Show de Bethânia com Zeca marca reunião da cantora com o maestro Jaime Alem




Zeca Pagodinho e Maria Bethânia Divulgação / Daryan Dornelles Além de promover a inusitada reunião de Maria Bethânia com o sambista carioca Zeca Pagodinho no palco, o vindouro show De Santo Amaro a Xerém – cuja turnê nacional prevê apresentações em cinco cidades do Brasil entre abril e maio deste ano de 2018 – marca o reencontro da cantora baiana com Jaime Alem, escalado para tocar um dos violões da banda formada para o espetáculo com os músicos Jaguara (percussão), Marcelo Costa (percussão), Marcos Esguleba (percussão), Paulão Sete Cordas (violão), Paulo Galeto (cavaquinho), Rômulo Gomes (baixo) e Vitor Motta (saxofone e flauta). O reencontro da cantora com Alem é emblemático. Compositor, arranjador e músico paulista, Jaime Além cuidou da direção musical dos discos e shows de Bethânia a partir de 1988, ano em que a intérprete lançou um dos mais belos e um dos menos ouvidos álbuns da carreira, Maria. Por 22 anos, de 1988 a 2010, Alem foi o maestro de Bethânia em conexão profissional que, a rigor, tinha sido iniciada em 1982, quando Alem assinou os arranjos vocais do show Nossos momentos, perpetuado em estupendo álbum ao vivo naquele mesmo ano de 1982. Na função de maestro de Bethânia, ele trabalhou com a cantora do mencionado álbum Maria ao show Amor, festa, devoção (2009), lançado em CD e DVD em 2010. Em outubro de 2012, a interrupção da parceria profissional de Bethânia com Alem ficou evidenciada com o anúncio de que o maestro mineiro Wagner Tiso faria a direção musical do então inédito show Carta de amor, estreado em novembro daquele ano de 2012 e lançado em CD e DVD em 2013.



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Cantora maranhense Alexandra Nícolas faz política no apimentado 'Coco fulero'




Seis anos após cair no samba com o álbum Festejos (2012), sem esquecer as origens nordestinas, a cantora maranhense Alexandra Nícolas volta ao mercado fonográfico com álbum de tom igualmente brejeiro, mas mais arretado, temperado com a malícia dos vivazes ritmos musicais agrupados sob o genérico rótulo de forró. O álbum Feita na pimenta será lançado em 23 de março, mas o primeiro single, Coco fulero, já está disponível desde hoje, 2 de março, nas plataformas digitais. O coco é parceria de Zeh Rocha com o violonista João Lyra, arranjador e músico da gravação formatada com o toque da sanfona de Adelson Viana, com a batida da zabumba e dos pandeiros de Durval Pereira e com a percussão do triângulo e do pandeiro de Zé Leal. A letra de Coco fulero mete a mão na cumbuca da política nacional, pregando contra o voto nulo na voz de Alexandra Nícolas (em foto de Veruska de Oliveira). Capa do single ‘Coco fulero’, de Alexandra Nícolas Divulgação Coco Fulero (João Lyra e Zeh Rocha) Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada Dá um pipoco Brasileiro no sufoco Meu pandeiro quer o troco Fulero voto mais não Foi um quixote tanto miolo de pote Presepeiro deu um bote Urucubaca do patrão Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada Acorda povo coco maneiro Anima o fuá de mão em mão De fé que dá pé Brasileiro quando quer Bota pimenta na panela Fulero voto mais não Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada No vuco-vuco a cambada de canalha Empresário de cangalha Na Papuda dá mais não Emparelhado coco sem rima eu deixo Mexe-­mexe quebra-­queixo Fulero voto mais não Coqueiro rala cunhão Comendo coco e cocada



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Titane percorre em segurança a estrada do sertão que a conduz à obra de Elomar




