Kassin lança single em que revive, com Clarice Falcão, hit de Leno & Lilian em 1967




Em 1967, a dupla Leno & Lilian fez sucesso no reino encantado da Jovem Guarda com Coisinha estúpida, versão em português – escrita pelo próprio Leno – de Something stupid (Clarence Carson Parks), música de 1966 que obteve sucesso mundial naquele ano de 1967 ao ser regravada pelo cantor norte-americano Frank Sinatra (1915 – 1998) em dueto com a filha Nancy Sinatra. Quarenta anos depois, o produtor, músico e compositor carioca Alexandre Kassin regravou Coisinha estúpida em dueto com Clarice Falcão para o álbum solo Relax, lançado em 2017 no Japão. É esta gravação que está sendo lançada no Brasil em single disponibilizado hoje, 23 de fevereiro de 2018, nas plataformas digitais, antecedendo a edição nacional do álbum Relax, programada para 30 de março pelo selo carioca Lab 344. Em gravação feita com os toques dos teclados de Diogo Strausz (filho de Leno, aliás), do piano de Danilo Andrade e da bateria de Stephane San Juan, Kassin toca baixo e guitarra. O single deverá surtir pouco efeito. O dueto de Kassin com Clarice não chega a soar letárgico, mas carece de vivacidade, desperdiçando o apelo pop da melodia aliciante e da letra pautada pela simplicidade estupidamente romântica.



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Phil Collins emociona e põe público para dançar no Maracanã




