Hyldon se joga na pista com single, 'Nova era dia 1', de raso discurso ambientalista




Capa do single ‘Nova era dia 1’, de Hyldon Divulgação “Não jogue pet no mar / Não jogue guimba no chão”, repete Hyldon no refrão imperativo de Nova era dia 1, single inédito lançado pelo cantor, compositor e músico baiano. Na gravação desta composição autoral, cuja letra é pautada por discurso ambientalista tão raso quanto bem-intencionado, o artista se joga na pista da música eletrônica, tentando se atualizar na cena contemporânea. Hyldon, para quem não liga o nome ao som, é artista projetado em meados dos anos 1970, com cancioneiro de linhagem soul que alcançou retumbante sucesso nacional em 1975, ano em que o artista lançou o álbum autoral Na rua, na chuva, na fazenda… com sucessos como As dores do mundo e Na sombra de uma árvore, além da música-título, conhecida popularmente como Casinha de sapê. Disponível nas plataformas digitais desde ontem, 30 de março de 2018, o single Nova era dia 1 é o primeiro lançamento fonográfico de Hyldon desde o álbum de músicas inéditas As coisas simples da vida (2016), lançado há dois anos.



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Lula Queiroga poetiza o 'apagão da humanidade' em contundente álbum solo




“Eu não sou seu camarada / Nunca serei conivente / Não sou seu sócio em nada / Não sou amante ou parente / Eu desconheço seu rosto / Mas reconheço a serpente / Quando o chocalho do rabo / Chacoalha na minha frente” Sem meias palavras, Lula Queiroga manda recado direto a um desafeto inominado nos versos de #XôPerrengue (Lula Queiroga), merengue que integra o afiado repertório autoral do quinto álbum solo desse cantor e compositor pernambucano, Aumenta o sonho (Edição independente). Meses após ter sido lançado em edição digital, em 7 de setembro de 2017, o disco ganha edição física em CD fabricada em embalagem digipack. O encarte dessa edição em CD reproduz as letras contundentes, gravadas com mix de sons orgânicos e sintéticos formatados pelo próprio Queiroga com Paulo Germano e Tostão Queiroga, coprodutores do disco. Contudo, há espaço para o respiro melódico de bela canção, Tardinha (Lula Queiroga e Manuca Bandini), formatada em registro acústico conduzido pelo toque do violão de Rogério Samico. Em que pese o ameno clima musical de Tardinha, há certa aflição e urgência nos versos da canção cuja poética romântica se alinha com a solidão de Não há nada lá fora (Lula Queiroga), outra canção de amor ausente. Lula Queiroga Divulgação / QRG A ansiedade solitária é um dos sentimentos que moldam o expressivo painel poético e sonoro do repertório do álbum Aumenta o sonho, como exemplifica Casa coletiva, parceria de Queiroga com o carioca Pedro Luís. Aliás, as audições de músicas como Casa coletiva, Amor roxo (Lula Queiroga) e da composição que batiza o disco, Aumenta o sonho (Lula Queiroga), remetem ao cancioneiro de Lenine. A evocação soa natural porque Queiroga é um dos principais parceiros do conterrâneo Lenine, com quem o artista, aliás, debutou no mercado fonográfico há 35 anos com álbum arranjado e gravado de forma conjunta, Baque solto (1983). Da parceria com Lenine, Queiroga rebobina A balada do cachorro louco (Fere rente) (Lenine, Lula Queiroga e Chico Neves, 1997), música lançada na voz do parceiro há 21 anos. Com pegada roqueira em Rio-que-vai-e-volta (Lula Queiroga), o álbum Aumenta o sonho – o primeiro de Queiroga desde Todo dia é o fim do mundo (2011), grande disco lançado há sete anos – expõe a efervescência criativa que pauta a obra solo de Lula Queiroga, compositor que divaga sobre “o vazio humano absoluto” no “grande apagão wi-fi da humanidade”, para citar versos do discurso meio rapeado de Futilosofia (Lula Queiroga e Fabrício Belo). “Minha cabeça é meu Deus”, resume o artista, sob o toque do cello de Fabiano Menezes, na derradeira música Minha cabeça é o fim (Lula Queiroga e Yuri Queiroga). Em Aumenta o sonho, Lula Queiroga canta como se todo dia fosse o fim do mundo. (Cotação: * * * *)