A obra do compositor baiano Elomar Figueira Mello está entranhada nos rincões do Brasil sertanejo. Mas o sertão de Elomar nada tem a ver com os campos em que, na década de 1930, brotou a música inicialmente rotulada como caipira. Produto singular, resultante da conjunção de elementos do folk e da música ibérica, o cancioneiro ruralista deste compositor de atuais 80 anos é a trilha sonora de cantoria nordestina que se enquadra até em moldura sinfônica tal o refinamento com que a obra foi burilada pelo ourives. Voz de Minas Gerais, estado também sertanejo, a cantora Titane aborda a obra de Elomar com respeito às estruturas básicas do repertório autoral do cantador em disco que se desvia dos clichês ruralistas. Na recriação da moda O violeiro (1973), a viola (no caso, de 14 cordas) está lá, sobressalente no toque de André Siqueira, mas o álbum Titane canta Elomar – Na estrada das areias de ouro (Edição independente) expõe diversos matizes da obra do compositor, cronista da vida, dos costumes, dos amores e dos dissabores do homem do sertão. Por estar situada intrinsecamente nesse universo sertanejo, o sotaque caipira de temas como Chula no terreiro (1979) soa perfeitamente natural nessa faixa em que a voz aguda de Titane se harmoniza com o canto grave de Pereira da Viola. Violeiro respeitado no universo musical do Brasil rural, Pereira é o convidado da gravação conduzida pelos violões de Hudson Lacerda, colaborador de Kristoff Silva, diretor musical do disco produzido pela própria Titane em parceria com Kristoff. Capa do álbum ‘Titane canta Elomar – Na estrada das areias de ouro’ Divulgação Contudo, o álbum Titane canta Elomar – Na estrada das areias de ouro abre a porteira do sertão, expondo em Corban (1983), no toque do violão de Hudson, a influência ibérica que pauta parte do cancioneiro do inimitável compositor. Na música-título Na estrada das areias de ouro (1973), a voz de Titane – já em si responsável pelo tom de salutar estranheza do disco pelo fato de ser um timbre feminino a se fazer ouvir no mundo predominantemente masculino dos cantadores e violeiros – se afina somente com o toque do acordeom Toninho Ferragutti. O mesmo acordeom virtuoso de Ferragutti vai dar o tom forrozeiro de Clariô (1979), faixa de maior vivacidade rítmica de álbum enraizado no folk à moda do sertão brasileiro. Em Acalanto (1973), o toque da marimba de porcelana manuseada por Kristoff Silva evoca um tempo de delicadeza onírica em sintonia com a letra em que Elomar narra fábula de amor medieval. Aliás, os versos de Elomar são construídos no idioma particular do homem sertanejo, prosódia que Titane respeita ao dar voz a composições como Segundo pidido (1983). A cantora Titane Divulgação Ao caminhar pelas estradas sertanejas de Elomar, a cantora também carrega melancolia de amores desfeitos e saudade de um sertão já corroído pela força da natureza e do bicho homem. Esses sentimentos brotam na bela estrada melódica percorrida por Cavaleiro do São Joaquim (1973) e também na rota da Cantiga do estradar (1983). Como sinalizam versos de Na quadrada das águas perdidas (1979), música que deu título ao segundo álbum do cantador, há muito desencanto no caminho que conduz ao reino onírico e sertanejo de Elomar. Cruzando tons flamencos e caipiras, a épica gravação de Na quadrada das águas perdidas representa o fim do caminho de Titane pela estrada que a conduz com propriedade pela obra de Elomar Figueira Mello, ourives de cancioneiro que merece ser revisitado sem ranços folclóricos, como faz essa cantora do sertão mineiro neste disco tão bonito quanto relevante. (Cotação: * * * *)



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Autor de hits de Roberto Carlos, Getúlio Côrtes lança primeiro álbum aos 80 anos




