Sting volta ao rock em '57th and 9th'; refugiados e morte são tema do disco



O cantor e compositor britânico Sting durante entrevista à AFP em 28 de setembro de 2016, em New York (Foto: Angela Weiss/AFP )O cantor e compositor britânico Sting durante entrevista à AFP em 28 de setembro de 2016, em New York (Foto: Angela Weiss/AFP )

Em seu disco mais recente, o cantor britânico Sting abraçou a crise dos refugiados. Para fazer isso, encontrou-se em Berlim com músicos que fugiram da Síria e pediu permissão para gravar uma canção deles. “Senti que era importante ter a autorização”, afirmou Sting à AFP sobre a música “Inshallah”. A letra fala de uma pessoa que se está em um bote desesperada para se salvar.

A faixa está no álbum “57th and 9th”, que sai em 11 de novembro. No trabalho, o ex-integrante da banda The Police volta ao rock após anos afastado.

O cantor, que completou 62 anos neste domingo (2) e por muito tempo comprometeu-se com causas políticas, apoiando a Anistia Internacional, também faz no disco uma reflexão sobre a própria morte.

Sting pediu aos sírios que compartilhem suas histórias e façam com ele uma versão de “Inshallah” para a edição de luxo do álbum.

“‘Inshallah’ é uma bonita palavra da língua árabe, que é um tipo de resignação, é a vontade de Deus, e é uma palavra que descreve algum tipo de esperança, de coragem”, comentou Sting.

“Não sei qual seria a solução política, mas acho que, se houver uma solução, ela tem que estar arraigada à empatia, por exemplo, para o que acontece com as vítimas da guerra na Síria neste momento, as vítimas da pobreza na África e, quem sabe, com o futuro das vítimas do aquecimento global”.

A mudança climática também aparece no álbum, em “One fine day”, em que Sting reza em tom de brincadeira, dizendo que o rápido aquecimento da terra é um engano. Ele disse que decidiu ser um otimista, apesar de sentir que o mundo se move para a direita.

“Como estratégia de vida eu acho que o otimismo foi o melhor caminho a tomar na maioria das coisas e continuo fazendo isso, mas está cada vez mais difícil ser otimista.”

Um inglês em Nova York
“57th and 9th” começa com o rock “I can’s stop thinking about you”, uma canção de amor. A volta de Sting às origens de seu rock chega após décadas de experimentação, que incluem um álbum de luto, uma interpretação sinfônica de canções do Police e o musical da Broadway “The last ship”, sobre a construção de seu povo no norte da Inglaterra.

Depois de vender mais de 100 milhões de álbuns, Sting reconhece sua sorte por não ter de se preocupar com pressões comerciais. Talvez por isso, esteja buscando uma mudança: “O aspecto mais importante na música, na minha opinião, é a surpresa”.

O título do disco é o mesmo de uma esquina de Manhattan pela qual Sting, que mora perto do Central Park com a mulher, a atriz Trudie Styler, cruza todos os dias.

“Nova York sempre foi uma inspiração para mim, sua expressão arquitetônica, o clamor da cidade, o trânsito, o barulho”, explicou. Sting diz que agora gosta da cidade como um desconhecido.

“Só um inglês em Nova York”, acresceu, sorrindo, em referência a uma de suas músicas mais conhecidas. “Eu estou muito melhor como um desconhecido e desfruto isso.”

Refletindo sobre a morte
Consciente de ser um estrangeiro, Sting se mantém afastado da política americana, mas diz que “acompanha extremamente de perto” as eleições.

Sobre a política britânica, Sting se declarou “horrorizado” pelo voto de 23 de junho, quando seu país optou por deixar a União Europeia, após uma campanha repleta de “medo sem sentido”.

Apesar de aparentar boa saúde, Sting está cada vez mais reflexivo depois da morte neste ano de grandes músicos entre os que estão David Bowie e Prince.

Em uma das canções do novo álbum, “50.000”, Sting canta sobre glórias passadas, olhando para si mesmo no espelho de um banheiro. Diz que é tempo de refletir sobre a morte.