Grandes sucessos da carreira solo do cantor e hits do Genesis animaram a plateia de pouco mais de 40 mil pessoas. Phil Collins nos primeiros momentos da apresentação. Marcos Serra Lima Sejamos francos: nos últimos 40 anos, poucos artistas souberam correr para a galera tão bem quanto Phil Collins. Sua sensibilidade para criar canções pop que caem no gosto do grande público já é mais que conhecida. Seu desdém em relação à crítica – bastante severa com os momentos mais carregados de glicose de sua obra –, também é bem registrado. Postura que seu público costuma seguir. Isso ficou bem claro quando, às 21h29 desta quinta-feira (22), o eterno baterista/vocalista do Genesis pisou no palco do Maracanã para o primeiro show de sua turnê no Brasil – terra na qual não colocava os pés desde o longínquo 1977, época em que ainda caminhava no intrincado terreno progressivo. Público se emocionou com a apresentação Marcos Serra Lima E Collins jogou para ganhar. Logo de cara entregou “Against all odds (Take a look at me now)”, canção feita sob encomenda para a trilha do filme de Taylor Hackford, “Paixões violentas”, de 1985. Os acordes inicias de piano fazem com que as 40 mil pessoas pulem na palma da mão do cantor de forma imediata. Essa impressão acaba reforçada logo em seguida quando “Another day in paradise” é apresentada. A canção do álbum “…But seriously”, de 1989, teve o refrão cantado com força pelo público, já familiarizado com a letra que trata de pessoas que não têm onde morar – e que, à época de seu lançamento, se transformou em uma dor de cabeça para o cantor. Muitos consideraram uma atitude hipócrita o fato de um astro milionário da música tentar se colocar no lugar de uma pessoa sem teto. Por conta dos problemas de locomoção, Collins permanece sentado ao longo do show. Marcos Serra Lima Antes de falar sobre o restante da apresentação, cabe uma explicação. Desde que lesionou uma das vértebras do pescoço durante a última turnê do Genesis, em 2009, Collins tem grande dificuldade para andar – desloca-se com o auxílio de uma bengala e, em vários momentos da apresentação, suas expressões denotam considerável dor física. Por conta do incidente, ele perdeu parte da sensibilidade das mãos. Desde então, não pode mais tocar piano e – talvez o maior prejuízo – precisou se afastar da bateria, seu instrumento de formação. O baixista Leland Sklar é um dos fiéis escudeiros de Collins. Marcos Serra Lima Por todos esses fatores, Collins permanece sentado durante todo o tempo do show em uma cadeira. Isso não impede que ele interaja com o público em conversas muito breves e divertidas – “Obrigado. Boa noite. Esse é todo o português que eu sei”, ele disse logo assim que entrou no palco – e com sua banda, composta por velhos escudeiros, como o baixista Leland Sklar, o guitarrista Daryl Stuermer e o trompetista Harry Kim. O guitarrista Daryl Stuermer é antigo colaborador de Collins. Marcos Serra Lima O novato do grupo é Nic, filho de Collins. Com apenas 16 anos, ele demonstra desenvoltura na bateria. Algumas das canções mais populares do Genesis não poderiam ficar de fora. A apresentação de hits da banda começa com “Throwing it all away”, sétima faixa do álbum “Invisible touch”, de 1986 – do ponto de vista comercial, o mais bem sucedido do grupo. Logo em seguida, foi a vez de “Follow you, follow me”, nona canção de “…And then there were three…”, de 1978. Durante sua execução, várias imagens de shows e clipes do Genesis foram apresentadas nos telões do palco. Ao olhar para a plateia, era possível notar antigos fãs da banda emocionados ao verem registros antigos de Collins, Mike Rutherford, Tony Banks, Steve Hackett e Peter Gabriel. Foi a saída deste último, em 1974, logo depois da turnê do álbum “The lamb lies down on Broadway”, que catapultou Collins do posto de baterista – posição que ocupava desde 1971, quando entrou na banda como baterista durante as gravações de “The nursery crime” – para a função de vocalista. Público fez menção a “You’ll be in my heart”, mas canção, que garantiu ao cantor um Oscar pela trilha do desenho “Tarzan”, não fez parte do setlist. Marcos Serra Lima Pista de dança Seguiram-se “Separate lives”, em dueto com Bridget Bryant, e “Something happened on the way to heaven”, com a tradicional presença dos metais. Ela transformou o Maracanã em uma gigantesca pista de dança. Chega, enfim, um dos momentos mais aguardados do show. A sequência repetida de uma bateria eletrônica e as luzes reduzidas no palco anunciam que, enfim, é a hora de “In the air tonight”. Canção mais emblemática de “Face value”, primeiro álbum solo de Collins, de 1981, a composição de atmosfera e letra sombria já deu margem a várias interpretações sobre possíveis assassinatos e crimes. Todas foram negadas pelo cantor que, durante o processo de criação da música, apenas externava a dor que sentia pelo fim de seu primeiro casamento. Phil Collins à frente de sua banda. Marcos Serra Lima O público acompanha com atenção a execução da primeira parte e, depois da marcante virada de bateria no meio da canção, começa a pular e gritar o refrão até o fim marcado pelo andamento acelarado e os gritos mais agudos de Collins. Do peso para a leveza. Fã confesso da soul music dos álbuns da Motown, o cantor emenda “You can’t hurry love”, das Supremes, e “Dance into the light”, canção mais conhecida do álbum homônimo – um dos menos inspirados de Collins –, lançado em 1996. Público de 40 mil pessoas cantou boa parte das canções. Marcos Serra Lima O Genesis é visitado mais uma vez – agora com “Invisible touch”, canção lançada em 1986 e talvez o maior hit da banda, àquela altura já um grupo pop-rock que havia deixado definitivamente para trás o hermetismo e a complexidade do rock progressivo no qual havia mergulhado ao longo da década de 1970. “Easy lover” – na versão original, uma parceria com o vocalista do Earth, Wind & Fire, Philip Bailey – se transformou em uma grande sessão de catarse coletiva e foi seguida por “Sussudio”. Esta última, graças a uma colorida explosão de confetes e serpentinas vindas do palco, ganhou improvável sabor carnavalesco. O que não deixa de ser coerente, uma vez que, olhando-se para trás, é possível ver que o reinado de Momo ainda está ali na esquina. Uma breve pausa antecedeu o bis, que veio com “Take me home”, tradicional encerramento dos shows de Collins. Ele deixou o palco logo em seguida – com visível dificuldades para caminhar, mas ainda senhor absoluto de sua longa lista de sucessos.