O compositor carioca Getúlio Côrtes faz 80 anos neste mês de março e, no embalo da efeméride, lança o primeiro álbum de carreira iniciada no alvorecer da década de 1960. Intitulado As histórias de Getúlio Côrtes, o álbum reapresenta as principais músicas do cancioneiro autoral do artista com o toque contemporâneo de músicos como Gustavo Benjão, Marcelo Callado e Melvin. Nascido em 22 de março de 1938 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Getúlio Francisco Côrtes – irmão de Gérson Rodrigues Côrtes, o cantor de funk conhecido como Gerson King Combo – se criou no bairro de Madureira, um dos berços do samba carioca, mas contrariou a lógica racista da época de que negro tinha que ser sambista ao entrar no mundo da música. Roqueiro pela própria natureza musical, Getúlio se associou nos anos 1960 à turma da Jovem Guarda e, com isso, teve músicas gravadas por Roberto Carlos, o rei da juventude daquela década. A música de Getúlio que alcançou maior projeção na voz do cantor, sobrevivendo inclusive ao fim da Jovem Guarda, foi Negro gato (1965), gravada por Roberto em 1966, um ano após ter sido lançada pelo grupo Renato e seus Blue Caps no álbum Viva a juventude! (1965), e desde então revisitada por intérpretes como Marisa Monte. Mas são da lavra de Getúlio várias outras músicas gravadas por Roberto Carlos, com quem o compositor se enturmou em 1961, anos antes do estouro do cantor. Entre essas músicas, há O feio (1965), Pega ladrão (1965), O gênio (1966), O sósia (1967), Quase fui lhe procurar (1968), O tempo vai apagar (parceria com Paulo César Barros, lançada por Roberto em 1968), Nada tenho a perder (1969), Uma palavra amiga (1970), Eu só tenho um caminho (1971) e Atitudes (1973). Algumas dessas composições são repaginadas no álbum As histórias de Getúlio Côrtes na voz do autor, que esboçou carreira de cantor na década de 1960 ao formar o grupo vocal The Wonderful Boys. O disco foi gravado com produção musical de André Paixão, sob a direção artística de Marcelo Fróes.



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Família Lima anuncia que o patriarca Zeca sai do grupo gaúcho após 24 anos




Em cena desde 1994 com mistura digestiva de música erudita e música pop, o grupo gaúcho Família Lima passa a ser um quarteto a partir de hoje, 1º de março de 2018. Após 24 anos, o patriarca da família, Zeca Lima, está deixando o grupo para se dedicar a projetos individuais, em especial ao show Dançando a bordo. O anúncio da saída de Zeca foi feito por um dos filhos do patriarca, Lucas Lima, em texto publicado em redes sociais. A Família Lima segue em cena com os irmãos Amon-Rá, Lucas e Moisés, além do primo Allen. Eis o texto publicado por Lucas Lima sobre a saída de Zeca Lima do grupo: “Fala, gurizada!!!! Lucas aqui!! Cresci ouvindo meu pai dizendo que ‘os filhos devem seguir seus próprios caminhos tão logo suas asas estejam prontas para isso. Os pais devem desbravar o caminho para os filhos e depois passar o bastão’. Na história dele como professor, a função também era a mesma: formar alunos e abrir espaço para que estes pudessem voar independentes do mestre. Agora que sou pai, entendo perfeitamente esse sentimento e dá um certo orgulho de ver que ele nos enxerga assim: prontos para escrevermos a nossa história! A Família Lima “banda” agora segue sem ele no palco, mas para sempre com ele no legado! A nossa família “Família” permanece unida, sempre um torcendo pelo outro e o pai já tá chegando com vários projetos incríveis que a gente vai divulgar por aqui. Já aproveita e segue ele nos perfis oficiais para ficar sabendo de todas as novidades que já começaram a rolar! Muito sucesso pra todos nós!!!”



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Caio Prado resiste no calor da poesia e da temperatura oscilante do disco 'Incendeia'




