Dale 'Buffin' Griffin, baterista do Mott the Hoople, morre aos 67 anos



O músico britânico Dale “Buffin” Griffin, baterista e fundador da banda de glam rock Mott the Hoople, morreu neste domingo (17) durante o sono aos 67 anos, informou a BBC. De acordo com Peter Purnell, que era manager do grupo e trabalhava na gravadora Angel Air, Griffin tinha Alzheimer. 

Purnell descreveu o artista como “um dos caras mais legais, amigáveis e talentosos que já conheci”.

Formado em 1969 por Griffin, pelo baixista Pete Overend, pelo tecladista Verden Allen, pelo cantor e guitarrista Ian Hunter e pelo guitarrista Mick Ralphs, o Mott the Hoople teve um início de carreira discreto. O obituário de Griffin da “Rolling Stone” americana lembra que a banda estava prestes a se separar no início da década seguinte quando David Bowie, um fã delcarado do grupo, ofereceu algumas canções.

Depois de rejeitar “Suffragette city”, o Mott the Hoople escolheu gravar “All the young dudes”, faixa-título de um álbum lançado em 1972 e produzido pelo próprio Bowie. O single foi um dos principais sucessos da banda, ao lado de “Roll away the stone”, de 1974.

Depois de perder alguns de seus integrantes originais, a banda acabou oficialmente em 1980. Quase 30 anos mais tarde, em 2009, o Mott the Hoope voltou para uma série de shows.

À BBC, Peter Purnell comentou a participação de Dale “Buffin” no retorno: “Tudo que ele sempre quis foi que seu amado Mott the Hoople se reunisse, e foi graças à determinação dele que conheseguimos esta façanha em 2009, mas infelizmente àquela altura ele estava muito doente para docar nos cinco shows com ingressos esgotados – mesmo assim, ele participou do bis [no encerramento das apresentações]”.





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Turkcell visa acordos no Irã após suspensão de sanções



ISTAMBUL (Reuters) – A Turkcell está buscando oportunidades de aquisições para se expandir regionalmente e o Irã pode ser um mercado alvo com a suspensão das sanções contra o país, disse o presidente-executivo da maior operadora móvel da Turquia nesta segunda-feira. “O Irã é um enorme mercado e está em nosso foco”, disse Kaan Terzioglu em uma entrevista à Reuters. “Estamos observando de perto o mercado iraniano e em contato com todas as suas operadoras de telefonia fixa e móvel”. A Turkcell tem um interesse duradouro no Irã. …



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Silva lança turnê de 'Júpiter' no Theatro Carlos Gomes, em Vitória



O músico Silva inicia a turnê do álbum ‘Júpiter’, lançado em novembro, com dois shows no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, na quinta (21) e sexta-feira (22), às 20h. Em entrevista ao G1, o músico falou das mudanças no estilo e sonhos na carreira.

O encontro aconteceu no estúdio Torre Inc., em Vitória, onde o músico Lúcio Silva ensaiou com os parceiros de banda Rodolfo Simor, Hugo Coutinho e Jackson Pinheiro para a estreia da turnê. Na ocasião, todos os arranjos já estavam em ordem para cair na estrada.

‘Júpiter’ é o terceiro álbum de Silva, seguindo ‘Claridão’, de 2012, e ‘Vista Pro Mar’, que figurou entre várias listas de melhores de 2014. Os primeiros trabalhos do músico trouxeram uma certa inovação, com o uso de sintetizadores em destaque. Em ‘Júpiter’, Silva destaca a voz, o trabalho como intérprete e a melodia simples.

“Eu resolvi em Júpiter deixar a voz mais em primeiro plano, tanto no arranjo, como na mixagem, na parte mais técnica do disco. Eu coloquei a voz mais alta, para ficar mais audível e dar mais destaque a letra também”, conta Silva, que trabalha nas composições com o irmão Lucas Silva.

Cantor Silva (Foto: Jorge Bispo/ Divulgação)Silva deu mais destaque à voz em ‘Júpiter’  (Foto: Jorge Bispo/ Divulgação)

R & B
O disco mostra a tentativa do artista de se aproximar do R & B, ritmo de que é fã confesso. Por isso a escolha por mixar e finalizar ‘Júpiter’ no Different Fur Studio’, em São Francisco. O estúdio já recebeu nomes como Stevie Wonder e Herbie Hancock.

“Eu escolhi o Different Fur porque é um estúdio que já vem trabalhando com R & B há muito tempo. Tem várias coisas da música negra que eu sou fã que foram feitas lá, e eu achei que teria a ver com o disco, que tem um tempero de R & B”, explica o músico.

