Zezé Motta faz show continuar e lança disco de samba em que canta com Arlindo




Aos 51 anos de carreira e quase 74 de vida, Zezé Motta volta ao disco e lança neste mês de abril O samba mandou me chamar, décimo álbum da cantora e atriz fluminense e o primeiro em sete anos. Como o título já anuncia, trata-se de disco de samba, o primeiro inteiramente dedicado ao gênero por Zezé – em foto de Steph Munnier – em carreira fonográfica iniciada em 1975. O álbum está sendo promovido com o bonito samba Missão (Lourenço e Docsantana), cujo clipe entrou ontem, 5 de abril, em rotação na web, mostrando Zezé dar voz aos versos do refrão “Vou pelos palcos da vida, vou / Fazendo o povo vibrar / Coisa de bamba / Vou vendo o povo aplaudir / O show continuar / Cantar meu samba”. O repertório do álbum O samba mandou me chamar se desvia de músicas muito conhecidas, ainda que inclua abordagem de Louco (Ela é seu mundo) (Wilson Baptista e Henrique de Almeida, 1943). Dentre os sambas selecionados por Zezé, há um com a assinatura de Arlindo Cruz, Nós dois, composto pelo bamba com Maurição e lançado há 14 anos sem repercussão pelo cantor Evair Rabello no álbum independente Xeque-mate (2004). A regravação de Zezé foi feita com a participação de Arlindo, que está fora de cena desde março do ano passado por conta de problemas de saúde. Outro convidado do disco é Xande de Pilares, cuja voz é ouvida em Alma gêmea (André da Mata, Mingo Silva e Kinho, 2015), pagode romântico lançado em disco há três anos na voz de André da Mata, um dos compositores do samba. Ficar a seu lado (Christiano Moreno e Flavinho Silva) e Batuque de Angola (André Karta Markada e Juninho Mangueira) são sambas propagados ao longo do ano passado na trilha sonora da novela Ouro verde, apresentada em Portugal em 2017 com Zezé no elenco. Já o inédito samba Vem traz as assinaturas de Leandro Fregonesi, Ciraninho e Rafael dos Santos. Fora do terreirão do samba, Zezé regrava Mais um na multidão (Erasmo Carlos, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2001), canção lançada há 17 anos por Erasmo, diretor da Coqueiro Verde Records, gravadora que edita o disco de sambas acalentado pela cantora desde 2007.



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Anna Ratto corrige distorção e vai mais longe no álbum de intérprete 'Tantas'