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Cordel do Fogo Encantado oficializa retorno e anuncia lançamento do quarto álbum




Os rumores tinham fundamento. Grupo desativado em fevereiro de 2010, o Cordel do Fogo Encantado volta à cena com o lançamento do quarto álbum, Viagem ao coração do sol. O anúncio do retorno foi feito oficialmente na manhã de hoje, 23 de fevereiro de 2018, mas desde anteontem já circulavam na web notícias sobre a efetiva volta do grupo pernambucano surgido em 1999 a partir de grupo teatral que entrara em cena em 1997 na cidade de Arcoverde (PE). Juntamente com o anúncio do retorno, mantido em sigilo em estratégia similar à adotada no ano passado pelo trio Tribalistas, Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz) – vistos em foto de Tiago Calazans – revelam que o álbum Viagem ao coração do sol chega ao mercado fonográfico em 6 de abril. Capa do álbum ‘Viagem ao coração do sol’, do Cordel do Fogo Encantado Arte de Lucas Basic e Lucas Falcão Fernando Catatau assina a produção do disco gravado no Estúdio El Rocha, em São Paulo (SP), e no Totem Estúdio em Fortaleza (CE). O repertório de Viagem ao coração do sol mistura canções guardadas há anos com outras compostas ao longo de 2017, quando o Cordel do Fogo Encantado decidiu se reunir com a formação original. “Fizemos uma opção estética de não sermos um grupo de releitura ou de glorificação do passado. As novas letras vão dialogar com os sentimentos humanos, com aquilo que nos cerca. Já musicalmente o Cordel mantém a característica de sempre surpreender”, teoriza José Paes Lira, o Lirinha, que lançou dois álbuns individuais, Lira (2011) e O labirinto e o desmantelo (2015), em carreira solo iniciada após o fim do grupo. Enquanto anuncia o quarto álbum, o quinteto revela que os três álbuns anteriores – Cordel do Fogo Encantado (2001), O palhaço do circo sem futuro (2002) e Transfiguração (2006) – ganham edições digitais, disponíveis nas plataformas digitais a partir de hoje.



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Marina faz história ao reproduzir códigos e linguajar do funk com o imortal Cicero




