Caixa com 10 DVDs registra diversos movimentos do violão no Brasil




Iniciado em 2003, o projeto Movimento violão completa 15 anos em 2018 sem dar sinais de esgotamento. Idealizador e curador do projeto, o violonista Paulo Martelli caracteriza o violão, no texto que escreveu para o libreto encartado na caixa de DVDs Movimento violão, como “o instrumento que ilustra a música brasileira de maneira mais pujante”. Editada pelo Selo Sesc neste mês de março de 2018, a caixa Movimento violão embala 10 DVDs que exibem os registros integrais dos dez shows da programação da edição de 2012 dessa série de música instrumental. Os dez shows totalizam 92 números musicais, apresentados no DVD com linguagem cinematográfica e com opções de legendas em quatro idiomas (inglês, francês e espanhol, além do português). Estruturada sob a direção artística de Flávio Rodrigues, a temporada do projeto Movimento violão foi marcada naquele ano de 2012 pela diversidade de estilos dos artistas convidados a se apresentar na rede paulistana do Sesc. “Essa caixa de DVDs ilustra a variedade de escolas e tendências que permitiram ao violão incorporar-se à música de diversas gerações ao longo de nossa história”, ressalta Martelli. Eis os artistas que têm shows exibidos na caixa de DVDs Movimento violão: ♪ Carlos Barbosa Lima – Violonista paulistano que tem sobressaído pelo virtuosismo no toque de temas eruditos e pela criação de arranjos elaborados. ♪ Daniel Wolff – Compositor, arranjador e professor. Um dos primeiros músicos a receber no Brasil o título de Doutor em violão. ♪ Duo Assad – Virtuoso duo formado pelos irmãos Odair Assad e Sérgio Assad que se impôs no Brasil e no mundo pela técnica extraordinária. ♪ Eduardo Isaac – Violonista argentino, considerado um dos expoentes da atualidade no toque do instrumento. ♪ João Carlos Victor – Jovem violonista que vem se destacando em concursos nacionais e estrangeiros. ♪ João Kouyoumdjian – Outra revelação da nova geração de violonistas brasileiros. ♪ Marco Pereira – Violonista celebrado no Brasil pela técnica e pelo repertório autoral, tendo ficado conhecido por tocar com cantoras populares como Gal Costa. ♪ Pablo Márquez – Violonista argentino que ganhou o mundo a partir de 1987. ♪ Paulo Martelli – Músico reverenciado no Brasil e fora dele pelo toque do violão de onze cordas. ♪ Paulo Porto Alegre – Violonista que transita pelo universo erudito e pelo mundo da música popular, tocando composições próprias e criando arranjos para composições dos repertórios de nomes como o grupo inglês The Beatles. ♪ Pedro Martelli – Violonista e professor, mestre em música pela Julliard School de Nova York (EUA). ♪ Quarteto Abayomy – Formado por Adriano Paes, Josiane Gonçalves, Juliana Oliveira e Marcelly Rosa, o quarteto de violões e voz (de nome em tupi-guarani que significa “encontro feliz”) foi formado com o objetivo de pesquisar e propagar a música folclórica e urbana composta no Brasil no começo do século XX.



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Joyce apresenta 'A velha maluca' que entrará no 'remake' de álbum de 1968




Aos 70 anos, Joyce Moreno insiste na juventude da música que compõe desde a década de 1960. Mesmo quando revisita o passado, põe um pé no futuro. Tanto que decidiu incluir duas faixas-bônus no remake do primeiro álbum, Joyce (Philips, 1968), lançado há 50 anos. Uma delas, o inédito samba autoral A velha maluca, foi apresentado pela cantora, compositora e violonista carioca – em foto de Leo Aversa – ao fim da entrevista biográfica que concedeu na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) na tarde de ontem, 28 de março de 2018, na série Depoimentos para a posteridade do Museu da Imagem e do Som (MIS). A velha maluca é música com o suingue e a assinatura pessoal desta artista cheia de bossa.