No quinto álbum de estúdio, Tantas, Anna Ratto corrige distorção que prejudicou o anterior disco de músicas inéditas da artista carioca, lançado há seis anos. Em Anna Ratto (2012), a cantora e compositora investiu de forma radical em repertório autoral que soou irregular, ainda que tivesse destaques eventuais como Nem sequer dormi (Anna Ratto, 2012), canção que ganhou clipe em 2015 com a participação de Roberta Sá, cantora de timbre e leveza similares aos de Ratto. Disponível no mercado fonográfico a partir de hoje, 6 de abril de 2018, em edição da gravadora Biscoito Fino, Tantas torna a evidenciar o canto suave de Ratto como intérprete de canções alheias. A compositora assina somente uma (boa) música no disco, a inédita Frevolenta, parceria com Jam da Silva que evoca o regionalismo pop contemporâneo que deu o tom do segundo e até então melhor álbum de Ratto, Girando (2008), lançado há dez anos. Com imponente arranjo de vozes, Frevolenta também expõe uma das marcas de boa parte do disco: a pressão do som tirado pelos produtores de Tantas, JR Tostoi e Marcelo Vig, que tocam guitarra e bateria, respectivamente, além de terem pilotado as programações na medida certa, sem pecar pelo excesso de eletrônica. A pegada roqueira da dupla de produtores sobressai na funkeada Inemurchecível (2012), música do primeiro álbum solo de João Cavalcanti, compositor revelado no grupo carioca de samba Casuarina. E por falar em samba, tem cadência bonita o toque do violão de Fernando Caneca que conduz o registro de Aviéntame (Emmanuel Del Real e Enrique Rangel Arroyo, Issac Ruben Albarran Ortega, 2000), música gravada pelo grupo mexicano de indie rock Café Tacvba para a trilha sonora do filme Amores perros (México, 2000). No mesmo clima ameno, mas aquecida pelo arranjo de metais orquestradas por Jessé Sadoc, a canção Pra você dar o nome (Tó Brandileone, 2011) evidencia a delicadeza da composição em bela gravação que supera os registros fonográficos do cantor Pedro Mariano e do grupo 5 a Seco. Capa do álbum ‘Tantas’, de Anna Ratto Nana Moraes Disco que começa bem e festivo no tom convidativo de Pode me chamar (Fábio Trummer, 2006), lembrança oportuna dessa música do repertório da pernambucana banda Eddie, o álbum Tantas transita entre a delicadeza e a pegada. Desbunde (Matheus Von Krüger e João Bernardo) carnavaliza a festa no inebriante passo contemporâneo do frevo, com recado político mandado na voz de Carlos Posada e com vocação para o sucesso popular. Já Nicho é canção amorosa que jorra a poesia de Caio Prado, um dos compositores emergentes a que Ratto dá voz com canto que por vezes remete ao tom de Roberta Sá, embora a (natural) semelhança seja atenuada pela identidade do som do álbum Tantas. Com o toque sobressalente da guitarra de Tostoi no arranjo que valoriza canção a rigor mediana, Dom (Ana Clara Horta e Rodrigo Cascardo) evidencia o acerto da escolha dos produtores. Tostoi e Vig formataram o repertório do álbum Tantas com exuberância precisa, incrementando músicas como Nem pensar (Bruna Caram e Duda Brack). A cantora Anna Ratto Divulgação / Nana Moraes O requinte do álbum é sublinhado na canção Ana Luísa (Rodrigo Maranhão) pelas cordas líricas do Quinteto da Paraíba, arranjadas pelo contrabaixista Xisto Medeiros para a gravação desta música que reitera a identidade plural de Anna Ratto, artista nascida há quase 40 anos, em setembro de 1978, com o nome de Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto. Uma cantora que teve que adotar o nome artístico de Anna Ratto em 2009 por questões jurídicas, mas que continuou sendo ela mesma. “E mais longe eu vou / Pra quem aprendeu de cor / Ana, só Ana, e todas eu sou”, avisa nos versos da bonita canção de Maranhão. Sim, ao corrigir em Tantas a distorção do anterior álbum de estúdio, Anna Ratto vai realmente mais longe com este álbum revigorante. (Cotação: * * * *)



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Grupo Ponto de Equilíbrio lança disco gravado em show em festival de reggae




Bairro carioca imortalizado no cancioneiro do compositor Noel Rosa (1910 – 1937), Vila Isabel deu muito samba desde a década de 1930, mas décadas depois também serviu de cenário para o plantio do reggae. Disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 6 de abril, o álbum Ponto de Equilíbrio ao vivo no República do Reggae em Salvador expõe os frutos colhidos pelo grupo carioca Ponto de Equilíbrio em quase 20 anos de carreira. Formado em 1999 por Helio Bentes (voz), Pedro ‘Pedrada’ Caetano (baixo), Márcio Sampaio (guitarra), Tiago Caetano (teclado), Lucas Kastrup (bateria) e Marcelo Campos (percussão), o grupo faz resumo dessa trajetória no repertório autoral do álbum gravado em 18 de novembro de 2017 no show apresentado pelo Ponto de Equilíbrio no festival República do reggae, em Salvador (BA), para público estimado em mais de 20 mil pessoas. Três semanas após o lançamento do áudio da gravação ao vivo nas plataformas digitais, o grupo irá disponibilizar na íntegra, em 27 de abril, o registro audiovisual do show no canal oficial da banda no YouTube. O VJ Guigga Tomaz assina a produção do material audiovisual captado na apresentação do festival. Já a direção artística do disco em si – uma produção independente – foi orquestrada pelos próprios músicos do grupo Ponto de Equilíbrio, fiéis ao lema de que reggae (também) é resistência.



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Bob Dylan, Kesha, St. Vincent e outros refazem clássicos românticos com letras LGBT