Tulipa Ruiz acaba de regravar música do grupo Os Mutantes em dueto com a funkeira MC Carol. Tiê promove música cantada com Luan Santana e assinada por compositores como Rafael Castro e Adriano Cintra. Gal Costa se prepara para lançar álbum de músicas inéditas com repertório que inclui composição de Marília Mendonça, hitmaker do universo sertanejo. Enfim, está tudo junto e misturado na geleia geral musical brasileira. Desde que o samba é samba é assim, ainda que as viúvas da MPB continuem praguejando nas redes sociais contra o estouro de Pabllo Vittar, as ambições planetárias de Anitta e a popularidade irreversível do funk carioca e das ramificações do gênero. É nesse contexto libertário, sem muros estéticos, que deve ser entendido e avaliado o funk Só os coxinhas, lançado por Marina Lima em single disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 23 de fevereiro de 2018, dando saborosa prévia do álbum Novas famílias, programado para chegar ao mercado fonográfico em 16 de março em edição da gravadora Joia Moderna. Só os coxinhas é funk mesmo! Tem os códigos e o linguajar do gênero. Capa do single ‘Só os coxinhas’, de Marina Lima Divulgação O funk Só os coxinhas poderia ter sido criado e/ou gravado por Anitta, mas é uma composição assinada por Marina Lima com Antonio Cicero, retomando parceria emblemática na história do pop do Brasil. Coproduzida por João Brasil, a gravação de Só os coxinhas emula o batidão com dose de eletrônica que credencia o funk a ser hit em bailes em que a trilha sonora é dominada por sucessos de Jojo Todynho e Ludmilla, entre outras estrelas do gênero tão marginalizado pelas elites. Até (e sobretudo) por isso Só os coxinhas chega em boa hora, para dar um nó no raciocínio binário de quem nunca ousou pensar ouvir Marina Lima, a “sofisticada” compositora pop de músicas como Fullgás (1984) e Virgem (1987), cantando um tema tão “popular”. Com mordacidade, o funk alveja os coxinhas, termo usado em comentários sobre política para designar, já com ironia, gente de bom poder aquisitivo alinhada com a ideologia dos partidos de direita. “Desce agarradinho / Mexendo o umbiguinho / Você é tão safadinho / … / Só pagando cofrinho / Bem no seu quadradinho / Agora só no biquinho”, ordena Marina nos versos imperativos da letra, entremeados com o coro que reproduz o verso-título Só os coxinhas. A gravação do funk contabiliza somente dois minutos e 30 segundos. Meros dois minutos e meio! Tempo suficiente para fazer história na música pop brasileira, inclusive porque, como já dito, o funk é assinado por Marina com o irmão Antonio Cicero, compositor (letrista) e poeta afinado com a norma culta da língua portuguesa tanto no meio musical quanto no literário. E cabe lembrar que – em requinte supremo de ironia! – Cicero foi admitido em agosto de 2017 na Academia Brasileira de Letras. Ou seja, é um integrante do panteão dos imortais assinando, e avalizando com tal assinatura, uma letra que fala a língua popular do funk, com versos habitualmente caracterizados como “vulgares” pela elite cultural que insiste em avaliar qualquer música de acordo com os rebuscados padrões melódicos, harmônicos e rítmicos de uma MPB que, embora genial, já perdeu a hegemonia no mercado e jamais deve ser vista como o único parâmetro a medir o valor de qualquer música feita no Brasil. Uma MPB à qual a geração de Anitta e Ludmilla não pede a benção e da qual tampouco é seguidora. A cantora e compositora Marina Lima Divulgação / Rogério Cavalcanti Desde que surgiu em 1979, no boom feminino que projetou cantoras e compositoras como Angela RoRo e Fátima Guedes no universo da MPB, Marina Lima sempre se mostrou moderna, antenada com o universo pop, seguindo caminho próprio, com opiniões próprias. Quando o Brasil ainda cantava embevecido os boleros havaianos de Lulu Santos, ela já chamava a atenção para Condição, funk que o colega contemporâneo – também ele antenado e simpatizante do som dos bailes da pesada – lançara em álbum de 1986. Trinta e poucos anos depois, Marina elogia publicamente as estrelas do funk como Anitta e soa sincera. Primeira música revelada de álbum que a compositora caracteriza como “realista” e que apresentará parcerias da artista com nomes mais jovens como Marcelo Jeneci e Silva, Só os coxinhas soa natural dentro do currículo musical da artista. Haverá quem jogue pedras na Geni da vez por divergências políticas e/ou musicais. Haverá quem ressuscite a questão da voz para detonar um funk que lhe causa desconforto por razões que nada têm a ver com a voz em si da cantora, ela própria já resolvida com tal questão. Mas o fato é que Marina Lima – em foto de Rogério Cavalcanti – está fazendo história hoje com o lançamento do funk Só os coxinhas. Aos detratores, o recado está dado na letra: “Bota o seu chapeuzinho / Sai abanando o rabinho”.



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Música inédita flagra Luiz Melodia de bem com a vida, pop, mas sem o brilho da voz