“Isso não é ser mórbido. Acho que aceitar que se é mortal é de fato enriquecedor, porque cada dia conta, todas as experiências contam.”





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Disclosure volta ao Brasil e fala de colaborações com astros do pop



Os irmãos Guy e Howard Lawrence, do duo Disclosure (Foto: Reprodução/Facebook/Disclosure)Os irmãos Guy e Howard Lawrence, do duo Disclosure (Foto: Reprodução/Facebook/Disclosure)

O Disclosure, que toca em São Paulo na noite deste domingo (2), deve (muito) de seu sucesso à fama de terceiros. É que a dupla britânica gosta de chamar estrelas da música pop para gravar os vocais de suas faixas. Já participaram Sam Smith, Lorde, The Weeknd e Miguel, por exemplo.

Mas e aí, será que hoje em dia para os produtores é tão importante ter faro para bons cantores do que propriamente fazer música boa? “Acho que depende do que quisermos fazer”, desconversa Guy Lawrence, de 26 anos, em entrevista por telefone ao G1.

Ele forma o Disclosure ao lado do irmão mais novo, Howard, de 22 anos. “Se a gente quer fazer algo mais na linha pop, aí nós chamamos cantores.” Guy afirma que o duo tem meio que uma regra de composição: essencialmente, é tudo música de balada, ou “club music”, como ele diz.

Em alguns casos, eles pensam que poderia ficar legal com um vocal famoso, aí entra o componente pop da coisa. Como exemplo, Guy cita “Latch”, uma das que tem voz de Sam Smith. “É basicamente só dance music”, avalia.

Orginalmente lançada em 2012, “Latch” faz parte do elogiado disco de estreia do Disclosure, “Settle” (2013). Outros singles do trabalho foram “Voices”, “F for you”, “White noise”, “You & Me” e “Help me lose my mind”.

Foi com esse material que a dupla veio ao Brasil para tocar no Lollapalooza 2014. Guy diz ter boas recordações do país, ao menos no aspecto culinário da coisa. “Eu me lembro de ficar empanturrado, porque comemos um jantar incrível pouco antes de subir no palco. Achei que fosse explodir”, disse, rindo. Depois, do nada, emendou que “o público tem muita energia”.

O Disclosure que volta agora é diferente, avisa: “Acho que nosso show está bem maior, com mais efeitos visuais, mais luzes”. Musicalmente falando, o duo chega com um pouco menos de moral.

O sucessor de “Settle”, “Caracal” saiu no ano passado e não mereceu tantas avaliações positivas. Mais claramente pop que o anterior, tem Sam Smith de novo, na faixa “Omen”, The Weenknd, em “Nocturnal”; e Lorde, em “Magnets”.

Os fãs brasileiros fizeram campanha para esta última tocar no rádio. Guy diz que ficou sabendo pelo Twitter e achou bem legal. Perguntado por que da predilação do público pela música, o músico preferiu a neutralidade, dizendo que isso é sempre imprevisível. Terminou a resposta sem reconhecer a hipótese de que ter Lorde cantando deve significar alguma coisa. 

Sobre a possibilidade de chamar algum cantor local para uma parceria, Guy não cita nomes. “Meu irmão é realmente muito fã de jazz brasileiro. E eu sou baterista, então gosto de músicas e carnaval, sabe?”. Esta, aliás, é uma característica sempre exaltada nos integrantes do Disclosure: além de produtores e DJs, tocam instrumentos (Howard é baixista).

Mas identificação de Guy é mesmo com a música eletrônica, sobretudo no que diz respeito à cultura que a cerca. Essa é uma fonte de preocupação para ele, que andou lamentando o fechamento de casas noturnas em Londres.

No Twitter, escreveu: “Nos últimos oito anos, 50% dos clubs em Londres fecharam e 40% dos locais para shows”. Na entrevista, ele repetiu que “clubs são cultura”. Estava falando especialmente do Fabric, aberto em 1999 e obriado a fechar as portas em setembro de 2016.