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Gilson Peranzzetta lança em abril disco em tributo ao pianista de jazz Oscar Peterson




Capa do álbum ‘Tributo a Oscar Peterson’, de Gilson Peranzzetta Aloizio Jordão Três meses após ter lançado em janeiro um álbum gravado ao vivo em show com Ivan Lins, Cumplicidade (2018), o pianista, compositor e arranjador carioca Gilson Peranzzetta já apresenta outro disco. Tributo a Oscar Peterson chega ao mercado fonográfico em abril pela mesma gravadora, Fina Flor, que editou o álbum ao vivo de Peranzzetta com Ivan. Como o título Tributo a Oscar Peterson já explicita, o CD solo de Peranzzetta celebra o legado do pianista canadense de jazz Oscar Emmanuel Peterson (15 de agosto de 1925 – 23 de dezembro de 2007), músico prodígio celebrado pela destreza e velocidade no toque do piano. Embora a extensa discografia desse pianista de técnica exuberante seja formada essencialmente por álbuns em que o músico priorizou a interpretação de obras alheias, Peterson também foi compositor, registrando eventualmente músicas próprias ao longo de obra fonográfica que atingiu picos de produção entre as décadas de 1950 e 1970. Na capa do álbum Tributo a Oscar Peterson, Gilson Peranzzetta é visto em foto de Aloizio Jordão.



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Macalé retoma disco de inéditas e tem compiladas antigas gravações ao vivo




De volta à cena, após internação para combater infecção pulmonar, Jards Macalé retoma em abril a gravação do álbum de músicas inéditas – o primeiro em 20 anos com repertório essencialmente novo – que o cantor, compositor e músico carioca começou a fazer no início deste ano de 2018 sob direção artística de Romulo Fróes e com produção dividida entre Kiko Dinucci e Thomas Harres. Estão previstas no repertório autoral parcerias de Macalé – em foto de André Seiti – com Tim Bernardes, com Dinucci e com Romulo Fróes. Paralelamente, o produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes prepara caixa de CDs com registros ao vivo de shows feitos por Macalé nas décadas de 1970 e 1980. O lançamento será feito pelo mesmo selo Discobertas que, em 2016, editou a caixa Jards Macalé – Anos 70 com inéditos registros caseiros do artista, além de reedições dos álbuns Jards Macalé (1972) e Aprender a nadar (1974).



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Gorillaz estreia no Brasil cheio de convidados e com gritos contra Trump e Temer para 13 mil fãs em SP