Liberdade
Ele também sente que consegue se soltar cada vez mais, tanto nos palcos, como nas letras. O avó de Lúcio era pastor e toda a família é religiosa. Ele explica, no entanto, que sempre teve respeito da família na hora de cantar. O bloqueio vinha dele mesmo.

“Apesar de ser uma família religiosa, eles nunca me travaram na questão de eu não poder falar o que eu penso, eles sempre foram muito livres com isso, até porque minha mãe é professora de música na Ufes, sempre teve muita relação com a arte. Mas era uma questão minha mesmo, interna. Eu me sentia cobrado a tomar muito cuidado, a medir muito as palavras, os atos, o que eu falava, o que eu pensava”, diz.

“Só que agora eu já tenho 27 anos, não sou mais um garoto, então eu já amadureci muito essa coisa, já me sinto confortável sendo eu mesmo, pensando diferente da minha família, com respeito. Isso está refletindo no meu trabalho de alguma forma, está vindo lentamente, não quero forçar a barra com nada, mas acho que as coisas estão caminhando para uma liberdade, me sinto muito mais livre do que quando comecei”, explica.

Júpiter foi lançado no dia 20 de novembro de 2015 (Foto: Divulgação)Júpiter foi lançado no dia 20 de novembro de 2015
(Foto: Divulgação)

Timidez
Nos palcos, Silva não é muito de dançar. Sempre discreto, o músico lançou o clipe do single ‘Eu Sempre Quis’, no ínício de novembro, no qual dança em frente à câmera. A dificuldade de se movimentar durante os shows fez com que o músico contratasse um professor de dança contemporânea para auxiliá-lo. As aulas duraram três meses.

Só que Silva conta que não é tão tímido assim. “Alguns amigos me chamam de “falso tímido”, porque eu sou tímido em primeiro plano. Eu sou reservado na verdade, não sou um cara muito expansivo. Gosto de ficar na minha e me sinto super incomodado quando vem pessoas que passam essa barreira comigo, de não respeitar meu espaço, porque eu respeito muito o espaço das pessoas. Só que quando fico à vontade sou zero tímido, eu demoro um pouquinho pra me sentir à vontade. Hoje já me sinto muito mais tranquilo, no começo eu sentia medo do palco”, conta.

Show
Os ingressos para os shows de Silva no Theatro Carlos Gomes estão à venda na bilheteria do teatro, no American Coffee Cake – na Praia do Canto – e no site ingresso.com. Eles custam custam R$ 50 (plateia), R$ 70 (camarote A) e R$60 (camarote B). As meias custam R$ 25, R$ 35 e R$ 30, respectivamente.

Serviço
Lançamento da turnê ‘Júpiter’
Data: quinta (21) e sexta (22), às 20h
Local: Theatro Carlos Gomes – Praça Costa Pereira, Centro – Vitória
Ingressos: Plateia R$ 25 (meia); Camarote A: R$ 35 (meia); Camarote B: R$ 30 (meia)
Pontos de venda: bilheteria do teatro, de terça-feira a sexta, das 13h às 19h, no American Coffee Cake e pelo site ingresso.com





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'High School Musical': elenco se reúne para comemorar 10 anos do filme



Elenco de 'High School Musical' se reúne para celebrar 10 anos do filme (Foto: Divulgação/Disney)Elenco de ‘High School Musical’ se reúne para celebrar 10 anos do filme (Foto: Divulgação/Disney)

O elenco de “High School Musical” se reencontrou para comemorar o aniversário de 10 anos do filme, anunciou a Disney no domingo (17).

Vanessa Hudgens, 27 anos, Ashley Tisdale, 30, Lucas Grabeel, 31, Corbin Bleu, 26, e Monique Coleman, 35, se reuniram recentemente em um ginásio de uma escola de Los Angeles para relembrarem o filme do Disney Channel.

Zac Efron, 28 anos, que interpretou o personagem principal Troy, não participou do evento.





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Kanye West lança 'No more parties in LA' com Kendrick Lamar; ouça



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Kanye West sobe ao palco para receber o prêmio honorário Michael Jackson Video Vanguard Award  (Foto: Matt Sayles/Invision/AP)Kanye West recebe prêmio honorário Michael Jackson Video Vanguard Award do VMA 2015 (Foto: Matt Sayles/Invision/AP)

Kanye West lançou nesta segunda-feira (18) a música “No more parties in LA”, em parceria com Kendrick Lamar. A faixa faz parte do álbum “SWISH”, sétimo da carreira de Kanye, que será lançado oficialmente em 11 de fevereiro. Clique para ouvir a música.