EP ‘Universal love’ reimagina músicas românticas com letras gays e lésbicas. Dylan transforma ‘She’s Funny That Way’ em ‘He’s funny that way’; ouça. Bob Dylan se apresenta em Port Chester, Nova York na terça-feira (4). The New York Times Bob Dylan, Kesha, St. Vincent e Valerie June estão entre os músicos e cantores que estão reimaginando clássicas músicas de amor como hinos lésbicos, gays, bissexuais e transgênero em um novo álbum divulgado nesta quinta-feira. O EP “Universal Love”, de seis músicas, tem o objetivo de dar à comunidade músicas que reflitam sua própria identidade de gênero ao inverter pronomes ou ter cantores homens e mulheres invertendo papeis tradicionais. Dylan, o compositor e artista ganhador do prêmio Nobel, interpreta “He’s Funny That Way”, uma música cantada por Ella Fitzgerald e Diana Ross que também já fez parte de álbuns de Frank Sinatra e Bing Crosby como “She’s Funny That Way”. A guitarrista e cantora St. Vincent, que já disse publicamente que não se identifica nem como gay nem como heterosexual, apresenta “And Then She Kissed Me”, uma versão do hit de 1963 do grupo feminino The Crystals “Then He Kissed Me”. “A grande coisa sobre música é que transcende todas as barreiras e fronteiras e vai direto ao coração das pessoas”, disse St. Vincent. “E todo mundo tem um coração”.



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Dupla Zezé Di Camargo & Luciano invade a praia do reggae sem sair da roça




O sertão ainda não virou mar, mas já começa a invadir lentamente a praia do reggae. Tanto que Zezé Di Camargo & Luciano estão indo na onda de outra dupla sertaneja, Otávio Augusto e Gabriel. Os irmãos goianos lançam single com a regravação de Reggae in roça, feita com a participação dos próprios Otávio Augusto e Gabriel, intérpretes originais da canção lançada em janeiro deste ano de 2018. Composição de autoria de Otávio Augusto, Gabriel Dias, Rodrigo Lisboa, Júnior Lucas e Léo Vinicius, Reggae in roça não é exatamente um reggae, como o título sugere, mas evoca a cadência do ritmo jamaicano. Mais evidente no registro original de Otávio Augusto e Gabriel, essa evocação é mais sutil na gravação de Zezé Di Camargo & Luciano, conduzida pela levada de um violão, mas turbinada com o toque de uma sanfona. Se há algo de reggae na gravação, já em rotação nas rádios e na web, é mais o clima do que o ritmo. De todo modo, dentro da discografia da dupla goiana projetada em 1991, Reggae in roça representa certa novidade justamente por conta da leveza pop da canção. O lançamento oficial do single Reggae in roça, de Zezé Di Camargo & Luciano, está programado para amanhã, 6 de abril, nas plataformas digitais.



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Narrada por Rita Lee, ópera rock dos Titãs estreia em Curitiba antes de gerar DVD




Primeira ópera-rock criada por banda do Brasil, no caso pelo grupo paulistano Titãs, Doze flores amarelas entrou em cena nesta primeira semana de abril, em duas apresentações feitas dentro da programação da 27ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, como mostra a foto de Annelize Tozetto. A primeira apresentação foi um ensaio aberto e a segunda – feita na noite de ontem, 4 de abril – foi caracterizada pelos Titãs como pré-estreia. Já prevista pelo grupo para ganhar registro audiovisual em DVD no decorrer da turnê nacional, a ópera-rock tem narração de Rita Lee – mãe do guitarrista Beto Lee, músico admitido nos Titãs em 2016 – e apresenta 29 músicas em três atos que versam sobre assédio e vingança. Titãs na ópera rock ‘Doze flores amarelas’ Divulgação Festival de Teatro de Curitiba / Annelize Tozetto A violência sexual contra a mulher é o (atual) tema central do repertório autoral e do libreto escrito por Hugo Possolo a partir de argumento desenvolvido pelo dramaturgo com o escritor Marcelo Rubens Paiva e com os músicos e compositores Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto – o trio remanescente da formação clássica dos Titãs. Possolo também assina, com Otavio Juliano, a direção do espetáculo. O texto da ópera-rock Doze flores amarelas expõe, em canções e textos linkados pela narração de Rita Lee, o assédio sexual sofrido por três estudantes universitárias chamadas Maria em festa a que elas vão por indicação de aplicativo intitulado Facilitador. Abusadas por cinco garotos, as três Marias (apresentadas no texto como Maria A, Maria B e Maria C e vividas em cena pelas atrizes Corina Sabba, Cynthia Mendes e Yas Werneck) decidem se vingar e consultam novamente o aplicativo, sendo instruídas a lançar mão da magia Doze flores amarelas para concretizar a vingança, que provoca a morte de um dos cinco homens abusadores e, posteriormente, também a decisão de denunciar os rapazes, em atitude que motiva o abandono do plano inicial de vingança. Os integrantes dos Titãs são os compositores de todas as músicas da trilha sonora original, algumas assinadas em parceria com Hugo Possolo e com o violoncelista Jaques Morelenbaum, casos de Sei que seremos e de É você. A produção musical é de Rafael Ramos. Eis o roteiro da ópera-rock dos Titãs, reproduzido do programa do espetáculo Doze flores amarelas: Roteiro da ópera rock dos Titãs ‘Doze flores amarelas’ Reprodução / Programa do espetáculo



