Paula Fernandes agradece irmãos que devolveram mala esquecida em aeroporto: 'Nosso país ainda tem jeito'




Cantora esqueceu bagagem na área de desembarque do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Moradores de São Roque (SP) contam que se surpreenderam quando viram quem era a dona da mala. Paula Fernandes postou vídeo para agradecer dupla que devolveu mala esquecida no aeroporto de Congonhasesqueceu no aeroporto de COngonhas Reprodução/Instagram A cantora Paula Fernandes postou um vídeo de agradecimento após recuperar uma mala que esqueceu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na segunda-feira (16). A bagagem foi encontrada por dois moradores de São Roque (SP) que ligaram para o número de telefone que estava na etiqueta e avisaram sobre o esquecimento. No vídeo ela agradece os rapazes várias vezes. “Esses dois são a prova de que o Brasil ainda tem jeito. Vocês merecem palmas. Sem palavras, estou chocada”, afirma a cantora. (Veja o vídeo abaixo) Paula Fernandes agradece dupla de São Roque que devolveu mala esquecida em aeroporto Paula Fernandes contou, em seu perfil no Instagram, como aconteceu o esquecimento e o gesto de honestidade que a deixou surpresa. A publicação foi curtida mais de 23 mil vezes: “Agora há pouco pousamos em Congonhas e na correria para colocar as bagagens no carro acabamos esquecendo uma das malas na calçada! Seguimos viagem… De repente, um número desconhecido liga insistentemente no cel (o número estava na tag da mala) e atendemos! Dois rapazes estavam com minha mala e gentilmente nos esperaram para devolvê-la, lá onde a deixamos! Detalhe: eles não sabiam que a mala era minha! É por gestos como este que acredito que nosso país ainda tem jeito! Ninguém perde por ser honesto! Nossa! Muito obrigada Wellington e Udenilton de São Roque! Deus os abençoe!” Initial plugin text Surpresa Em entrevista ao G1, o microempresário Udenilton Almeida de Jesus, de 36 anos, contou que ele e o irmão, o caminhoneiro Wellington Almeida de Jesus, 37 anos, não sabiam que a mala era da cantora quando a encontraram no aeroporto. “A gente tinha acabado de chegar de viagem, estávamos saindo do aeroporto quando vimos que parou um carrão enorme lá na frente. O motorista estava colocando as malas no porta-malas e, de repente, fechou o carro e foi embora, deixando uma para trás.” Ele e o irmão pegaram a mala e ligaram várias vezes para o número que constava na etiqueta. O motorista da cantora atendeu e combinou de buscar a bagagem na frente do aeroporto. Udenilton conta que, quando soube quem era a passageira esquecida, levou um susto. “Ela desceu do carro e a gente não a reconheceu. O motorista que falou que era a Paula Fernandes e na hora deu um choque. Foi bacana não só por ser a mala dela, porque a gente faria isso para qualquer um. Nosso pai nos ensinou a pegar só o que é nosso e não mexer nas coisas dos outros.” Sobre a repercussão do vídeo postado pela cantora na internet, os irmãos garantem que se surpreenderam, mas que ficaram felizes ao ver que tanta gente os parabenizou pela atitude. “É um sentimento que eu vou guardar para o resto da minha vida, vou repassar para a minha filha e o meu irmão para as filhas dele, o quanto a honestidade nos faz bem. É a lei da causa e efeito, se você faz o bem para uma pessoa, você vai receber o bem.”



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Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, no Rio