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Lucas Lucco apresenta primeiro single de EP acústico gravado à beira de lagoa




Lucas Lucco lança no fim de abril um projeto acústico intitulado De boa na lagoa que compreende a edição de EP com cinco músicas captadas ao vivo, na beira de uma lagoa, e os lançamentos dos clipes dessas cinco músicas com imagens da gravação ao vivo feita pelo cantor em clima de luau com os músicos André Tavares (baixo), Cleyton Pekois (violão e ukelele), Eder Miranda (bateria) e Wilibaldo (violão). Capa do single ‘Tamanho P’, de Lucas Lucco e Thiago Brava Divulgação / Sony Music A primeira amostra do projeto é o single Tamanho P, apresentado esta semana simultaneamente com o clipe da gravação dessa música inédita de autoria dos compositores Juan Marcus, Hiago, Vinícius e Elcio di Carvalho. Lucco dá voz à música Tamanho P em dueto com o cantor Thiago Brava. De acordo com depoimento de Lucco no comunicado que anuncia a gravação, o projeto De boa na lagoa foi idealizado para mostrar a “diversidade musical” do artista e a “versatilidade” da voz do cantor e compositor mineiro. O tom do repertório é mais ameno, com ênfase no romantismo popular.



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Tributo de Conka a Sabotage em 'Cabeça de nêgo' lembra que rap é compromisso




“Salve Sabotage, MC de compromisso Cumpre seu papel no céu Que aqui a gente te mantém vivo” Essa saudação ao cantor e compositor paulistano Mauro Mateus dos Santos (3 de abril de 1973 – 24 de janeiro de 2003), rapper conhecido como Sabotage, foi feita há sete anos por Karol Conka em versos de Boa noite (Vinicius Leonard Moreira e Karoline dos Santos de Oliveira), música lançada em 2011 como primeiro single do álbum de estreia da rapper curitibana, Batuk freak (2013). Desde então, Conka vem dando voz ativa às mulheres no universo do hip hop com a consciência de que o rap é compromisso, como sentenciou Sabotage no título do segundo e derradeiro álbum de estúdio desse artista assassinado há 15 anos na cidade natal de São Paulo (SP). Por isso mesmo, soa coerente e nada oportunista a regravação de Cabeça de nêgo, música de Sabotage, em single que será lançado nas plataformas digitais em 6 de abril. Feita com toque de reggae, a gravação foi produzida pelo Instituto com Boss in Drama. Cabeça de nêgo é música composta e produzida por Sabotage com Rica Amabis e Tejo Damasceno, integrantes do Instituto, que foi lançada no álbum Coleção nacional (2002) em gravação referencial para Karol Conka. No comunicado que anuncia o single, a rapper contextualiza a gravação e a influência de Sabotage na vida da artista. Com a palavra, Karol Conka: “Além de ser fã do Sabotage desde que comecei a escutar rap, ele é bem presente no meu dia-a-dia, tanto quando ouço os sons dele como nas conversas que tenho com o DJ Hadji, que toca comigo há muitos anos e que foi o DJ do Sabotage. Hadji sempre diz que a gente se parece na forma leve e divertida de levar a vida”. Acho Cabeça de nêgo uma música forte, uma história intensa que ele escreveu de uma vez. Fiz uma versão com influência do reggae e com o maior respeito. É uma responsa muito grande e uma honra para mim. Minha raiz é o rap, embora tenha me aventurado por outros estilos, e o Sabotage precisa ser sempre lembrado não somente no rap, mas na história da música brasileira”.



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Balada lançada por Luan reitera habilidade melódica do compositor Bruno Caliman