Cantor e compositor carioca inserido em cena artística que batalha pela afirmação política de minorias, inclusive sexuais e raciais, Caio Prado faz o que caracteriza de “poesia de resistência” no segundo álbum, Incendeia (Maianga Discos). Disponível no mercado fonográfico a partir de amanhã, 2 de março, Incendeia mira a fervura da música negra ao longo das dez músicas, sendo que as nove inéditas são todas assinadas solitariamente por esse artista projetado como integrante do trio queer carioca Não Recomendados. Ritmos matriciais como soul, funk e R&B são diluídos em soluções contemporâneas do produtor Alê Siqueira, com a providencial dose de eletrônica. As programações do tecladista baiano Mikael Mutti (re)forçam a atualidade de músicas como É proibido estacionar na merda, faixa já previamente apresentada em novembro, como primeiro single do álbum Incendeia. Conceituada como “trap baiano” por Prado, É proibido estacionar na merda ostenta discurso menos sutil do que a ideologia exposta nos versos de Turbilhão e de Pífio, músicas em que a “poesia de resistência” soa mais burilada e afinada com a música. Contudo, Incendeia é disco pautado pela urgência, pela explosão do calor da hora e dos metais soprados por Marcelus Leone. Capa do álbum ‘Incendeia’, de Caio Prado Rafo Coelho Dentro desse contexto musical e poético, Personagem entojado esquenta a chapa tanto no som cortante quanto no discurso que descortina hipocrisias sociais. Já O mesmo e o outro tem poesia que resiste até sem a música menos imponente. Se a música-título Incendeia expõe a tentativa do artista de se comunicar com público maior do que o círculo indie que ouviu o independente álbum anterior Variável eloquente (2014), Nossa sorte reitera essa veia em tese popular com melodia mais serena e com a participação da cantora amiga Maria Gadú. No fecho, a majestosa regravação no toque do ijexá de Zera a reza (2000) – música pouco ouvida da lavra de Caetano Veloso, artista referencial na formação de Prado, compositor ainda em progresso – eleva a temperatura de Incendeia, com citação da gravação de Estórias de Ganhadeiras nas vozes do grupo baiano Ganhadeiras de Itapuã. Juntamente com Mera, bela canção de melodia e poesia transcendental que ameniza o calor sonoro do disco, a abordagem de Zera a reza recomenda o nome de Caio Prado nessa cena que busca a afirmação da diversidade ao dar voz ativa às minorias, dispensando a servidão. (Cotação: * * *)



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Álbum que junta Dori Caymmi, Edu Lobo e Marcos Valle sai até o fim deste semestre




Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi Reprodução / Instagram A foto acima mostra Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi no estúdio da gravadora Biscoito Fino durante as sessões de fotos para o álbum que reúne o afinado trio de cantores, compositores e músicos cariocas, todos nascidos em 1943. O álbum Dori, Edu e Marcos tem lançamento previsto para abril ou maio. No disco, gravado no segundo semestre de 2017 na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), os artistas abordam as obras uns dos outros, se alternando em solos, duetos e trios. O álbum chega ao mercado cerca de 55 anos após os então iniciantes artistas terem formado grupo no início da década de 1960 – com Marcos Valle ao piano e com Dori e Edu aos violões. O trio chegou a se apresentar em programas de TV, mas nunca gravou um disco, sequer um compacto. O efêmero trio se desfez porque logo Valle engatou carreira solo, sendo seguido na sequência por Edu e Dori. Mas a amizade permaneceu ao longo desses mais de 50 anos. Até que, em 2016, um reencontro dos três no palco, em show feito por Valle com a cantora norte-americana Stacey Kent, acendeu a ideia do álbum que sai neste primeiro semestre de 2018.



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Fora de cena há 20 anos, Tim Maia ainda é a voz mais forte do soul e do funk do Brasil