No dia 1º de janeiro de 2016, Kanye West divulgou a música “FACTS” e anunciou o novo álbum. Ele disse que ia mostrar toda sexta-feira uma nova música. No dia 8, ele divulgou “Dolla $ign”. “No more parties in LA” saiu nesta segunda-feira, com atraso. 

Em 2014, Kanye West já havia lançado as músicas “All day” e “FourFiveSeconds”. Também apresentou “Wolves” em um desfile da Adidas em fevereiro de 2015.

 





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Arena de Eventos do Fest Verão está em fase final de montagem



Arena de Eventos do Fest Verão está em fase final de montagem (Foto: Marina Fontenele/G1)Arena de Eventos do Fest Verão está em fase final de montagem (Foto: Marina Fontenele/G1)

A estrutura do Fest Verão Sergipe entra em fase final de montagem e decoração nesta segunda-feira (18). O trabalho começou há cerca de um mês na área de 400 mil/m² localizada na Arena de Eventos em frente ao Shopping Riomar, no bairro Coroa do Meio em Aracaju.

De acordo com José Augusto de Oliveira, responsável pela montagem da estrutura, o espaço tem novidades para esta edição do evento que começa na sexta-feira (22) e vai até o domingo (24).

“Esse ano o local da festa será muito maior, as novidades para o público são o lounge que dá visão em 360° dos palcos e permite a interação com o artista e o trio que vai circular com uma atração por noite. Além disso, boate com atrações da música eletrônica também cresceu bastante e tem o novo camarote coorporativo”, destacou José Augusto.

Área do Backstage permite visualização em 360° dos palcos e interação com o artista na saída do camarim através desta passarela (Foto: Marina Fontenele/G1)Área do Backstage permite visualização em 360° dos shows e interação com o artista na saída do camarim através desta passarela atrás do palco, onde o público também terá acesso (Foto: Marina Fontenele/G1)

Ivete Sangalo é a atração do trio elétrico na sexta-feira. Já no sábado, será a vez de Bell Marques e no domingo o Harmonia do Samba. “O trio elétrico vai circular no espaço onde existirão ainda dois palcos para não ter interrupção entre uma atração e outra. O veículo entrará no espaço e dará a volta na arena. Depois, sairá do local e a festa vai continuar com os artistas no palco”, explica o empresário Fabiano Oliveira.

Outra novidade do Fest Verão 2016 é o palco corrporativo para parceiros do evento e imprensa (Foto: Marina Fontenele/G1)Outra novidade do Fest Verão 2016 é o palco
corrporativo para parceiros do evento
(Foto: Marina Fontenele/G1)

Os ingressos estão à venda na Central do Ticket no Shopping Riomar ou pelo site. O evento terá dois palcos e mais de 30 atrações de vários ritmos como axé, rock, arrocha, sertanejo, forró e DJs, além de um trio elétrico que vai circular no meio do público com uma atração por noite de festa.

Confira abaixo os valores que podem ser parcelados em três vezes no Banese Card ou em duas vezes nos demais cartões de crédito. O backstage dá acesso ao Camarote Aju e Tenda Eletrônica e permite uma visão em 360° dos dois palcos, além da interação com o artista.

Planta do Fest Verão 2016 em Aracaju (Foto: Marina Fontenele/G1)Planta do Fest Verão 2016 em Aracaju (Foto: Marina Fontenele/G1)

PISTA
• MEIA: POR DIA = R$ 55 (à vista) – R$ 60 (parcelado)
• PACOTE (3 DIAS) MEIA (sexta, sábado e domingo) =R$ 130 (à vista) – R$140 (parcelado)
• INTEIRA – POR DIA = R$ 110 (à vista) – R$ 120 (parcelado)
• PACOTE (3 DIAS) INTEIRA (sexta, sábado e domingo) – R$ 260 (à vista) – R$ 280 (parcelado)
CENSURA – 12 A 15 ANOS ACOMPANHADO DOS PAIS E/OU RESPONSÁVEL LEGAL

CAMAROTE AJU
• MEIA: POR DIA = R$ 130 (à vista) – R$ 140 (parcelado)
• PACOTE (3 DIAS) MEIA (sexta, sábado e domingo) =R$ 320 (à vista) – R$ 330 (parcelado)
• INTEIRA – POR DIA = R$ 260 (à vista) – R$ 280 (parcelado)
• PACOTE (3 DIAS) INTEIRA (sexta , sábado e domingo) – R$ 640 (à vista) – R$ 660 (parcelado)
CENSURA – 12 A 15 ANOS ACOMPANHADO DOS PAIS E/OU RESPONSÁVEL LEGAL

