da década de 1970: “Molhado de suor”, de 1974, “Vivo!”, de 1976, “Espelho cristalino”, de 1977, e o inédito “Saudade de Pernambuco”, que foi gravado em Paris em 1979.

Passeio pela história
O show acústico que Alceu Valença traz a Brasília é uma verdadeira viagem pelos caminhos percorridos por ele desde antes de escolher a música como ganha-pão. O ponto de partida é a própria São Bento do Una, lugar onde o menino escutava “aboiadores na fazenda do meu avô, via cantadores e violeiros nas feiras e escutava as músicas de Luiz Gonzaga nos alto-falantes da cidade”.

Certa vez um jornalista do New York Times disse que eu faço um rock que não é rock. Luiz Gonzaga dizia que meu som era uma banda de pífanos elétrica. Eu sou tudo isso e também sou acústico, intimista, gosto de estar pertinho do público”
Alceu Valença, cantor

“Então eu abro o show acústico, sozinho ao violão, com ‘Pau-de-arara’, de Luiz Gonzaga, que evoca estas lembranças. Pouco depois, Paulo Rafael (violão) e André Julião (sanfona) entram em cena e interpreto músicas como ‘Anunciação’, ‘Belle de Jour’, ‘Tropicana’, ‘Solidão’, ‘Táxi lunar’, ‘Girassol’. São grandes sucessos que remetem a diferentes histórias que eu vou contando no palco”, afirma.

O “Rei do Baião” é uma citação constante na fala de Alceu. O músico conta que é de uma região próxima à de Gonzagão e que desde a infância assimilou diretamente na fonte os elementos musicais que ele consolidou em sua obra.

“Depois, por volta dos 8 anos, minha família mudou-se para Recife e eu pude assimilar a cultura da zona da mata e do litoral. Então o frevo e o maracatu entraram na minha vida e passaram a integrar minhas referências artísticas. Quando entrei na adolescência estavam na moda o twist e o calipso. Lembro de ter ouvido Elvis Presley pela primeira vez na casa de um amigo chamado Roberto, que já havia mudado seu nome para Bob”, afirma rindo.

O cantor, compositor e artista múltiplo Alceu Valença, que se apresenta neste sábado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Yanê Montenegro/Divulgação)O cantor, compositor e “artista múltiplo” Alceu Valença, que se apresenta neste sábado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Yanê Montenegro/Divulgação)

Mais tarde, na Faculdade de Direito do Recife, o músico se viu à margem de tudo o que acontecia, com os colegas divididos entre “tropicalistas e bossanovistas”. “Ninguém queria saber dos baiões, xotes e martelos agalopados que eu cantava.”

Neste período, Alceu acabou aprovado para um curso de férias na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A época coincidiu com Woodstock e a ida do homem à lua. No intervalo das aulas, o pernambucano pegava o violão e tocava nas praças. “Os hippies adoravam, cantavam e dançavam em torno de mim.”

Sempre fiz tudo à minha maneira. Jamais me inspirei em outros artistas. Não gosto dessa coisa de Mick Jagger brasileiro, Michael Jackson brasileiro. Para mim, uma Madonna brasileira seria uma ‘má dona’. O artista perde sua essência quando tenta imitar outro artista”
Alceu Valença, sobre seu jeito de fazer música

De volta ao Brasil, ele classificou a música “Acalanto para Isabela” no Festival Internacional da Canção e se mudou para o Rio do Janeiro, em 1970. Dois anos depois, ao lado de Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo, ele apresentou “Papagaio do futuro” no mesmo festival. A canção foi desclassificada, mas despertou a curiosidade do público.

Mesmo unindo elementos musicais de todos os lugares onde passou – da sertaneja São Bento do Una à litorânea Recife, passando pela efervescente América do fim dos anos 1960 e pela “Cidade Maravilhosa” –, o cantor diz que sempre buscou expressar o seu jeito de fazer arte.