Compositor baiano cujo nome é recorrente nas fichas técnicas de discos de artistas do universo sertanejo, como as duplas Fernando & Sorocaba e Marcos & Belutti, Bruno Caliman provavelmente vai acrescentar mais um sucesso à coleção de hits incrementada ao longo dos atuais anos 2010. Caliman é o parceiro de Rafael Torres na composição da bonita balada romântica 2050, lançada esta semana na voz de Luan Santana. Cantor que já emplacou algumas músicas do compositor, como Te esperando (2013) e Escreve aí (2015), Luan promove a gravação da inédita canção 2050 com single e clipe que estão em rotação na web desde ontem, 27 de março. Com melodia simples, mas envolvente, a balada 2050 explicita amor romântico na letra no qual o cantor se imagina em 2050, daqui a 32 anos, como um taxista de meia-idade que fala orgulhosa e apaixonadamente da véia, a mulher para quem fez a “melhor corrida” e com a qual ainda está casado. Balada encorpada na gravação de Luan com arranjo pop de crescente intensidade e pressão, 2050 reitera a habilidade do compositor baiano para criar melodias sedutoras. Basta dizer que é de autoria de Caliman a canção Amuleto, música mais inspirada do repertório do repertório do oscilante quarto álbum de Tiê, Gaya (2017), lançado em outubro. Eis a letra de 2050: 2050 (Bruno Caliman e Rafael Torres) Em 2050 posso ser um taxista de aeroporto Contando minha história a um garoto Falando de quando eu te conheci Em 2050 eu vou ter algumas rugas no meu rosto E uma foto sua no meu bolso E vou mostrar sorrindo pra esse moço (E dizer assim:) Olha aqui a minha “véia” Torce pra você achar uma dessas Na vida isso é tudo que interessa Minha melhor corrida foi pra ela Olha aqui a minha “véia” Torce pra você achar uma dessas Na vida isso é tudo o que interessa Desculpa te alugar com essa conversa



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Primeira turnê dos Tribalistas começa em julho na Bahia e passa por nove capitais




Confirmada oficialmente em 19 de dezembro em rede social de Marisa Monte, após rumores, a primeira turnê do trio Tribalistas tem rota anunciada hoje, 28 de março, exatos quatro meses antes da primeira apresentação. A estreia do show está programada para 28 de julho na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), cidade natal de Carlinhos Brown e ponto de partida para a composição do segundo álbum do trio, Tribalistas (2017), lançado em agosto do ano passado. Com direção geral assinada por Leonardo Netto com o Tribalistas, direção de arte de Batman Zavareze e direção de produção de Simon Fuller, o primeiro show conjunto de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte – vistos acima em foto de Daniel Mattar – será apresentado em grandes espaços, percorrendo nove capitais do Brasil de julho a setembro deste ano de 2018. Na sequência da estreia nacional do show em Salvador (BA), a turnê segue para Rio de Janeiro (3 e 4 de agosto, Marina da Glória), Recife (10 de agosto, Centro de Convenções), Fortaleza (11 de agosto, Centro de Formação Olímpica), São Paulo (18 de agosto, Allianz Parque), Porto Alegre (24 de agosto, Arena Beira Rio), Curitiba (25 de agosto, Pedreira Paulo Leminski), Brasília (1 de setembro, Arena Mané Garrincha) e, por fim, Belo Horizonte (7 de setembro, Esplanada do Mineirão). Tribalistas Divulgação / Marco Froner As vendas dos ingressos começarão em abril. Entre os dias 5 e 9 de abril, será feita uma pré-venda exclusiva de lote promocional, com número limitado de ingressos, aberta a qualquer pessoa. Para ter acesso ao benefício, é necessário se cadastrar em endereço específico do site da empresa de vendas Eventim até as 11h do dia 4 de abril. A venda de ingressos para o público em geral começa no dia 10 de abril, às 11h, através do site da Eventim e nos pontos de venda oficiais da empresa que comercializa os ingressos da turnê. O limite de compra é de até quatro ingressos por CPF.



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Feito há 40 anos, inédito disco 'maluco' de Donato goza de plenas faculdades musicais