Agora, o local está no centro de uma camapanha na internet para “salvá-lo”. O lema é “#salveofabric”, “#salvenossacultura” e “salveavidanoturna”. “É uma coisa muito triste, frequento casas noturnas em Londres a minha vida inteira, é uma cidade tão incrível para música, ali se produz muita música”, fala (sério) Guy.

“Daqui a pouco não mais ter onde tocar (risos). Então, não faz sentido fechar, sabe?”

Disclosure em São Paulo
Quando: domingo (2)
Onde: Citibank Hall (av. das Nações Unidas, 17.955)
Ingressos: a partir de R$ 175 (site oficial)





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Rapper Freddie Gibbs é absolvido de acusação de 'agressão sexual'



Rapper americano Freddie Gibbs foi detido na França por acusação de estupro (Foto: Reprodução/Facebook/Freddie Gibbs)Rapper americano Freddie Gibbs foi detido na França por acusação de estupro (Foto: Reprodução/Facebook/Freddie Gibbs)

O rapper americano Freddie Gibbs foi absolvido na sexta-feira (30) de uma acusação de “agressão sexual” após um show em Viena, em julho de 2015. Em junho deste ano, ele foi detido na França e extraditado para a Áustria. Gibbs pagou uma fiança de 50 mil euros e se comprometeu a não abandonar o território austríaco e a se manter à disposição da justiça.

“A verdade veio à tona. Freddie foi absolvido das falsas acusações. Ele está vindo para casa como um homem livre”, disse Ben Lambert, empresário do rapper.

“Os fatos sempre demonstraram que Freddie era e é 100% inocente”, afirma Theodore Simon, advogado de Gibbs, em nota enviada ao site The Fader. “É evidente agora que ele foi falsamente acusado. A decisão confirmou nossa crença de que, após uma busca, uma investigação completa e um julgamento, os fatos atuais e verdadeiros seriam revelados – de que sempre faltou qualquer evidência científica, física ou verossímil que sustentassem de qualquer forma uma acusação. Freddie e sua família anseiam retornar para os EUA para que ele dê sequência à sua vida e carreira”.

O caso
Freddie Gibbs e um de seus guarda-costas foram acusados de estupro por fãs que foram com eles para o hotel depois de um show em Viena no dia 6 de julho de 2015. O cantor sempre negou essa acusação.

A promotoria austríaca requalificou o crime de estupro para “agressão sexual”, devido a ausência de provas. As acusações de uma das denunciantes contra o músico não foram retidas.

O artista, objeto de uma ordem de prisão europeia, foi detido em 2 de junho na França, onde realizava uma turnê. Ele foi extraditado no final de julho para a Áustria. “Não existe nenhuma prova objetiva de que Freddie Gibbs tenha tido relações sexuais com esta mulher”, declarou na ocasião o advogado austríaco do cantor, Thomas Kralik, à agência APA.





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Mart'nália e Dhi Ribeiro comemoram centenário do samba em show no DF



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Show da Mart'Nalia no Palco Luz  (Foto: Flavio Moraes/G1)A cantora Mart’nália, atração em festa do “Centenário do samba”, na Aruc, em Brasília
(Foto: Flavio Moraes/G1)

Para comemorar o centenário do samba, as cantoras Mart’nália e Dhi Ribeiro se apresentam neste sábado (1º) em evento na Aruc, em Brasília. Os ingressos custam R$ 40 para quem doar 1 kg de alimento não perecível.

Cantora, atriz, compositora e instrumentista – com destaque para a percussão –, Mart’nália apresenta o show “Misturado”. O repertório traz um apanhado de diversas fases de mais de 30 anos de carreira, com músicas gravadas por ela e composições de nomes importantes da música brasileira.

Canções como “Cabide”, “Gatas extraordinárias”, “Feitiço da Vila”, “Peço a Deus”, “Kizomba, a festa da raça” e canções de artistas como Martinho da Vila e Dona Ivone Lara. O show tem elementos de outros gêneros musicais, como rock e o pop.

No palco, Mart’nália é acompanhada por Humberto Mirabelli (violão e guitarra), Rodrigo Villa (baixo), Menino Brito (percussão e cavaco), Macaco Branco (percussão) e Raoni Ventanape (percussão).