“Sempre fiz tudo à minha maneira. Jamais me inspirei em outros artistas. Não gosto dessa coisa de ‘Mick Jagger brasileiro’, ‘Michael Jackson brasileiro’. Para mim, uma ‘Madonna brasileira’ seria uma ‘má dona’. O artista perde sua essência quando tenta imitar outro artista”, declara.

“Por isso mesmo não me sinto inferior a ninguém. Uma vez em um festival na França me perguntaram o que eu achava de cantar antes de Joan Baez. Eu respondi: ‘pergunte a ela o que ela acha de cantar antes de mim’. Não acredito em subserviência. Eu nunca vou cantar um rock como Mick Jagger, mas ele também jamais cantará um frevo, um xote ou um forró como eu.”

Alceu Valença se apresenta no palco do Marco Zero, no Recife (Foto: Luka Santos/G1)O cantor e compositor Alceu Valença (Foto: Luka Santos/G1)

Afinidades
Com uma arte com identidade própria e uma trajetória de mais de quatro décadas, Alceu Valença diz que seu trabalho não é dividido em fases, mas que as obras conversam entre si, às vezes com anos de diferença.

“Eu acho que ‘Maracatus, batuques e ladeiras’ (1994) dialoga com ‘Ciranda mourisca’ (2009). Ambos têm uma atmosfera tropical, litorânea, remetem aos dias em que passo em Olinda. Já o disco ‘Na embolada do tempo’ (2005) tem a ver com ‘Andar andar’ (1990), trabalhos de sonoridade mais urbana, pop e contemporânea”, diz.

Uma vez em um festival na França me perguntaram o que eu achava de cantar antes de Joan Baez. Eu respondi: ‘pergunte a ela o que ela acha de cantar antes de mim’. Não acredito em subserviência. Eu nunca vou cantar um rock como Mick Jagger, mas ele também jamais cantará um frevo, um xote ou um forró como eu”
Alceu Valença, cantor e compositor

Alceu vê afinidade conceitual entre os álbuns dos anos 1970. “Os discos da [gravadora] Ariola, que vendiam na casa de milhão, “Coração bobo” (1980), “Cinco sentidos” (1981) e “Cavalo de pau” (1982), e “Mágico” (1984, pela Barclay) também possuem uma estética próxima.”

A ideia de estabelecer pontos de contato entre as obras acaba contribuindo para trabalhos perenes. “Gosto de pensar meus shows e álbuns como roteiros de cinema. Crio uma história na minha cabeça para pontuar e dar dinâmica ao repertório.”

Esses “scripts” viram uma colagem de poemas, como ele mesmo diz. E o modelo é seguido também na hora de fazer um filme de verdade, como acontece em “A luneta do tempo”, lançado recentemente, ou quando Alceu se expressa em livro, como em “O poeta da madrugada”, publicado em 2015.

“Antes de ser músico, sou poeta. Também no filme a mola mestra é a poesia, o roteiro é todo feito em versos, como um grande poema de cordel.”

Capa de Vivo!, de Alceu Valença; álbum será relançado em box com mais três LPs (Foto: Reprodução)Capa de Vivo!, de Alceu Valença; LP será relançado
em box com mais três LPs (Foto: Reprodução)

Para estabelecer uma ligação entre os vários lados do artista Alceu Valença, ele ressalta que “jamais fez concessões para domesticar sua criação ou submetê-la a interesses meramente comerciais”.

“Eu aconselhava os diretores de gravadora a prestar mais atenção nos pontos de vista que nos pontos de venda. Me recusei a gravar brega, quando o mercado exigia, e por isso fui tachado de maldito. Acontece que eu só consigo me expressar através da minha identidade.”

E pelo mesmo caminho, Alceu vai seguindo, com shows múltiplos e diversas manifestações artísticas, escrevendo “entre um embarque e outro, compulsivamente”, mas vivendo a essência daquele menino que deu os primeiros passos na música em São Bento do Una.