“A felicidade chegou aqui agora / A gente quer, a gente tem, a gente pede, a gente nunca se incomoda / A felicidade chegou em sua porta / Tá no perfume, nos seus olhos, no azul do horizonte, a gente goza” Os versos acima são do viciante refrão de Felicidade agora, música inédita composta por Luiz Carlos dos Santos (7 de janeiro de 1951 – 4 de agosto de 2017) com os parceiros Ricardo Augusto e Paulinho Andrade. O lançamento da música em single – disponível nas plataformas digitais a partir de hoje, 23 de fevereiro de 2018 – é acontecimento relevante porque Luiz Carlos dos Santos foi ninguém menos do que Luiz Melodia. Assim como a música, o fonograma é inédito. O single faz parte da gravação ao vivo que será lançada neste primeiro semestre de 2018 pela gravadora Universal Music com o registro de show feito pelo cantor, compositor e músico carioca em 29 de junho de 2016, no Teatro da UFF, na cidade fluminense de Niterói (RJ). A apresentação foi calcada no repertório do show e disco Zerima, lançado por Melodia em 2014. Felicidade agora não fazia parte do roteiro original do show Zerima e o single tampouco tem clima de gravação ao vivo. De todo modo, a composição é sedutora. Poucas vezes Melodia lançou uma música de arquitetura tão pop, evidenciada pelo arranjo simples e eficiente. O veludo da voz ainda está lá, embora já sem o viço de tempos idos. Mas o que contagia são a levada e o alto astral da música. “A felicidade está junto de mim”, reitera Melodia ao fim do fonograma, entre improvisos com os vocalistas da faixa. Infelizmente, o Negro Gato teve pouco tempo para vivenciar o momento feliz, de bem com a vida. Diagnosticado em julho de 2016, um câncer na medula óssea se agravou em 2017 e tirou Melodia de cena no ano passado, aos 66 anos. A partir de hoje, Felicidade agora se integra postumamente e oficialmente a um cancioneiro singular que ficou como testamento do talento do grande cantor e compositor.



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Duo paraibano de música eletrônica lança EP produzido e gravado em um único dia




Disco lançado hoje pelo D_M_G, duo paraibano de música eletrônica formado em 2014 em João Pessoa (PB) pelos músicos Daniel Jesi e Rieg Rodig, o EP H.I.D. se diferencia pelo fato de ter sido produzido e gravado ao longo de 24 horas. Até a capa, assinada pelo ilustrador J. Caetano Júnior, foi criada durante a única e extensa sessão de gravação feita no estúdio da empresa BBS Crew, na cidade natal do duo. Quatro das cinco músicas do EP – AfroPad, Cuba, Exotic e Urban destroyer – foram montadas e gravadas ao vivo na longa sessão iniciada ontem, 21 de fevereiro, e concluída hoje. Jesi e Rodig pilotam sintetizadores, samplers, MPC e teclados no disco feito com produção musical do próprio duo D_M_G com Alberto de Araújo. A única música previamente gravada, Ghosting, foi lançada pelo D_M_G há quatro anos na coletânea Music from Paraíba – Brazil – Vol. 2 (2014). Capa do EP “H.I.D.”, do D_M_G Arte J. Caetano Júnior O título do disco, H.I.D., é a sigla em inglês que significa human interface device, cuja tradução em português é dispositivo de interface humana. Ou seja, H.I.D. são dispositivos de entrada e saída de dados que permitem que seres humanos controlem e recebam respostas de máquinas computacionais.



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Trio adolescente BFF Girls faz 'cover' de sucesso da dupla Anavitória em single




Adolescentes que participaram da primeira edição do programa The voice Brasil – Kids, exibida pela TV Globo em 2016, a goiana Bia Torres (12 anos), a paulistana Giulia Nassa (14 anos) e a gaúcha Laura Schadeck (14 anos) são as integrantes do trio teen BFF Girls. Grupo apresentado em janeiro deste ano de 2018, com a intenção empresarial de conquistar o público adolescente feminino, BBF Girls lança esta semana single com cover de Trevo (Tu), canção composta por Ana Caetano em parceria com Tiago Iorc que se tornou um dos maiores sucessos de Anavitória na gravação lançada em 2016 pela dupla com a participação de Iorc. BFF é a sigla, em inglês, da expressão best friends forever – melhores amigas para sempre, em bom português. BFF é também o nome da primeira música lançada pelo trio, em janeiro, já com o suporte da Sony Music, gravadora multinacional que aposta no sucesso mercadológico do projeto musical adolescente. Tal como a música BFF, o cover de Trevo (Tu) tem produção assinada por Umberto Tavares, compositor e produtor presente nas fichas técnicas de discos de Anitta e Ludmilla, entre outras estrelas do funk de cepa pop.