BACKSTAGE OPEN BAR (água, cerveja, refrigerante, vodka premium e whisky 12 anos)
• MEIA: POR DIA = R$ 280 (à vista) – R$ 300 (parcelado)
• PACOTE (3 DIAS – sexta ,sábado e domingo) =R$ 700 (à vista) – R$750 (parcelado)
CENSURA 18 ANOS – FAÇA DOWNLOAD DA AUTORIZAÇÃO PARA ADOLESCENTES

Veja abaixo a programação da festa:

Fenômeno do forró, Wesley Safadão cantou só sucessos  (Foto: Marina Fontenele/G1)Fenômeno do forró, Wesley Safadão, promete
agitar o público (Foto: Marina Fontenele/G1)

 

Sexta-feira (22)
Capital Inicial
Ivete Sangalo
Zé Neto & Cristiano
Wesley Safadão
Oito7 Nove4
Pedrinho Pegação

 

Pai coruja, Bell Marques chama os filhos para fazer uma participação no show dele no Fest Verão Sergipe (Foto: Marina Fontenele/G1)Bell Marques e os filhos Pipo e Rafa, da banda
Oito7 Nove4 (Foto: Marina Fontenele/G1)

 

 

Sábado (23)
Timbalada
Jota Quest
Bell Marques
Aviões do Forró
Samyra Show
Fernando & Sorocaba

 

Xanddy cantou sucessos do Harmonia como 'Vem Neném' (Foto: Max Haack/Ag. Haack)Xanddy cantará no trio no domingo
(Foto: Max Haack/Ag. Haack)

 

 

Domingo (24)
Pablo
Simone & Simária
Dorgival Dantas
Chicabana
Bruno & Marrone
Harmonia do Samba

 





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'Baile de favela' muda vida de Mc João, que sustenta família desde os 17 anos



“Baile de favela”, aquela música que lista bailes funk da periferia de São Paulo com um refrão impossível de tirar da cabeça, nasceu em uma casa espaçosa. O imóvel não fica na favela, tem piscina, dois andares bem decorados e varanda com vista para a Zona Norte da cidade. É a sede da produtora GR6, empresa que gerencia um time de garotos anônimos no resto do Brasil, mas tratados como estrelas nos tais bailes paulistanos.

Foi lá que o G1 conversou com MC João, autor e voz de “Baile de favela”. Ele mora em Jova Rural, comunidade pobre no extremo norte da cidade, mas agora bate ponto no casarão da GR6. Veja acima trechos da entrevista e do hit ‘Baile de favela’.

O jovem de 24 anos não parece o mesmo MC de casaco de capuz alaranjado, erguido pela multidão ao cantar o refrão matador de mãos ao alto, no clipe visto 50 milhões de vezes em quatro meses. João Israel Simeão é tímido e fala baixo, sem gritar os palavrões que fizeram com que o hit precisasse de “versão light” para o rádio.

Enquanto a música que ele fez divide o top 10 do Spotify e iTunes no Brasil com Justin Bieber e Anitta, João continua com tanto jeito de garoto comum quanto seu nome sugere.

Office boy
O que fez a música simples, carregada de sotaque e putaria, virar um hino pop do réveillon? O objetivo da conversa é entender o fenômeno, mas João não faz ideia. Ao falar da música, ele não começa falando dos bailes cantados no refrão. João fala da morte do pai quando ele tinha 17 anos. Ele era pedreiro e sustentava a família. O jovem ficou sozinho para cuidar da mãe, com problemas de saúde, e duas irmãs. O funk era “válvula de escape” da rotina difícil.

MC João, voz de 'Baile de favela', na Av. Conceição, na Zona Norte, onde fica a casa da produtora onde gravou a música (Foto: Rodrigo Ortega / G1)MC João, voz de ‘Baile de favela’ na Av. Conceição, na Zona Norte, onde fica a casa da produtora onde gravou a música (Foto: Rodrigo Ortega / G1)

“Comecei a sustentar a minha família com R$ 620 por mês. Imagina o que você faz com esse dinheiro…” Da Jova Rural, saia todo dia para trabalhar de office boy. Passou pela Ericsson e foi ajudante no escritório de advocacia Pinheiro e Associados, na avenida Paulista. Quando ele anunciou que largaria o trabalho de 9 às 5 e se dedicar só ao funk, ouviu dos antigos chefes: “Você é louco”. Na verdade, João já cantava em paralelo com os trabalhos diurnos.