Grupo mostrou música nova e levou batalhão de convidados como De La Soul, que xingou Trump e ouviu ‘fora Temer’ no Jockey nesta sexta (30). Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Teve música nova, setlist alongado, chuva de leve, palco lotado com banda e convidados, Damon Albarn na galera, “f*ck Trump” e até “fora Temer” na estreia do Gorillaz no Brasil. Para uma banda “de mentira”, o grupo baseado em personagens animados levou um batalhão impressionante de músicos de verdade. Sob o comando de Albarn, eles fizeram um grande espetáculo musical no palco, junto do show visual no telão, nesta sexta-feira (30) em SP. FOTOS: Gorillaz faz show pela 1º vez em São Paulo O espaço para 13 mil pessoas montado no Jockey Club estava cheio – segundo a organização, todos os ingressos foram vendidos. Choveu forte de dia e fraco no começo do show. Sorte que a plateia ficava na área cimentada do Jockey, famoso por shows enlameados. Mesmo assim, ainda tinha lama nos caminhos de saída, bares e banheiros. Este foi o único show da atual turnê do Gorillaz no Brasil. O início foi às 21h, com cerca de uma hora e cinquenta de show. Foi o encerramento da passagem deles pela América Latina, com faixas que não rolaram nos dois shows anteriores: “Demon Days”, “Punk” e “Don’t get lost in heaven”. O capricho visual no telão já era esperado, tratando-se do “quarteto virtual” dos personagens 2D, Murdoc, Noodle e Russell. O que surpreende é o investimento no palco de verdade, com 13 músicos fixos (incluindo ótimo sexteto de vocais de apoio) e mais oito cantores convidados. O show mostra bem a diferença entre a trajetória de Albarn, também vocalista do Blur, e seu antigo rival no britpop que tocou há cinco dias em SP. Enquanto Liam Gallagher, ex-Oasis, segue preso ao som de duas décadas atrás, Damon é inquieto ao abraçar rap, eletrônica, world music e o mundo de referências do Gorillaz, já com 20 anos de carreira. Que o diga a lista de convidados desta sexta. Eles geralmente apareciam nas músicas do disco mais recente, “Humanz” (2017), mas também cantaram outras: O De La Soul, trio veterano de hip hop dos EUA, participou em “Superfast Jellyfish” e “Feel good inc”. Nesta, rolou um discurso de Damon sobre a situação política de mer*a na Inglaterra, seguido por xingamento de “fu*k Trump” do De La Soul (condizente com o teor político-apocalíptico de “Humanz”) e um “fora Temer” da plateia brasileira. Conclusão: não tá fácil pra ninguém. O cantor de r&b e house Peven Everett apareceu em “Strobelight” e “Stylo”. A rapper inglesa Little Simz cantou em “Garage palace” (ela brilhou no grime em velocidade máxima). A cantora inglesa Pauline Black, da banda inglesa de ska dos anos 70 The Selecter, participou em “Charger”. O rapper Bootie Brown, do grupo de hip hop alternativo The Pharcyde, veio em “Stylo” e “Dirty Harry”. O cantor de house dos EUA Jamie Principle cantou em “Hollywood”, música nova do Gorillaz. “Hollywood” deve fazer parte de um disco novo do grupo. Damon e Jamie Hewlett, idealizadores do Gorillaz, deram dicas de que este álbum deve ser lançado em 2018, mas não confirmaram. A música apareceu só nos últimos shows na América Latina. A novidade é um funk turbinado, super dançante, em contraste com aquele vocal chapado de Albarn. Lembra o primeiro disco e é mais animada e menos estranha o último álbum. Damon Albarn é hiperativo sem ficar pedindo palminha. Vai cantar no público em “19-2000” e volta no bis. Ele completou 50 anos no sábado passado, e passaria por sobrinho de Liam Gallagher, 45. Mas não é só questão de aparência – nem dele nem das figuras no telão. É a música de Albarn e seus mil amigos que ainda tem mais vida.



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Gorillaz faz show em SP: FOTOS




Banda virtual, que tem telão com personagens de desenho, é comandada por Damon Albarn. Grupo tocou pela primeira vez em São Paulo, no Jockey Club, nesta sexta (30). Banda virtual Gorillaz se apresenta em São Paulo pela primeira vez Celso Tavares/G1 Gorillaz fala sobre show em SP, carne de baleia, mísseis nucleares e dedos perdidos; Veja entrevista em quadrinhos Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn se apresenta com a banda virtual Gorillaz em SP Celso Tavares/G1 Damon Albarn se apresenta com a banda virtual Gorillaz em SP Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1



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Lançado 30 anos após a gravação, álbum feito por Donato em 1988 soa atemporal