Ela morreu por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Família quer recuperar canções inéditas da sambista. Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra do Império Serrano Gabriel Barreira / G1 O corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, na manhã desta terça-feira (17), em Madureira, Zona Norte do Rio. A sambista morreu na noite desta segunda-feira (16) por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Ela estava internada desde sexta-feira (13), data em que completou 96 anos, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul da cidade. “Ao mesmo tempo que é um dia de muita tristeza temos que celebrar essa carreira maravilhosa. Minha avó foi um ser de luz. Ela era muito humilde, às vezes não tinha noção dessa representatividade dela para a música e para o país. É muito orgulho para mim (ser neto)”, diz André Lara. Segundo ele, as composições inéditas da avó devem ser recuperadas. “Ela sempre compôs e teve muitos parceiros. São coisas que não foram gravadas, músicas que foram resgatadas e finalizamos. Se Deus quiser vamos tirá-las do baú”. “Ela conseguiu ser a maior compositora da história do país, não só do samba. Do país, e sem perder a essência do morro. Ninguém queria entrar no palco depois dela no final dos anos 90. Ela levantava o povo”, diz Marquinhos de Oswaldo Cruz, que comandou homenagem para ela no último sábado, dia em que fez aniversário. Alfredo Lara, filho de Dona Ivone, diz que ela precisou vencer barreiras até mesmo em casa. “Ela ia no samba mas não frequentava, meu pai ficava com ciúme. Quando viu que era a carreira que ela queria seguir, e que todo mundo elogiava, ele aceitou”. O sepultamento do corpo de Dona Ivone Lara está marcado para as 16h30 no cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. A cantora e compositora Dona Ivone Lara se apresenta no evento Tim Festival, no auditório do ibirapuera, em São Paulo, em outubro de 2005 Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo Dona Ivone Lara já vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde dela já era considerado bastante grave. No hospital, a família comentou a morte da sambista. “Ela estava sempre procurando um caderninho pra escrever uma música, estava sempre cantarolando pro neto. Até a última semana ela estava super bem, com a cabeça ótima. Ela estava muito fraquinha, mas a cabeça estava ótima”, contou a nora Eliana Lara Martins da Costa. Segundo o colunista Mauro Ferreira, Dona Ivone Lara morreu aos 96 anos e não aos 97 anos, como informam quase todas as fontes, pois nasceu em 1922, não em 1921. A data de 1921 foi forjada pela mãe da artista em 1932 para que ela pudesse ser admitida em colégio interno, cuja idade mínima para o ingresso era 11 anos. O ano de 1921 passou a constar até nos documentos de Ivone, mas ela nasceu de fato em 13 de abril de 1922. Essa questão já foi esclarecida na biografia de Ivone. Conhecida como a “Grande Dama do Samba”, ela nasceu em família de amantes da música popular e enfrentou o preconceito por ser mulher e sambista. Seu maior sucesso é “Sonho meu”, música que estourou nas paradas de sucesso com Maria Bethânia e Gal Costa. A cantora e compositora Dona Ivone Lara durante o Viradão Carioca, no centro do Rio de Janeiro, em abril de 2010 Wilton Júnior/Estadão Conteúdo/Arquivo Initial plugin text



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Veja a repercussão da morte da cantora Dona Ivone Lara




‘A Rainha do Samba deixa o legado de uma dedicação sem igual à música brasileira’, escreveu no twitter a cantora Maria Rita.  A morte da “Grande Dama do Samba” Dona Ivone Lara, na noite de segunda-feira (16), repercutiu entre cantores. Veja nas homenagens abaixo. Arlindinho Cruz, cantor, filho de Arlindo Cruz “Não sei nem dizer o que estou sentindo, um misto de tristeza e alegria… a dona, dama, diva, estrela do samba de luz radiante por tudo que ela fez pelo segmento que hoje vivemos, uma mulher, negra, que venceu todas as batalhas que lutou, e só perdeu uma, uma que ela não poderia ganhar mesmo, na verdade nenhum de nós venceremos. Que a senhora continue sendo luz, e olhe por nós aí de cima, continue com a sua missão de abençoar, ninar, embalar o samba, pra nós uma perda inestimável, pra sua matéria talvez um descanso, morrer? Não acredito em sua morte, hoje você se mudou pra um lugar mais bonito, pois é eterna a nossa eterna mãe baiana. Te amo” Arlindinho Cruz usou o perfil de seu pai, Arlindo, para homenagear Dona Ivone Lara Reprodução / Facebook / Arlindo Cruz Dudu Nobre, cantor “Sonho meu, sonho meu. Vai buscar quem mora longe sonho meu!!! Obrigado por tudo Dona Ivone…” Initial plugin text Maria Rita “Há três dias falamos sobre o aniversário de 97 anos de Dona Ivone Lara. A assessoria da artista confirmou há pouco sua morte no Rio. A Rainha do Samba deixa o legado de uma dedicação sem igual à música brasileira”. Initial plugin text



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Veja vídeos com momentos de Dona Ivone Lara