Em novembro de 1977, o jornalista e produtor Nelson Motta noticiou a gravação de álbum triplo de João Donato na coluna musical que mantinha no Jornal O Globo. Gravado de forma livre e experimental entre setembro e outubro daquele ano de 1977, tendo sido concluído com sessões adicionais de estúdio em julho de 1978, o disco acabou arquivado e abandonado pelo próprio Donato. A razão do arquivamento foi o fato de o álbum ter sido considerado “maluco” numa época em que os executivos das gravadoras e o público já estavam habituados a ouvir canções mais palatáveis do compositor e pianista acriano, letradas com sucesso por compositores populares como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Decorridos 40 anos, eis que o álbum inédito ressurge (em parte) na caixa A mad João Donato, lançada pelo selo carioca Discobertas neste mês de março de 2018 com edições em CD de outros dois álbuns inéditos do artista e de também inédita coletânea de gravações raras. Capa da caixa ‘A mad João Donato’ Divulgação / Selo Discobertas Intitulado Gozando a existência nessa primeira edição oficial, o disco – que tinha até nome alternativo, Prossiga – vem à tona na forma de álbum simples, gozando de plenas faculdades musicais a julgar pelas nove faixas recuperadas pelo pesquisador musical Marcelo Fróes desde que, em 2014, começou a investigar o acervo de Donato. Tanto que o som (tecnicamente) esmaecido é redimido pelo alto valor documental da edição. Contrariando a natureza habitualmente autoral da discografia do artista, Gozando a existência é álbum de intérprete, apresentando somente uma única música assinada por Donato, a composição que dá nome ao disco. Gozando a existência, a música, aparece com o vocal de Alaíde Costa no único registro realmente experimental do repertório, de 11 minutos e 23 segundos (consta que a gravação integral contabilizava 26 minutos). Contudo, mesmo sendo trabalho de caráter gregário por ter sido gravado com diversos músicos e cantores (não creditados na edição pela inexistência de ficha técnica), o disco tem a reconhecível assinatura de Donato, seja no balanço da bossa Praia (Helvius Vilela) – composição sem letra, de melodia conduzida pelos vocalizes de Donato – seja no suingue de Zra Zra (Fernando Leporace), tema instrumental que abre o disco. Em contrapartida, o canto empostado de José Amin (cunhado de Donato) em Acalanto para enganar Regina (Lysias Enio e Esdras Silva) se distancia da modernidade e da leveza que pautam a música de Donato desde a década de 1950. De qualquer forma, não há, a rigor, maluquices ao longo do disco. Há, sim, a liberdade musical que norteia a jam feita ao fim do registro inicialmente convencional do Canto da Lira, cujo solista vocal é ninguém menos do que Djavan, compositor da música que seria gravada por Wanderléa em 1978 no álbum Mais que a paixão e que somente seria registrada oficialmente pelo autor seis anos mais tarde no álbum Lilás (1984). Canto da Lira representa flerte de Donato com a música nordestina, natural para quem se iniciou na música no toque do acordeom, antes de se consagrar como pianista e compositor cheio de bossa latina. Mais inusitadas são as conexões do artista com o repertório dos compositores ligados ao mineiro Clube da Esquina. Músicas que seriam lançadas por Milton Nascimento no álbum Clube da Esquina 2 (1978), Testamento (Nelson Angelo e Milton Nascimento, 1978) e Toshiro (Novelli) integram o repertório de Gozando a existência ao lado de Olho d’água (Paulo Jobim e Ronaldo Bastos), outra composição que iria para o álbum duplo de Milton por conta do abandono do disco de Donato. Completa o repertório o tema instrumental Fibra (Eloir de Moraes e Paulo Moura). Enfim, ainda que o título engenhoso da caixa A mad João Donato brinque com a fama de maluco do disco (mad, em inglês, significa louco), com alusão ao título do elétrico álbum norte-americano A bad Donato (1970), a maior insanidade é de quem não percebe a razão (sem a lógica da música comercial) que guia o som de João Donato. (Cotação: * * * 1/2)



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Dez anos após estreia solo, Camelo faz o primeiro álbum de estúdio desde 2011




Dez anos após ter apresentado o primeiro álbum solo, Sou (2008), Marcelo Camelo prepara volta ao mercado fonográfico como cantor e compositor. O artista carioca lança neste ano de 2018 o terceiro álbum de estúdio, o primeiro desde Toque dela (2011), disco autoral editado há sete anos. De lá para cá, Camelo – em foto de Caroline Bittencourt – documentou o registro do show Voz & violão no CD Ao vivo no Theatro São Pedro (2013) e no correspondente DVD Mormaço (2013), além de ter atuado como produtor musical de discos de artistas como Mallu Magalhães e Momo. Como compositor, Camelo forneceu em 2017 o samba Pra Maria para o mais recente álbum da cantora Maria Rita, Amor e música (2018), lançado em janeiro.



