Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, no Rio




Ela morreu por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Família quer recuperar canções inéditas da sambista. Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra do Império Serrano Gabriel Barreira / G1 O corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da escola de samba Império Serrano, na manhã desta terça-feira (17), em Madureira, Zona Norte do Rio. A sambista morreu na noite desta segunda-feira (16) por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. Ela estava internada desde sexta-feira (13), data em que completou 96 anos, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul da cidade. “Ao mesmo tempo que é um dia de muita tristeza temos que celebrar essa carreira maravilhosa. Minha avó foi um ser de luz. Ela era muito humilde, às vezes não tinha noção dessa representatividade dela para a música e para o país. É muito orgulho para mim (ser neto)”, diz André Lara. Segundo ele, as composições inéditas da avó devem ser recuperadas. “Ela sempre compôs e teve muitos parceiros. São coisas que não foram gravadas, músicas que foram resgatadas e finalizamos. Se Deus quiser vamos tirá-las do baú”. “Ela conseguiu ser a maior compositora da história do país, não só do samba. Do país, e sem perder a essência do morro. Ninguém queria entrar no palco depois dela no final dos anos 90. Ela levantava o povo”, diz Marquinhos de Oswaldo Cruz, que comandou homenagem para ela no último sábado, dia em que fez aniversário. Alfredo Lara, filho de Dona Ivone, diz que ela precisou vencer barreiras até mesmo em casa. “Ela ia no samba mas não frequentava, meu pai ficava com ciúme. Quando viu que era a carreira que ela queria seguir, e que todo mundo elogiava, ele aceitou”. O sepultamento do corpo de Dona Ivone Lara está marcado para as 16h30 no cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. A cantora e compositora Dona Ivone Lara se apresenta no evento Tim Festival, no auditório do ibirapuera, em São Paulo, em outubro de 2005 Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo Dona Ivone Lara já vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde dela já era considerado bastante grave. No hospital, a família comentou a morte da sambista. “Ela estava sempre procurando um caderninho pra escrever uma música, estava sempre cantarolando pro neto. Até a última semana ela estava super bem, com a cabeça ótima. Ela estava muito fraquinha, mas a cabeça estava ótima”, contou a nora Eliana Lara Martins da Costa. Segundo o colunista Mauro Ferreira, Dona Ivone Lara morreu aos 96 anos e não aos 97 anos, como informam quase todas as fontes, pois nasceu em 1922, não em 1921. A data de 1921 foi forjada pela mãe da artista em 1932 para que ela pudesse ser admitida em colégio interno, cuja idade mínima para o ingresso era 11 anos. O ano de 1921 passou a constar até nos documentos de Ivone, mas ela nasceu de fato em 13 de abril de 1922. Essa questão já foi esclarecida na biografia de Ivone. Conhecida como a “Grande Dama do Samba”, ela nasceu em família de amantes da música popular e enfrentou o preconceito por ser mulher e sambista. Seu maior sucesso é “Sonho meu”, música que estourou nas paradas de sucesso com Maria Bethânia e Gal Costa. A cantora e compositora Dona Ivone Lara durante o Viradão Carioca, no centro do Rio de Janeiro, em abril de 2010 Wilton Júnior/Estadão Conteúdo/Arquivo Initial plugin text



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