Cantora morreu no Rio na noite de segunda-feira (16), aos 97 anos. Conheça a história de Dona Ivone Lara Dona Ivone Lara relembra sambas inesquecíveis e fala sobre a carreira Astros da MPB participam de homenagem a Dona Ivone Lara Exposição homenageia Dona Ivone Lara, de 94 anos, na Avenida Paulista Dona Ivone Lara canta ‘Nasci pra sonhar e cantar’ Dona Ivone Lara canta ‘Os cinco bailes da história do Rio’ Dona Ivone Lara canta com Candeia e Clementina de Jesus em roda de samba Dona Ivone Lara relembra sambas inesquecíveis e fala sobre a carreira



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Veja FOTOS com momentos de Dona Ivone Lara




Cantora morreu no Rio, nesta segunda-feira (17), aos 97 anos. Dona Ivone Lara, atração do projeto “Flores em vida”, no CCBB de Brasília Silvana Marques / Divulgação Dona Ivone Lara morreu aos 97 anos Arquivo pessoal Cantores homenageiam Dona Ivone Lara (sentada) ao final da cerimônia de entrega do 21º Prêmio de Música Brasileira, no Theatro Municipal, no Rio, cantando a música ‘Sonho meu’ Henrique Porto / G1 Dona Ivone Lara no Viradão Carioca Rodrigo Vianna / G1 Constelação da MPB se reúne em homenagem a Dona Ivone Lara TV Globo Mostra conta com áudios e vídeos da Dona Ivone Lara Christina Rufatto Dona Ivone Lara lutou para poder seguir a carreira artística. Cedoc / TV Globo



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Kendrick Lamar é o primeiro artista pop a ganhar prêmio Pulitzer de música




Antes do rapper, apenas artistas de jazz e música clássica já tinham ganhado o prêmio. Ele foi consagrado pelo álbum ‘Damn’. Kendrick Lamar se apresenta no Grammy 2018 REUTERS/Lucas Jackson O rapper Kendrik Lamar se tornou o primeiro vencedor do prêmio Pulitzer de música fora da música clássica e do jazz. Ele foi premiado nesta segunda-feira (16) pelo álbum “Damn”. O prêmio Music Pulitzer existe desde 1943, e nestes 75 anos, tinha sempre dado o reconhecimento a um músico erudito ou de jazz. O Pulitzer é mais conhecido por seus prêmios de jornalismo e literatura. Em 2018, uma das vitórias foi da série de reportagens sobre os abusos do produtor de cinema Harvey Weinsten, pelo jornal “The New York Times” e a revista “New Yorker”.



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Spotify compra empresa de licenciamento de 'música cover' para conter riscos de direitos autorais




Loudr foi criada em 2013 para simplificar o processo de pagamento de direitos autorais por músicos que tocam músicas de outros artistas publicamente. Daniel Ek, CEO do Spotify, durante evento em Nova York. Shannon Stapleton/Reuters O Spotify, maior serviço de transmissão de música pela Internet do mundo, anunciou nesta quinta-feira (12) a compra da Loudr.fm, uma empresa de tecnologia de licenciamento baseada em São Francisco para localizar compositores e pagar royalties devidos. A aquisição ajudará a Spotify a encontrar os artistas e garantir que eles sejam pagos por seu trabalho protegido por direitos autorais, uma questão que se deixada sem resposta, deixará a empresa aberta a ações judiciais. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. A Loudr foi criada em 2013 para simplificar o processo de pagamento de direitos autorais por músicos que tocam músicas de outros artistas publicamente. Isso pode incluir versões cover de músicas, amostras, remixes ou medleys. A Loudr se mudará para os escritórios da Spotify em Nova York, informou a empresa. A Spotify, listada na bolsa de valores de Nova York no início deste mês, fez pelo menos dez aquisições pequenas, geralmente focadas na tecnologia, nos últimos anos para melhorar seu serviço.



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Arrocha, brega e funk: como os MCs e o batidão do Nordeste estão se espalhando pelo Brasil