Segundo dos três álbuns inéditos de João Donato lançados na caixa A mad João Donato (Selo Discobertas), de acordo com a ordem cronológica de gravação, Naquela base foi feito com dose de experimentação bem menor do que a que moldou o antecessor Gozando a existência (1977 / 1978). A loucura maior reside na forma como o disco foi gravado e arquivado há 30 anos. Um admirador japonês da música de Donato, Yoichi Ogawa, ia todos os shows feitos pelos pianista e compositor acriano na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Tanto que despertou a atenção do próprio Donato. Da admiração nasceu uma amizade entre Ogawa e o artista. A ponto de o fã japonês ter proposto a Donato a gravação de um disco com os custos arcados por Ogawa. Assim foi feito Naquela base, álbum gravado em 24 canais nos Estúdios Transamérica, entre 31 de maio e 8 de junho de 1988. Só que Ogawa voltou para o Japão, deixou as fitas da gravação com Donato e o disco acabou arquivado até ser encontrado pelo pesquisador musical Marcelo Fróes no acervo pessoal do pianista, vasculhado por Fróes desde 2014. Capa da caixa ‘A mad João Donato’ Divulgação / Selo Discobertas Lançado enfim após 30 anos, o álbum Naquela base mistura registros instrumentais do cancioneiro de Donato – casos de composições então recentes como O fundo (João Donato e Caetano Veloso, 1986) e A paz (João Donato e Gilberto Gil, 1987), lançadas nas vozes das cantoras Leila Pinheiro e Zizi Possi, respectivamente – com músicas que o compositor nunca mais gravaria de forma oficial. São os casos de Varanda e de Som montuno, salsa que explicita a latinidade inerente à obra de Donato. Som montuno e a música-título Naquela base – composição lançada por Donato em álbum de 1964 – são as faixas de maior efervescência rítmica do álbum. Ambas expõem a fina sintonia de Donato com os músicos – Edson Lobo (baixo), Luiz Alves (contrabaixo), Márcio Montarroyos (trompete), Ohana (percussão), Robertinho Silva (bateria), Tita Lobo (violão e vocais) e Zé Carlos (percussão) – que formaram a big-band arregimentada para o disco produzido por Yoichi Ogawa e conduzido pelo piano de Donato. Ouvido 30 anos depois da gravação, o álbum Naquela base soa coeso e atemporal porque, assim como a bossa nova, a música de João Donato parece não ter prazo de validade. (Cotação: * * * *)



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Nando Reis se une ao duo Anavitória em turnê com show que celebra namorados




Nem bem chegou da Europa, onde apresentou com Gal Costa e Gilberto Gil o show Trinca de ases por sete países neste mês de março de 2018, Nando Reis se prepara para iniciar outra turnê de natureza gregária. O cantor, compositor e músico paulistano vai se juntar ao duo Anavitória em miniturnê que passará por cinco cidades do Brasil – Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) – entre 8 e 12 de junho. Nando, Ana Caetano e Vitória Falcão – em foto de Victor Affaro – apresentarão show inédito criado para celebrar o Dia dos Namorados com ênfase em repertório romântico de autoria de Nando e de Ana Caetano, principal compositora do duo Anavitória. O trio irá se revezar nas interpretações das músicas. Eis o cronograma da turnê: ♪ 8 de junho (21h) – Recife (PE) – Teatro Guararapes ♪ 9 de junho (21h) – Belo Horizonte (MG) – Palácio das Artes ♪ 10 de junho (19h) – Curitiba (PR) – Teatro Positivo ♪ 11 de junho (21h30m) – São Paulo (SP) – Espaço das Américas ♪ 12 de junho (21h30m) – Rio de Janeiro (RJ) – KM de Vantagens Hall



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Compositor gaúcho Bebeto Alves volta com canções contaminadas pela indignação