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Geraldo Azevedo reforça elenco de álbum em que Casuarina recebe Criolo e Martinho




Geraldo Azevedo com o grupo Casuarina em estúdio Clara Nascimento Geraldo Azevedo é mais um nome confirmado no elenco do álbum que está sendo gravado pelo grupo carioca Casuarina na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ). O cantor e compositor pernambucano figura na música inédita intitulada Embira. Ciente de que o álbum + 100 é trabalho decisivo na carreira do grupo, por ser o primeiro gravado após a saída do vocalista e frontman João Cavalcanti, o Casuarina vem se cercando de convidados estelares no disco que será lançado pela gravadora Biscoito Fino em meados deste ano de 2018. O cantor fluminense Martinho da Vila pôs voz no inédito samba Tempo bom (Ivor Lancellotti e Roque Ferreira). Já o rapper paulistano Criolo é o convidado Quero mais um samba (Rogério Bicudo e Raul Sampaio). Com título alusivo ao fato de o samba já estar no segundo século de vida, o álbum + 100 já gerou, em dezembro de 2017, single com o samba Eta lelê (Serginho Meriti e Claudemir).



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Duo eletrônico D_M_G lança EP 'H.I.D', produzido e gravado em menos de um dia




Gravado em João Pessoa, o disco tem quatro faixas que foram criadas ao vivo e um single remasterizado. Capa também foi criada em menos de 24 horas. D_M_G Rafael Passos/Divulgação O duo paraibano de música eletrônica D_M_G lançou nesta quinta-feira (22) o EP “H.I.D”, que foi produzido e gravado em um intervalo de menos de 24 horas. Composto de cinco faixas, gravadas em João Pessoa, o disco reúne quatro canções autorais feitas ao vivo na quarta-feira (21) e a remasterização do single “Ghosting”. Ouça o EP “H.I.D”, do D_M_G. De acordo com D. Jesi, uma das metades do grupo, que tem ainda o músico R. Rodig, a ideia de fazer um desafio de produzir um disco em um intervalo de um dia se deu como um meio de sintetizar o trabalho realizado pelo duo nos shows. “A gente trabalha muito em simbiose com o ambiente, em que utilizamos as batidas da música eletrônica com arranjos improvisados e elaborados a partir do que estamos sentindo naquele momento. Nada mais justo do que compilar essa experiência, ao vivo, em um trabalho que possa estar disponível para o público em um recorte do seu próprio ecossistema de criação”, explica Jesi. O nome do disco vem da sigla para “Human Interface Device” (dispositivo de interface humana), que basicamente são quaisquer dispositivos de entrada e saída de dados que permitem os humanos controlarem e receberem respostas de máquinas computacionais. Capa do EP “Human Interface Device (H.I.D)”, do D_M_G Arte/J. Caetano Júnior/Divulgação Além de Rodig e Jesi nos sintetizadores, samplers, MPC e teclado, o disco tem a produção musical do D_M_G e de Alberto de Araújo, com apoio de Diogo Almeida e do BBS Crew. A arte da capa foi produzida durante a sessão de gravação e tem assinatura do ilustrador J. Caetano Júnior. “A grande experiência que ficou deste desafio de produção foi a interação de todos que estiveram conosco no momento em que estávamos fazendo o disco. Da mesma forma que a gente faz os shows do D_M_G em simbiose com o ambiente, as músicas também foram gravadas captando as dicas e as relações que ocorreram no estúdio no momento da gravação”, completa Jesi.