A sambista Dhi Ribeiro, que ser apresenta na Aruc em Brasília neste sábado (1º) (Foto: Adriana Lins/Henrique Pontual/Divulgação)A sambista Dhi Ribeiro
(Foto: Adriana Lins/Henrique Pontual/Divulgação)

“Os shows em Brasília sempre são especiais. O brasiliense tem muita energia; canta e dança junto, até o último acorde. Um lugar mágico e especial para mim”, diz a artista.

Quem abre o evento é Dhi Ribeiro. Carioca como a filha de Martinho da Vila, ela mistura samba do Rio com afoxé, samba de roda da Bahia e a diversidade cultural e musical de Brasília.

A cantora traz no DNA a tradição do afoxé, dos “Filhos de Gandhi” que tem o avô dela como fundador, e a raiz africana da bisavó, a primeira mãe de santo de Salvador.

O show tem canções de grandes nome do samba, como  Noca da Portela e João Nogueira. “Como é uma homenagem aos 100 anos de samba, queremos homenagear essas grandes figuras que mantiveram a chama do gênero acesa e são nossas referências musicais”, afirma Dhi.

A banda que acompanha a cantora é formada por Félix Jr (violão), Dudu Hermógenes (cavaquinho), Emanuel Santos (cavaquinho), Adil Silva (trombone), Manga Vieira (bateria) e Ítalo Silva e Alexandre Cidade (percussão).

Centenário do Samba com Mart’nália e Dhi Ribeiro

Data: sábado (1º)
Horário: 22h
Local: Aruc
Endereço: Área Especial, nº8, Cruzeiro Velho, Brasília
Valor: R$ 40 (para quem doar 1 kg de alimento não perecível)





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Após lançar DVD ao vivo, Tiago Iorc faz show em Brasília



Tiago Iorc (Foto: Rafael Kent/ Divulgação)O cantor Tiago Iorc, que se apresenta neste domingo (2) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (Foto: Rafael Kent/ Divulgação)

Com o recém-lançado DVD “Troco likes ao vivo” e músicas entre as mais tocadas do país, como a parceira com Sandy, “Me espera”, o cantor e compositor Tiago Iorc volta a Brasília neste domingo (2) para show no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ele sobe ao palco do Auditório Planalto às 20h, e os ingressos custam a partir de R$ 80.

O repertório tem canções do DVD, como “Coisa linda”, “Amei te ver”, Chega pra cá” e “Mil razões”. O álbum tem também “Dia especial”, regravação da banda Cidadão Quem (do guitarrista e cantor Duca Leindecker, influência de Iorc), e “Alexandria”, parceria com Humberto Gessinger.

Recentemente, Iorc fez uma versão acústica para a música “Bang”, de Anitta. Neste ano, o artista teve quatro músicas entre as mais tocadas no país, entre elas “Amei te ver”, com a atriz Bruna Marquezine no clipe. Ele também foi indicado ao “Prêmio Multishow de 2016” na categoria “melhor cantor”.

Nascido em Brasília e radicado em Curitiba, o cantor filho de gaúchos morou na Inglaterra e nos Estados Unidos antes de chegar à capital paranaense, onde ficou conhecido após cantar “Scared” em um festival na PUC – a música fez parte da trilha da novela “Duas Caras”, da TV Globo, em 2007.

Tiago Iorc (Foto: Rafael Trindade/Divulgação)Tiago Iorc (Foto: Rafael Trindade/Divulgação)

Entre 2008 e 2013, Iorc gravou três álbuns em inglês. A estreia com composições na língua nativa aconteceu em 2015 com “Troco likes” – que serviu de base para o DVD ao vivo gravado no Teatro Estação Gasômetro, em Belém, no Pará.

Show de Tiago Iorc

Data: domingo (2)
Horário: 20h
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Ingressos (meia):
Cadeira VIPcentral: R$ 100
Cadeira VIP lateral: R$ 90
Cadeira especial: R$ 80
Balcão superior: R$ 50
Classificação: 12 anos
Informações: (61) 3034-6560





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