Na noite de 8 de março de 1998, um domingo, haveria show de Tim Maia no Teatro Municipal de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Mas não houve. Ou quase houve. Tim – “o cantor que mais comparece a shows no Brasil”, como ele se autodefinia, gozador, para ironizar a justa fama de faltar aos próprios shows – foi. Mas não conseguiu cantar. Até soltou o vozeirão grave no primeiro verso de Não quero dinheiro (Só quero amar), o petardo autoral de 1971 que era tiro certeiro na plateia. Mas a voz de baixo-barítono não completava o verso da primeira música do roteiro do show que Tim tinha idealizado, com orquestra, para ser gravado ao vivo e dar origem a um disco acústico. Tim, então, saiu de cena. E não voltou. Nunca mais. Internado em hospital da cidade fluminense de Niterói (RJ), Sebastião Rodrigues Maia (28 de setembro de 1942 – 15 de março de 1998) sairia definitivamente de cena dali a uma semana, em outro domingo. Vítima dos excessos dos 56 anos incompletos que tinha vivido a mil por hora. Sem freios, inclusive na língua. Fora de cena há 20 anos, Tim Maia permanece lendário, mitológico e memorável como a voz mais forte e bem-sucedida do soul do Brasil. Muitos tentam seguir a receita desse cantor e compositor carioca que traduziu o soul e o funk norte-americanos para o idioma da música brasileira. Mas todos soam como genéricos ou, no máximo, como discípulos que somente reforçam a personalidade do mestre, tão talentoso quanto temperamental, a ponto de ter tido passagens atribuladas por todas as gravadoras do Brasil. Criado na Tijuca, bairro da Zona Norte da partida cidade do Rio de Janeiro (RJ), Tim se deixou contagiar pelo rock’n’roll dos anos 1950, pela batida diferente que João Gilberto apresentou ao mundo em 1958 no toque do violão revolucionário e pela bossa das vozes do grupo Os Cariocas (com o qual gravaria álbum em 1997, Amigo do rei, na fase crepuscular da carreira fonográfica). Mas Tim se encontrou mesmo quando, em viagem atribulada pelos Estados Unidos entre o fim dos anos 1950 e o início da década de 1960, foi na fonte da música negra-americana, bebendo do soul, do funk que emergiu nos anos 1960 e do R&B propagado pelo som da (gravadora) Motown. Na volta ao Brasil, Tim se revelou um gênio ao misturar tudo isso com os ritmos brasileiros. Juntou soul com samba, soul com baião, soul com xaxado. E compôs baladas matadoras como Azul da cor do mar (Tim Maia, 1970) e funkaços como Não vou ficar (Tim Maia, 1969), tiro certeiro de Roberto Carlos nas paradas quando o Rei da juventude dos anos 1960 resolveu enegrecer a discografia no fim daquela década de 1960. Mais tarde, esse artista de peso – em todos os sentidos – ainda misturou soul e funk com a batida da disco music, fusão que deu o tom festivo do álbum Tim Maia Disco Club (1978), um dos melhores títulos de discografia irregular que foi sendo adoçada com doses progressivas de glicose a partir dos anos 1980, década do tecnopop e do império da dupla de compositores Michael Sullivan & Paulo Massadas nas paradas musicais do Brasil (dupla, aliás, lançada por Tim em 1983 com a gravação da balada Me dê motivo). Tim Maia Reprodução da capa do álbum ‘Sufocante’, de 1984 O suprassumo da obra fonográfica de Tim Maia está concentrado nos quatro álbuns que o cantor lançou pela gravadora Polydor entre 1970 e 1973, todos batizados com o nome do artista. O Tim Maia de 1970 é antológico, um dos melhores discos da história da música brasileira. O Tim Maia de 1971 roça o alto nível do álbum de estreia do cantor. Já o de 1972 soa (bem) inferior. O cantor recupera (parcialmente) a forma no Tim Maia de 1973, por conta de dois irresistíveis sambas com acento de soul, Gostava tanto de você (Edson Trindade) e Réu confesso (Tim Maia). De 1975 em diante, os repertórios dos álbuns se tornam menos coesos, ainda que uma ou outra música tenha se destacado a ponto de garantir lugar nos roteiros pouco variáveis dos shows do Síndico, casos de Você eu, eu e você (Juntinhos) (Tim Maia, 1980) e Do Leme ao Pontal (Tim Maia, 1981). Quando Tim ia, os shows dele eram inesquecíveis. Uma festa que alternava as músicas feitas para esquentar sovaco com as canções criadas para melar cuecas, como ele fazia questão de explicar, dando a receita de um sucesso que somente deu certo porque se tratava de um cantor e de um compositor singular como Sebastião Rodrigues Maia, grande nome da música do Brasil.



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