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Com novo samba de Calcanhotto, Bethânia saúda a Mangueira em show com Zeca




Rota principal do show que reúne Maria Bethânia e Zeca Pagodinho pela primeira vez no palco, a viagem de Santo Amaro (BA) a Xerém (RJ) prevê conexão na Estação Primeira de Mangueira, no subúrbio carioca. No show que estreia em Olinda (PE) no sábado, 7 de abril, seguindo depois para outras cidades do Brasil, Bethânia apresenta A surdo 1, até então inédito samba que ganhou de Adriana Calcanhotto quando a escola de samba Mangueira se sagrou campeã em 2017 com enredo que festejava a vida e a arte da cantora baiana. Composição que integra o set individual de Bethânia, o samba A surdo 1 é uma das quatro músicas inéditas do roteiro do show De Santo Amaro a Xerém. Sozinha, Bethânia também canta Pertinho de Salvador, samba de autoria de Leandro Fregonesi, feito em tributo à cidade de Santo Amaro da Purificação (BA). Compositor carioca, Fregonesi também é o autor do samba de roda homônimo do show, De Santo Amaro a Xerém. Eis o roteiro ensaiado por Maria Bethânia e Zeca Pagodinho – em foto de Daryan Dornelles – para o show De Santo Amaro a Xerém, com as músicas, os compositores e o ano em que elas formam lançadas em disco: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 1. Amaro Xerém (Caetano Veloso, 2018) 2. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) 3. Você não entende nada (Caetano Veloso, 1970) 4. Cotidiano (Chico Buarque, 1972) 5. Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944) 6. A voz do morro (Zé Kétti, 1955) Zeca Pagodinho: 7. Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) 8. Maneiras (Silvio da Silva, 1987) 9. Não sou mais disso (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, 1996) 10. Saudade louca (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco, 1989) 11. Vai vadiar (Monarco e Ratinho, 1998) 12. Coração em desalinho (Monarco e Ratinho, 1986) 13. Samba pras moças (Roque Ferreira e Grazielle, 1995) 14. Ogum (Marquinhos PQD e Claudemir, 2008) Maria Bethânia: 15. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1968) 16. Pano legal (Billy Blanco, 1956) 17. Café soçaite (Miguel Gustavo, 1955) 18. Ronda (Paulo Vanzolini, 1953) 19. Negue (Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, 1960) 20. Pertinho de Salvador (Leandro Fregonesi, 2018) 21. Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) 22. De Santo Amaro a Xerém (Leandro Fregonesi, 2018) Zeca Pagodinho (tributo à escola de samba Portela): 23. Portela na avenida (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1981) 24. Lendas e mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Valtenir, 1970) 25. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970) Maria Bethânia (tributo à escola de samba Mangueira): 26. Jequitibá (José Ramos, 1949) 27. Exaltação à Mangueira (Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa, 1955) 28. Chico Buarque de Mangueira (Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai e Carlinhos das Camisas, 1997) 29. Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu (David Correia, Paulinho Carvalho, Carlos Senna e Bira do Ponto, 1993) 30. A surdo 1 (Adriana Calcanhotto, 2018) Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 31. Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964) 32. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1992) 33. Naquela mesa (Sérgio Bittencourt, 1972) 34. Chão de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1937) 35. Amaro Xerém (Caetano Veloso, 2018) Bis: Maria Bethânia e Zeca Pagodinho: 36. Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002) 37. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)



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Parceiro de Lulu, Jorge Ailton faz R&B à moda brasileira no álbum autoral 'Arembi'