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Com Senise e Peranzzetta, Wanda Sá canta Tom & Vinicius entre o drama e a leveza




Justiça seja feita: Wanda Sá bem que tentou renovar o próprio repertório com o álbum Cá entre nós (2016), lançado há dois anos com músicas menos ouvidas de compositores associados à mesma Bossa Nova à qual a voz da cantora está ligada desde 1964. Contudo, a indústria fonográfica e o mercado de shows são mais receptivos a projetos calcados em sucessos, a tributos como o recém-lançado álbum A música de Tom e Vinicius (Biscoito Fino). Como o título já explicita, trata-se de disco de repertório dedicado à fundamental parceria de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), compositores que criaram obra que nortearam a bossa já sexagenária, mas sempre nova. Não se trata de álbum solo de uma cantora, mas de um disco de trio que junta uma intérprete solista – Wanda, claro – a dois extraordinários músicos, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise. Pianista, Peranzzetta é o autor dos arranjos que trazem a maioria das 11 músicas do álbum para atmosfera mais íntima, noturna, às vezes jazzy. Basta ouvir a gravação de Janelas abertas (1958) para perceber o clima de boa parte do disco produzido por Regina Oreiro. É nesse ambiente metaforicamente esfumaçado que o trio traz o samba O grande amor (1960) para o escurinho de uma boate e que Wanda dá voz a canções clássicas como Eu não existo sem você (1958), música lançada de forma magistral há 60 anos na voz precisa de Elizeth Cardoso (1920 – 1990), divina cantora de mais técnica do que bossa. A questão é, por vezes, é que falta densidade à intérprete para encarar todo o drama de letras como a da fatalista O que tinha de ser (1959), música mais talhada para cantoras teatrais como Maria Bethânia. Porque Vinicius era poeta que versava magistralmente sobre a arte do desencontro. Capa do álbum ‘A música de Tom e Vinicius’, de Wanda Sá, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise René Machado A bossa é música de natureza essencialmente ensolarada. Só que, por vezes, os versos do poeta eram nublados. Tanto que o momento mais ousado do álbum A música de Tom e Vinicius é o registro de Garota de Ipanema (1962). Na contramão da ginga que normalmente norteia o samba cheio de graça, o arranjo de Peranzzetta evidencia melancolia que, sim, está na letra, por mais que quase ninguém perceba por conta da bossa da melodia e do ritmo aliciante. Quando a voz de Wanda Sá entra a partir dos versos “Ah, por que estou tão sozinho? / Ah, por que tudo é tão triste?”, tudo faz um sentido inusual em Garota de Ipanema em gravação na qual a cantora experimenta até novas divisões. E, verdade seja dita, o registro acariciante da voz de Wanda valoriza o disco, alcançando momentos sedutores nas interpretações das canções Amor em paz (1960) – destaque do álbum ao lado de Garota de Ipanema – e É preciso dizer adeus (1958), título menos ouvido e abordado da parceria de Tom & Vinicius. De todo modo, é fato que Wanda traduz mais a essência da bossa nova quando canta com leveza. Veículo para a exposição do sopro arejado do sax soprano de Senise, Brigas nuncas mais (1959) sobressai no disco por conta dessa leveza tão carioca e, ao mesmo tempo, tão universal. Senise, aliás, faz a festa no toque serelepe do piccolo (instrumento da dinastia da flauta) que dá o tom alegre de Frevo (1959). Além de conduzir com maestria o toque do piano nas composições mais densas, Peranzzetta consegue a proeza de criar arranjos que, por vezes, parecem renovar as músicas, caso do arranjo de Canta, canta mais (1959), faixa que fecha disco enobrecido pela fina sintonia entre os músicos de banda que, além dos coprotagonistas Senise e Peranzzetta, inclui o baterista João Cortez (bateria), Nelson Faria (guitarra) e Zeca Assumpção (baixo). Tal entrosamento é perceptível no registro instrumental de Por toda minha vida (1959). Enfim, há quem questione – com certa razão – a necessidade se fazer mais um disco com músicas já tão gravadas como Se todos fossem iguais a você (1956). Por outro lado, há também quem argumente – com a mesma dose de razão – que sempre haverá a necessidade de se cantar mais e mais uma obra eterna como a construída por Antonio Carlos Jobim em parceria com Vinicius de Moraes. Entre o drama e a leveza, o álbum A música de Tom e Vinicius dá razão aos dois lados. (Cotação: * * * 1/2)



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