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Single com tema de 'Orgulho & paixão' confirma a guinada pop de Lucy Alves




Já disponível nas plataformas digitais, o single com a gravação feita por Lucy Alves para o tema de abertura da novela Orgulho & paixão – atual atração da TV Globo no horário das 18h – dá continuidade à guinada pop esboçada pela artista há quase um ano, em abril de 2017, com a edição de single com a então inédita música Caçadora (Bruno Caliman e Cesar Lemos). Se Lucy forjou sensualidade em Caçadora, correndo o risco de se transformar em mais uma vítima da natureza predatória da indústria da música, a cantora experimenta em Doce companhia um tom de delicadeza romântica. Mas com apelo pop maior do que o do registro original da música por Fernanda Takai, lançado há quatro anos pela vocalista do grupo mineio Pato Fu no álbum solo Na medida do impossível (2014). A música Doce companhia é versão em português – escrita por Takai – de Dulce compañia, canção da estrela mexicana Julieta Venegas, lançada há 12 anos pela compositora no álbum Limón y sal (2006). Produzida por Felipe Rodarte, a sedutora gravação de Doce companhia por Lucy Alves sinaliza que a cantora, compositora e sanfoneira paraibana se distancia cada vez mais da música nordestina para se consolidar no universo pop.



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Música de Caetano ressurge com toque indiano em álbum de cantora budista




Monja-zen-budista, a cantora e compositora carioca Valeria Sattamini criou a música Os olhos da menina durante viagem ao Nepal feita com intuito de prestar ajuda humanitária às vítimas do terremoto de 2015 que devastou várias regiões daquele país e matou mais de 8,5 mil pessoas. A composição acabou batizando e norteando o terceiro álbum da artista, Os olhos da menina, produzido pelo maestro Flavio Mendes. O álbum está programado para ser lançado em maio deste ano de 2018 pelo selo carioca Lab 344. Mas o single com a faixa-título já chega às plataformas digitais na próxima sexta-feira, 23 de março, com a gravação feita com os toques dos músicos Flavio Mendes (violões e guitarra), Alberto Continentino (baixo), Domenico Lancellotti (bateria) e Carlos César (percussão). Sattamini – em foto de Denise Cathilina – explica a gênese da música. “Comecei a cantarolar a melodia e alguns versos que dariam origem à canção em Lumbini, local de nascimento do Buda, no Nepal, durante passeio de bicicleta. Terminei de escrevê-la em Kathmandu, depois de ver de perto os efeitos do terremoto. O Nepal realmente abalou minhas estruturas. Como um povo que havia passado por uma tragédia daquele tamanho conseguia manter a serenidade e o coração aberto? Os olhos da menina fala de resiliência, amor e compaixão, qualidades que eles têm de sobra”, explica a compositora. Capa do single ‘Os olhos da menina’, de Valeria Sattamini Divulgação / Lab 344 O fio condutor do álbum Os olhos da menina é o conjunto de ensinamentos do Dharma, propagados por Sattamini sob a forma de inéditas canções autorais inéditas e de regravações de músicas de compositores Alceu Valença, Caetano Veloso, Dom Salvador e Moraes Moreira. Do ponto de vista musical, o disco foi gravado com a intenção de agregar sons do Ocidente e do Oriente com linguagem pop contemporânea. Composição lançada por Caetano Veloso em 1984 e regravada pelo autor em 2017 para a abertura da novela A força do querer (TV Globo, 2017), O quereres ressurge no disco de Sattamini com toque da tradicional música indiana. O álbum Os olhos da menina sucede La vie en bossa (2014) – álbum de tom bossa-lounge que alinhou sucessos da música francesa e versões em francês de clássicos da música brasileira – na discografia dessa cantora que debutou no mercado fonográfico há 14 anos com a edição do álbum Samba blim (2004).



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