“Antes de ser sul-americano, sou brasileiro; e antes disso sou nordestino, pernambucano, agrestino e sanbentense. É como diz o filósofo Ortega y Gasset: ‘Eu sou eu e as minhas circunstâncias’.”

Alceu Valença – show acústico

Data: sábado (23)
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Endereço: Eixo Monumental
Horário: 21h
Abertura dos portões: 20h
Ingressos: pela internet
Poltrona superior – R$ 60 (meia)
Poltrona especial – R$ 120 (meia)
Poltrona vip lateral – R$ 120 (meia)
Poltrona VIP – R$ 170 (meia)
Informações: 3364-2694 / 8409-0198





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Morre no Rio Lidoka, ex-cantora das Frenéticas



As Frenéticas (Foto: Reprodução / Facebook de Igor Bandoca)As Frenéticas, com Lidoka ao fundo, com o braço esquerdo erguido (Foto: Reprodução / Facebook de Igor Bandoca)

Morreu no rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (22), a cantora Lidoka Matuscelli, aos 66 anos, ex-integrante das Frenéticas, informou seu filho, Igor, em rede social. As Frenéticas fizeram sucesso entre os anos 1970 e 1980, incendiando as danceterias com músicas como “Dancin’ days”, “Perigosa” e “Feijão maravilha”.

Lidoka enfrentou um câncer durante 10 anos.

“Ela estava em casa. A cortina se fechou em seu quarto, com muita paz e tranquilidade. Foi por volta das 22h (desta sexta-feira)”, afirmou o filho de Lidoka, Igor Machado, ao jornal “O Globo”.

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Filho Igor anuncia no Facebook a morte da mãe, Lidoka (Foto: Reprodução / Facebook de Lidoka)Filho Igor anuncia no Facebook a morte da mãe, Lidoka (Foto: Reprodução / Facebook de Lidoka)

O filho Igor Bandoca anunciou a morte da mãe no Facebook. “Informo a todos que minha mãe, a eterna Frenética, voou há duas horas. Agora irá curtir as energias do céu! Que sorte tive em poder me despedir, aceitar e entender sua ida. Agradeço muito a todos, vocês ajudaram muito a seu espírito subir com paz. Foi supertranquilo, em paz. Como um passarinho, palavras do enfermeiro que estava acompanhando ela. Grande bj a todos!”, postou no perfil da cantora.

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Capa do disco da trilha sonora da novela Novela ‘Dancin’ Days’  começava com música das
Frenéticas (Foto: Divulgação)

Durante a madrugada deste sábado (23), o filho Igor postou um longo texto para homenagear a mãe. “Inesquecível ela brincando comigo”, escreveu.

Leiloca

A ex-cantora Leiloca, que também integrou as Frenéticas, homenageou Lidoka no Instagram e também no Twitter. “Taurina, guerreira, divertida, sua luta não foi em vão. Agora acabaram-se as limitações e você pode voar”, escreveu.

Leiloca, que também integrou as Frenéticas, homenageou Lidoka no Instagram e no Twitter (Foto: Reprodução / Twitter de Leiloca)Leiloca, que também integrou as Frenéticas, homenageou Lidoka no Instagram e no Twitter (Foto: Reprodução / Twitter de Leiloca)

 





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Cantor de 'American Pie' é declarado culpado por violência doméstica



Foto enviada pela prisão de Knox County mostra Don McLean, compositor e cantor de 'American pie', após ser preso nesta segunda-feira (18) por violência doméstica (Foto: Knox County Jail/AP)Foto enviada pela prisão de Knox County mostra Don McLean, compositor e cantor de ‘American pie’, após ser preso por violência doméstica em janeiro de 2016 (Foto: Knox County Jail/AP)

 

Don McLean, o cantor da clássica canção “American Pie”, foi declarado culpado por bater em sua agora ex-mulher, segundo relato divulgado nesta sexta-feira.