Neologismo que expressa um R&B de sotaque brasileiro, Arembi é o título do terceiro álbum solo de Jorge Ailton, cantor, compositor e baixista carioca que transita no universo da black music nacional. A música-título Arembi é parceria do artista com o conterrâneo Lulu Santos, de cuja banda Ailton faz parte desde 2010. “O som que eu faço, o R&B, é um estilo muito americano, mas eu por ter aprendido a gostar dessa onda já ouvindo a tradução dos mestres Tim Maia, Cassiano, Hyldon e Carlos Dafé, resolvi ‘desamericanizar’ o nome e escrevê-lo de um jeito mais brasileiro possível. Arembi é tipo um lugar, como Cachambi, Morumbi, Ipanema, Anhembi. É a minha versão das influências de soul, R&B e funk que ouvi a vida inteira”, situa Ailton. O cantor, compositor e baixista Jorge Ailton Divulgação / Marcelo Faustini Gravado em 2016 com repertório inédito de autoria de Ailton, o álbum Arembi chega ao mercado fonográfico a partir de 25 de maio em edição do selo carioca Lab 344. Mas o primeiro single, Isso que não tem nome, já está em rotação no YouTube desde terça-feira, 3 de abril, embora o lançamento oficial do single nas plataformas digitais esteja programado para amanhã, 6 de abril. Fael Mondego assina a programação de bateria, o baixo synth e os teclados do single, também gravado com o toque da guitarra de Claudio Costa. Arembi sucede os álbuns O ano 1 (2010) e Jorge Ailton apresenta canções em ritmo jovem (2013) na discografia solo do artista, que debutou no mercado fonográfico em 2005 com o álbum da banda black Funk U, criada por Ailton antes de o artista decidir construir obra fonográfica individual.



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Google volta a pagar compositores brasileiros por clipes no YouTube após acordo com editoras




Disputa se arrastava desde 2013 e impedia autores de músicas de receber direitos autorais por vídeos de música no YouTube. Termos do acordo não foram divulgados; entenda. Playlist de música no YouTube Fabio Tito/G1 O Google fechou um acordo com entidades de músicos brasileiros e vai passar a pagar os compositores por clipes de suas músicas vistos no YouTube. Com isso, terminha uma disputa que se arrastava desde 2013 entre empresa dos EUA dona do site de vídeos e o Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad) e a União Brasileira de Editoras de Música (Ubem). As duas partes não revelaram os valores do acordo. Mas no final de 2016 já havia mais de R$ 8,8 milhões depositados em juízo pelo Google, que pedia uma definição de qual entidade deveria intermediar o pagamento. A discórdia dizia respeito ao percentual de faturamento do YouTube: as entidades queriam 4,8%, e o Google oferecia 3,6% – entenda aqui os detalhes da briga. “O acordo não encerra a luta por melhores condições de remuneração aos titulares de direitos autorais na Internet, mas representa importante avanço no respeito aos direitos autorais e na transparência da distribuição de música pela Internet”, disse a Ubem em comunicado. “Os acordos vão nos ajudar a continuar desenvolvendo um ambiente no qual compositores e editores sejam devidamente remunerados”, dissei



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Cores da aquarela carioca de Zé Renato ganham vida no show 'Bebedouro'