União do funk com o arrocha e o brega ganha espaço no Sudeste. Funkeiros de SP incorporam mistura; ídolos nordestinos aproveitam porta nacional aberta por MC Loma. VEJA VÍDEO. Como o funk está ganhando sabor nordestino e O funk paulista está ficando mais nordestino, enquanto o arrocha e o brega-funk do Nordeste se espalham pelo Brasil. Basta ouvir que é tocado em SP nos “paredões”, as caixas de som que embalam festas de rua. Ou ver vídeos do canal do Kondzilla, rei do funk de SP, com cada vez mais clipes de astros de outros lugares. Percebe-se que: Funkeiros de São Paulo adotaram as batidas do arrocha nordestino em várias produções. Artistas do Nordeste, especialmente ídolos do brega-funk do Recife, expandem seu público pelo Sudeste, seguindo o rastro da MC Loma. Entenda a mistura no VÍDEO acima e leia mais abaixo. O G1 conversou com personagens que estão reforçando esta ponte Nordeste-Sudeste na música brasileira. Sementes no Rio e Recife Esta história tem dois inícios. Um deles é no Recife, onde os artistas do brega começaram a ouvir e emular os MCs de funk do Sudeste, e viraram ídolos locais do chamado “brega-funk”. O outro é no Rio, onde os bailes funk começaram a tocar uma versão local do arrocha baiano. No fim de 2015, na favela da Penha, Zona Norte do Rio, Rennan Santos da Silva, 24 anos colocou uma batida de arrocha em um vocal do MC Flavinho. “No início, nego me chamou de maluco”, lembra o DJ Rennan. Segundo ele, já havia “brincadeiras” com o ritmo nordestino circulando entre DJs do Rio. “Um amigo meu, o RD da Nova Holanda, tinha feito um arrocha. Achei engraçada.” A mistura ficou na cabeça dele. “Peguei a voz do Flavinho e procurei um arranjo de baixo de arrocha no YouTube. Eu não sabia produzir, peguei pedaços de outras músicas'”, ele conta. O ‘Arrocha da Penha’ causou estranhamento inicial mas, ao longo de 2016, virou febre em bailes funk do Rio. ‘Quando tocava no baile, era gritaria’, descreve Rennan ao G1. Assim os bailes funk do Rio viram nascer a versão carioca do arrocha. O estilo surgiu na Bahia na década passada e pode abarcar de canções mais românticas, puxadas para o brega, a outras mais dançantes, para o forró. O arrocha também já firmou sua influência no sertanejo – aquela dancinha de cantores sertanejos rebolando com o braço para frente e a mão na cabeça vem dali. Uma conexão entre o arrocha e o funk foi a alta dose sexual. Há alguns anos o funk é dominado pela “ousadia” – acima de ostentação, do “proibidão” puxado para a violência e outras vertentes. O arrocha também é sensual por princípio: seu nome vem de uma forma mais ousada de dançar forró. “O arrocha é uma coisa que tu dança bem colado”, resume Rennan. Era questão de tempo até a mistura se espalhar. “Quando eu fiquei sabendo que o arrocha [carioca] tinha entrado em SP, fiquei bem feliz”, diz Rennan. O curioso é que, no Rio, essa onda já passou e hoje foi engolida por outra vertente, o 150BPM, com levadas mais rápidas e agressivas. Mas em São Paulo a união prosperou… ‘Arrocha do Helipa’ Wanderson Cardoso de Oliveira, 26 anos, o Mano DJ, já era influente no mundo do funk paulista quando virou um entusiasta do arrocha. Ele nasceu em São Luís (MA), mas foi criado em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Virou DJ e ajudou no início da carreira de MCs de sucesso, como Bin Laden, Brinquedo e 2K. Em 2016, ele ouviu o “Arrocha da Penha” e enxergou o futuro. Imigrante do Maranhão, Mano sabia do potencial desse estilo num lugar como Heliópolis, com imensa comunidade nordestina. “Aqui já tinham muitos paredões em bares com donos que vieram do Nordeste, e que antes tocavam mais forró mesmo”, ele lembra. Mano DJ Divulgação No começo do ano passado, ele produziu “Arrocha do Helipa”, com MC DH, e seguiu no embalo com “Patricinha do Arrocha“, do MC Tchelinho e “Sentinela”, com MC Bin Laden. Nenhuma delas foi um grande hit, mas junto com produções de DJs bombados como R7 e Perera, começaram a entrar nos tais paredões. Talvez a maior contribuição do Mano DJ nesta virada tenha sido nos bastidores, em conversas com um amigo cantor: Jerry Smith. Ele tinha estourado com o ex-parceiro Zaac em “Bumbum granada”. “O Jerry foi ao meu estúdio e mostrou várias músicas, entre elas ‘Pode se soltar’, um arrocha. Eu falei: para tudo! P**a que pariu, isso vai estourar. Mas ele mesmo ficou em dúvida”, conta Mano. Jerry nasceu na Bahia e foi criado em Diadema (SP). Mas a origem não falou alto de cara, segundo Mano. “Ele tinha uma data para gravar clipe com Kondzilla, mas estava em dúvida sobre a faixa. Eu falei de novo: ‘Grava esse arrocha, vai dar bom, sua voz é maneira, ficou muito dançante.’ No fim ele concordou. Estou até no clipe [Mano é o cara que toca flauta no vídeo].” O resultado finalmente acertou no alvo que Mano previu: “Teve 200 milhões de views, o Jerry começou a fazer shows no Nordeste, no Brasil todo, e as pessoas começaram a botar mais fé”, diz Mano. O DJ acha que o intercâmbio está só no começo. “Estou focando minha atenção no Nordeste porque lá tem vários sucessos que ainda não chegam a São Paulo. E a maioria dos MCs daqui ainda não vai para o Nordeste.” ‘A gente tem agora a chance de fazer essa ponte’, acredita Mano. Não é só ele que está de olho na conexão. A agência de SP Start Music, que tem Jerry no elenco, já estava ligada no crescimento do arrocha-funk em SP e do brega-funk no Recife (que, na prática, têm um som bem parecido). No ano passado, quando o vídeo caseiro de uma cantora de 15 anos começou a repercutir, o empresário Marcelo Pantchos, um dos sócios da Start, pegou um avião para Recife na hora e contratou MC Loma e as Gêmeas Lacração. Conexão Recife-SP A Start também já tinha em seu elenco Kelvin Andrade, 20 anos, o DJ Kelvinho. Ele foi um dos produtores de “Bumbum granada” – conhecia Zaac e Jerry desde a adolescência em Diadema. Em uma viagem ao Rio com o MC Magrinho, ele conheceu o poder do “Arrocha da Penha”. ‘Vi que aquilo ali era inovação’, diz Kelvinho. Kelvinho virou “o cara” da Start para este tipo de produção. Ele já tinha feito o “Arrocha Bundante”, dos MCs Jhowzinho, Kadinho e 2K, e “Taca essa tabaca”, d’Os Cretinos, com boa repercussão. Quando a Start levou Loma e as gêmeas de Pernambuco a SP, o escalou para o estúdio com as garotas. “Treme treme”, a faixa de maior sucesso delas após “Envolvimento”, é obra de Kelvinho. A missão atual de Kelvinho é produzir músicas do segundo contratado pernambucano da Start Music. O MC Elvis é a próxima aposta deles, após MC Loma, para continuar a espalhar o brega-funk do Recife por SP e pelo resto do Brasil. MC Elvis é aposta da agência que levou MC Loma para SP Divulgação / Facebook do cantor “O ritmo aqui de SP é mais ‘batidão’, mais ‘baile de favela’, e o deles [do Recife] é mais melódico, ‘suingadinho'”, ele define. O desafio é chegar a um denominador comum entre a levada de Loma, Elvis e conterrâneos com o formato que a mistura tomou em São Paulo. Dadá Boladão, Aldair Playboy, Tocha, Troinha… Se você não conhece os nomes acima, não deve morar em Pernambuco (e nem em outro estado do Nordeste). Mas onde quer que você more, tem chance de ouvi-los em breve. Todos são do Recife, exceto o paraibano Aldair Playboy. E todos já apareceram no canal do Kondzilla no YouTube. “Graças a Deus a gente está começando a ter aceitação do público de SP e outros lugares”, diz Alef Flavio Duarte Pereira, 24 anos, o Dadá Boladão. O astro do brega-funk nasceu em Itapissiuma (PE) e mora em Olinda. No ano passado, foi ao Rio assinar contrato com a Sony Music. Dadá Boladão Divulgação Ele começou em dupla com o MC Tocha, que também segue em carreira solo. Além de cantor, Dadá Boladão também tem se destacado como compositor. Ele escreveu “Revoltada”, gravada por Solange Almeida e Ivete Sangalo. A trajetória de Dadá mostra bem a retroalimentação de influências entre músicos do Nordeste e do Sudeste. Ele diz que começou cantando funk e é fã dos MCs paulistas – tem tatuagem com o nome de Felipe Boladão, cantor assassinado em 2011 que virou lenda do funk de SP. Ele e Tocha incorporaram o brega por influência de MCs locais como Sheldon, Metal & Cego e Leozinho, Dadá conta. “O que a gente canta não é brega, é mais um funk acelerado. Aqui se chama de brega-funk, em SP de arrocha-funk, no Rio de Arrocha da Penha, mas é tudo parecido”, ele explica. Ligado nas tendências paulistas, ele percebeu sua chance após o estouro de “Pode se soltar”, do MC Jerry Smith. “O povo de SP começou a curtir o som da gente depois que os MCs de lá começaram a gravar esse ritmo. À partir do momento em que essa batida começou a chegar ao Sudeste, eu aproveitei para gravar o clipe ‘De ladin’ com o Kondzilla”, ele diz. Outro sinal verde para Dadá Boadao foi a explosão da MC Loma no início do ano. O empresário dele, Igor Rodrigues, 33 anos, diz: “A Loma abriu uma porta para o ritmo. Ela estourou no Brasil todo antes mesmo de fazer show em Recife. Ela era fã do Dadá e levou nosso ritmo para fora”. “O Dadá aqui no Nordeste é como o MC Livinho aí em SP”, compara Igor. “O mercado nordestino a gente já domina, agora a gente quer o mercado funkeiro e o nacional”. Dadá comemora por ter sua próxima música produzida por um ídolo de SP. “Eu sempre quis ter uma música com o DJ Perera. Acho que ele tem um pouco dessa raiz do Nordeste. Faz umas paradas que parecem swingueira”, comenta. Parcerias nesta seara como a de Dadá Boladão com DJ Perera têm pipocado tanto entre artistas locais (Márcia Fellipe e MC Troia em “Vai descendo”) como do Sudeste e Nordeste (MC Petter e Aldair Playboy em “Popozão”). Dadá Boladão negocia viagens nas próximas semanas a SP para gravar outro clipe e fazer shows. Recentemente, ele encontrou Jerry Smith em um baile no Recife. “A gente trocou uma ideia sobre música. Mostrei as minhas, ele mostrou as dele. Tenho certeza que vamos nos encontrar muitas outras vezes em shows pelo Brasil”, aposta Dadá.