“Você pode crer que está do lado certo / E é esse mesmo lado que te aperta”, canta Bebeto Alves em Um dia, sem tomar partido, mas mandando recado ao ouvinte no tom indignado que pauta o repertório inédito e autoral de Oh Blackbagual – Canção contaminada, álbum lançado neste primeiro trimestre de 2018 com distribuição de Produto Oficial. Destaque desse repertório, Um dia é uma das dez músicas do disco assinado por esse cantor, compositor e guitarrista gaúcho com o nome do alter-ego Blackbagual, que vem a ser um quarteto de pegada roqueira formado por Bebeto Alves (voz, guitarra e violão) com Rodrigo Reinheimer (baixo e vocal), Luke Faro (bateria) e Marcelo Corsetti (guitarra). O quarteto Blackbagual Divulgação Expoente do autossuficiente universo musical do sul do Brasil desde a década de 1980, Bebeto Alves assina sozinho – ou com parceiros como o compositor uruguaio Walter Bordoni, coautor de Bajo la misma ciudad e Quimera – as dez músicas do álbum, nascido da urgência do movimento político e social do Brasil e também da “urgência da palavra poética”, como conceitua o próprio Bebeto no texto que escreveu para apresentar o CD Oh Blackbagual – Canção contaminada. Mesmo que as palavras sejam eventualmente cantadas em espanhol, idioma das duas parcerias com Bordoni, o disco fala a língua universal do rock com citações e toques sutis de sons do sul do Brasil. Conterrâneo de Bebeto Alves, o gaúcho Humberto Gessinger é coautor e convidado de Outro nada. Já o poeta André Bolivar responde pelos versos de Águas barrentas e Você. No álbum Oh Blackbagual – Canção contaminada, o toque afiado das guitarras se afina com o tom urgente da poética geralmente verborrágica deste disco atual que toma partido da indignação como dose rarefeita de esperança. “Uma palavra desencapada / Um choque elétrico, a dor / Não há mais o que se escreva / Com o vocabulário do amor”, avalia Bebeto Alves nos versos desiludidos de O espírito da coisa. O recado está dado.



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Pianista toca músicas do Brasil em CD com sons de outros países da América do Sul




Ao gravar em 1959 Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958), música lançada em disco no ano anterior na voz da cantora Odete Amaral (1917 – 1984), o cantor e ritmista paraibano Jackson do Pandeiro (1919 – 1982) decretou que somente iria pôr bebop no samba quando o Tio Sam pegasse o tamborim. Decorridos 60 anos, todos os muros estéticos já foram derrubados no universo pop em nome da miscigenação musical. Tanto que o pianista, compositor e arranjador cearense Ricardo Bacelar – integrante do grupo carioca Hanoi Hanoi nas décadas de 1980 e 1990 – reapresenta outro grande sucesso de Jackson do Pandeiro, o coco Sebastiana (Rosil Cavalcanti, 1953), com o toque de um ritmo venezuelano denominado sangueo e evocado na gravação pela percussão tocada por Anderson Quintero, músico da Venezuela. Feita com inserção de registro da voz do próprio Jackson, essa gravação de Sebastiana intitula e sintetiza o terceiro álbum de Bacelar. Lançado em CD e em LP, além da edição digital, o álbum Sebastiana ganha distribuição planetária, chegando ao mercado do Brasil via Tratore. A intenção de Bacelar no disco gravado em julho de 2017 em Miami (Flórida, EUA), com produção de Cesar Lemos, foi tocar músicas do Brasil com sons de (outros) países da América do Sul e com a influência do jazz. Se Vento de maio (1979), parceria de Márcio Borges com Telo Borges (e não com Lô Borges, como creditado erroneamente no luxuoso libreto da edição em CD do álbum Sebastiana), é soprado com o toque de um charango boliviano, o baião A volta da Asa Branca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1950) retorna na pisada do vallenato, ritmo da Colômbia. Já a canção Depois dos temporais (Ivan Lins e Vitor Martins, 1983) reaparece no disco com o toque de um bandoneón, instrumento associado ao tango argentino. Com capa que expõe a pintura Carnaval (1969 / 1970), óleo sobre tela do modernista artista plástico brasileiro Emiliano Di Cavalcanti, o álbum Sebastiana extrapola as fronteiras da América do Sul ao longo das 15 faixas, sendo 11 instrumentais e quatro cantadas. Músicos norte-americanos e cubanos também tocam no disco, cujo repertório inclui quatro temas de autoria do próprio Ricardo Bacelar (Parts of me, River of emotions, The best years – ouvido em registro feito com a inserção da voz de Jackson do Pandeiro – e Suco verde, este composto em parceria com Cesar Lemos). Pena que o capricho da arte gráfica da edição em CD do álbum Sebastiana não tenha se reproduzido nos créditos das músicas. Além da troca do nome de Telo Borges por Lô Borges no crédito da canção Vento de maio, Toda menina baiana (1979), música de Gilberto Gil, é creditada somente como Menina baiana, sem o toda do título oficial.



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