O artista de 70 anos aceitou um acordo em que deverá pagar US$ 1 mil por cada acusação de contravenção, incluindo violência doméstica, informaram diversas agências de notícias locais.

Nesse acordo, ele também será submetido a uma avaliação de saúde mental e terá que ficar afastado de sua ex-esposa, a fotógrafa Patrish McLean.

Na realidade, ele evitará uma série de acusações mais graves que poderiam aumentar o seu tempo na prisão, de acordo com os relatos.

Don McLean – cuja música “American Pie” (1971) é muitas vezes descrita como uma das canções do pop mais emblemáticas – foi preso em janeiro depois de sua mulher ter ligado para a polícia.

Patrisha McLean pediu o divórcio em março e, na audiência de quinta-feira, disse que já temia por sua vida há muito tempo.

 





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Alunos da Escola de Música do DF recriam ópera no sertão da Paraíba



Estudantes ensaiando para as apresentações deste sábado e domingo na Escola de Música, na 602 sul (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)Estudantes ensaiando para as apresentações deste sábado e domingo na Escola de Música, na 602 sul (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

Alunos, ex-estudantes e professores da Escola de Música de Brasília, na 602 Sul, apresentam neste sábado e domingo (23 e 24), às 19h, uma adaptação da ópera “Gianni Schicchi”, de Giacomo Puccini, ambientada no sertão da Paraíba. São 14 cantores e 50 instrumentistas no palco.

A obra foi idealizada por Clara Figueiroa, com direção musical e regência de Deyvison Miranda e direção cênica e coreografia de Janette Dornellas. Cerca de 100 pessoas trabalharam na concepção da adaptação.

A ópera é baseada no Canto 30 do Inferno da Divina Comédia, de Dante Alighieri. A estreia da versão original aconteceu em 1918, em Nova York. Por isso, na adaptação da EMB o cenário é o Nordeste da década de 1920.

“A ideia é resgatar a xilogravura, a dança folclórica e a literatura de cordel, além de figurino e sotaque da região. Será um espetáculo de fusão artística”, afirma Clara Figueiroa.

Estudante da Escola de Música lendo partitura em ensaio para apresentação (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)Alunos da EMB durante ensaio
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

A história original é ambientada em Florença, na Itália. A trama fala do rico Buoso Donatti, que morre e deixa toda sua riqueza para padres.

Para tentar reverter o testamento, a família dele aceita a ajuda de Gianni Schicchi. Ele consegue fazer a alteração de uma forma surpreendente e reverter os bens para a própria família.

Na “Divina comédia”, Dante colocou seus inimigos políticos e desafetos pessoais no inferno. Schicchi é um deles. Na vida real, o escritor era casado com Gemma Donati, membro da família de Buoso.

Mudanças
O segundo semestre da Escola de Música de Brasília tem início em 15 de agosto. Para marcar o começo das atividades e os cinco anos de existência do curso, a turma de arranjo realiza um show no dia 22, na Torre de TV. É a tereira edição do projeto “Hoje a aula é aqui”, com os alunos se apresentando em espaços públicos como o Parque da Cidade e a rodoviária do Plano Piloto.

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Estudantes de violino ensaiam para a apresentação deste final de semana (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)Estudantes de violino ensaiam para a apresentação deste final de semana
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

A ideia da direção da escola é que a cada fim de semestre os estudantes montem uma ópera para ser apresentada no dia da formatura. “Queremos que cada vez mais alunos estejam envolvidos como parte do processo da aprendizagem”, afirma o maestro Deyvison Miranda.

A próxima seleção de alunos para a Escola de Música de Brasília ocorre em novembro. A data e o número de vagas ainda não estão definidos.

Gianni Schicchi — Ópera de Giacomo Puccini

Data: sábado e domingo (23 e 24)
Horário: 19h
Local: Teatro da Escola de Música de Brasília
Endereço: L2 Sul, quadra 602, módulo D
Entrada franca
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília





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