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Pabllo Vittar: figurino da cantora no clipe de 'Indestrutível' será leiloado para ajudar projeto LGBT




Roupas do clipe são oferecidas em leilão na internet para arrecadar verbas para casa em São Paulo que acolhe pessoas LGBT em situação de risco. Pabllo Vittar em cena do clipe de ‘Indestrutível’ Divulgação O figurino de Pabllo Vittar no clipe recém-lançado de “Indestrutível” será leiloado para arrecadar verbas para a Casa 1, projeto em São Paulo que acolhe pessoas LGBT em situação de risco. Os lances no leilão das roupas podem ser feitos pela interenet, no site Queremos. O resultado será divulgado no dia 24 de abril. Pabllo Vittar lançou, nesta terça-feira (10), o clipe da música “Indestrutível”. A balada está no álbum “Vai passar mal”, que saiu em janeiro de 2017. O novo vídeo abre com uma cena no banheiro de uma escola. Lá, um jovem tem a cabeça colocada na privada por um grupo de quatro rapazes. Em seguida, antes ainda de a música começar a tocar, a tela exibe o seguinte recado: “73% dos jovens LGBTQ+ no Brasil são vítimas de bullying e violência nas escolas”.



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De olho no lance, Rincon bate bolão com Rael e Conka em samba-rap sobre futebol




Daqui a dois meses, a bola vai começar a rolar nos gramados da Rússia, dando início a mais uma Copa do Mundo. No campo da música, o jogo já começou. Badalado rapper que participa de recém-lançado single da cantora carioca Iza, Ginga, o paulistano Rincon Sapiência já está de olho no lance e promove a gravação de música inédita, Resenha de futebol, composta por Rincon em parceria com Rael, outro mano do hip hop de São Paulo (SP). Na gravação desse samba-rap que cai no suingue para versar sobre as jogadas do futebol, Rincon e Rael convidaram Karol Conka, a também incensada rapper curitibana, para formar trio da pesada. “Seja bem-vindo ao planeta do futebol”, saúda Conka na gravação produzida pelo próprio Rincon Sapiência. Iniciado na cadência bonita do samba, o single Resenha de futebol (Boia Fria Produções) – que gerou clipe filmado sob direção de Fred Ouro Preto e já posto em rotação na web – logo cai na batida sintética do rap, sem perder de vista o balanço do samba. Resenha de futebol bate um bolão, tanto pela batida quanto pelos versos ágeis como o drible de um craque dos gramados. “O balanço da rede é a grande meta”, resume Rincon, jogando bem com as palavras e se confirmando ele próprio um craque do escrete do hip hop brasileiro.



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