“É um show carioca. Viva o Rio de Janeiro!”, saudou Zé Renato no palco do Teatro Riachuelo, no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), após cantar o samba Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964). De fato, o show Bebedouro pintou aquarela carioca de sons e ritmos que serviram de fonte para este cantor, compositor e músico de origem capixaba, mas que, pela vivência musical, pode ser considerado natural do Rio de Janeiro (RJ). Tão natural como A voz do morro (Zé Kétti, 1955), samba com o qual o artista – visto ao alto em foto de divulgação de Marcelo Castello Branco – encerrou show primoroso, irretocável, feito na noite de ontem, 3 de abril, com a adesão do parceiro carioca João Cavalcanti e com seis músicos excepcionais que tiraram sons típicos de big-band com o reforço do próprio Zé Renato, que se alternou no toque do violão e da guitarra eletroacústica. No palco, todas as cores dessa aquarela carioca ficaram vivas, fazendo com que o repertório autoral do já ótimo álbum Bebedouro, lançado em janeiro deste ano de 2018, soasse ainda mais refinado. Zé Renato no show ‘Bebedouro’ Divulgação / Marcelo Castello Branco Zé Renato foi na fonte ao montar o repertório do show Bebedouro, retratando a pluralidade dos sons cariocas em roteiro que partiu do suingue black rio de Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz, 2018) – samba-rock alocado na abertura da apresentação – e que passou pela bossa eternamente moderna do cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), representado no roteiro pela perfeição melódica e poética da canção O amor em paz (1960). Nessa rota, o samba do morro se amalgamou com o samba mais íntimo das boates, como exemplificou o arranjo feito pelo pianista Cristovão Bastos para o já mencionado samba Diz que fui por aí. Dentro dessa geografia musical carioca, o samba Sacopenapan (2018) contornou bairros como Copacabana e Humaitá, situando as vivências na cidade de Joyce Moreno e Zé Renato, parceiros no tema e também em outro samba, Noite (2018), cujo majestoso arranjo evidenciou o balanço do trio de metais. Sem afrouxar o conceito do show, Zé Renato rompeu os limites das águas do disco Bebedouro para ir na fonte rica do compositor carioca Edu Lobo, de cujo repertório Zé reavivou Uma vez, um caso (Edu Lobo e Cacaso, 1976) em número antecedido por citação de Repente (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1976). Outra fonte que jorrou límpida na estreia carioca do show Bebedouro foi a música do compositor Egberto Gismonti, de quem Zé cantou lindamente Ano zero (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro, 1972), reiterando habilidade como intérprete que ficou ainda explicitada quando o cantor deu voz à canção Carinhosa (2017) – apagando a má primeira impressão dessa parceria com Otto, (mal) gravada pelo artista pernambucano em disco do ano passado – e sobretudo quando, momentos depois, Zé interpretou Dentro de mim mora um anjo (Sueli Costa e Cacaso, 1975) e Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978). Este hit do grupo vocal Boca Livre poderia ter soado batido, como concessão ao público, mas se renovou no sopro cool e minimalista de um trompete, a ponto de se impor como um dos pontos mais altos de show que transcorreu sem baixos. João Cavalcanti e Zé Renato no show ‘Bebedouro’ Divulgação / Marcelo Castello Branco Entre acertos sucessivos, merece menção honrosa a saudável ousadia de Zé de cantar (bem) o sucesso mais recente de Chico Buarque, Tua cantiga (2017), somente com o toque do piano de Cristovão Bastos, parceiro de Chico nessa cantiga que se situa entre a modinha e o lundu. Mesmo quando navegou em outros mares, como na morna Náufrago (Zé Renato e Nei Lopes, 2018), Zé Renato pareceu estar em águas cariocas. Tudo fluiu com precisão no palco, seja a simplicidade e a leveza que pautaram Vamos curtir o amor (2018), parceria com o novo baiano Moraes Moreira, seja a interiorização de Samba e nada mais, número feito com o parceiro João Cavalcanti em dueto harmonioso que se estendeu em Mulato (João Cavalcanti, 2012). Engrandecido na apresentação carioca de ontem pelo toque de músicos como o baixista Jamil Joanes e o saxofonista Zé Nogueira, integrantes da banda que fez emergir Amphibious (Moacir Santos, 1974) em número instrumental, o show Bebedouro resultou excepcional, reiterando o grande momento artístico de Zé Renato como cantor e compositor. (Cotação: * * * * *) Zé Renato no show ‘Bebedouro’ Divulgação / Marcelo Castello Branco Eis o roteiro seguido em 3 de abril de 2018 por Zé Renato na estreia carioca do show Bebedouro no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro (RJ): 1. Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz, 2018) 2. Sacopenapan (Zé Renato e Joyce Moreno, 2018) 3. Noite (Zé Renato e Joyce Moreno, 2018) 4. Ano zero (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro, 1972) 5. Repente (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1976) 6. Uma vez, um caso (Edu Lobo e Cacaso, 1976) 7. Carinhosa (Zé Renato e Otto, 2017) 8. Vamos curtir o amor (Zé Renato e Moraes Moreira, 2018) 9. Agora e sempre (Zé Renato e José Carlos Capinam, 2018) 10. Diz que fui por aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha, 1964) 11. Samba e nada (Zé Renato e João Cavalcanti, 2018) – com João Cavalcanti 12. Mulato (João Cavalcanti, 2012) – com João Cavalcanti 13. Dentro de mim mora um anjo (Sueli Costa e Cacaso, 1975) 14. Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978) 15. O amor em paz (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1960) 16. Tua cantiga (Cristovão Bastos e Chico Buarque, 2017) 17. Amphibious (Moacir Santos, 1974) – números instrumental da banda 18. Navegantes (Zé Renato e Nei Lopes, 2018) 19. Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento, 1982) 20. Pedra de mar (Zé Renato e Paulo César Pinheiro, 2018) / 21. Fonte de rei (Zé Renato e Paulo César Pinheiro, 2018) 22. Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz, 2018) / 23. A voz do morro (Zé Kétti, 1965) – com João Cavalcanti Bis: 24. Noite (Zé Renato e Joyce Moreno, 2018) – com João Cavalcanti



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