Quem convenceu João Israel a cantar um colega da escola, no final do Ensino Médio. “Tinha conhecido um ano antes e depois acabamos na mesma sala. A gente ficava rimando o dia inteiro, mano. Falava do professor, da cadeira, da mesa. E eu inistia: ‘Vira MC, vira MC’”. O colega era Renato Lima Rodrigues, que também virou MC, o Menor da VG, também ídolo dos bailes de favela.

‘Fuga’ do crime
Perceber o jeito para o funk evitou que João Israel fosse para outro trabalho paralelo na comunidade. “Com a perspectiva que ele tinha, ou ele trabalhava ou ele ia roubar”, diz Juninho Love, o produtor artístico que o acompanha na entrevista. “De onde ele veio, o índice de criminalidade é muito alto”, afirma.

“Você ganha um salário mínimo, e aí chegam do seu lado pessoas que ganham mais e têm uma saída para você, que está numa bola de neve. Eu tinha perdido o meu pai, a única fonte de renda da família, meu porto seguro veio abaixo. O que você vai fazer? Nessa hora vêm vários pontos de interrogação na cabeça. A geladeira estava vazia. E nesse momento chegou o funk, e você não vai pelo outro caminho”, conta João.

Ele seguiu por quase sete anos entre os trabalhos de office boy de dia e pequenos shows à noite. Cantar era o que ele queria de verdade. “Você vai viver o sonho ou a realidade? No começo do ano, tocou e mim que eu tinha que arriscar, porque era novo. Se for para quebrar a cara, tem que ser agora, porque mais para frente eu não sei como vai ser. Eu saí do trampo e no outro dia entrei na GR6”, lembra.

Hit improvisado
Depois um funk que quase estourou (“’Caçador de pererecas’ bateu na trave”, diz), ele voltou ao estúdio da GR6. “Baile de favela” saiu de improviso. “Fui gravar outra música. Na hora esqueci a melodia. O produtor é muito rigoroso, chucro. Ele levantou e falou que estava uma bosta. E agora, o que eu faço? Tinha um refrãozinho pronto e comecei: ‘Ela veio quente, hoje tô fervendo.’ Aí fui citando os bailes que passei”. Todo mundo começou a pular no estúdio.

MC João (Foto: mc joão)

O produtor é Rodrigo Santos, o R7 – citado na música. Ele morava no Espírito Santo e ficou conhecido no funk de SP com trabalhos de produção à distância. Funkeiros mandavam a voz pela internet e recebiam a música pronta de volta. A GR6 gostou do trabalho e bancou a mudança dele para São Paulo. Há 9 meses, ele trabalho direto no estúdio da casa, produzindo as músicas do extenso plantel de funkeiros.

Casa do funk
A GR6 tem esquema cada vez mais profissional para nomes como Livinho, Kevinho e Menor do Chapa. Foi fácil reconhecer a casa para e apontar para o taxista: “É aquele portão ali onde está o MC Pedrinho”. Mas marcar a entrevista não foi tão simples. A empresa evita a imprensa, justamente por causa do garoto do portão, Pedrinho. No ano passado, ele virou polêmica e foi proibido de cantar seus funks pornográficos. Agora, o garoto de 13 anos está de volta com músicas mais comportadas.

Preconceito?
João não é menor de idade, mas o teor sexual da letra também é polêmico. Em redes sociais, há quem o acuse de incentivar a violência contra a mulher, em versos como “vai voltar com a xota ardendo”. Ele nega. “Na letra digo que ‘ela veio quente’. A gente está no clima, ela quer”, diz João, defendendo o consentimento da personagem. Ele compara ao “pode vir quente que estou fervendo” de Roberto e Erasmo. Para ele, é fácil criticar o funk. “Só porque a gente é humilde e veio da favela, vem essa interpretação”, diz. 

Os próprios bailes de favela são alvos de críticas e repressão policial. “A gente é jovem, então por falta de opção de lazer acaba acontecendo. A gente é induzido a ter as coisas e passa vontade, e isso não faz bem. O fluxo é um jeito de se divertir. Tem gente que paga R$ 100 só para entrar numa balada. Com R$ 100 você faz a festa do fluxo. Sei que fica ruim para quem quer dormir na região, mas também virou uma fonte de renda para a comunidade”, pondera.
“Tem noção de quantos carrinhos de bebida, de refrigerante, quanta gente o fluxo emprega?”.

MC João é contra a ostentação de artigos de luxo no funk. O jovem de origem pobre diz 'ostentar superação' (Foto: Rodrigo Ortega / G1)MC João é contra a ostentação de artigos de luxo no funk. O jovem de origem pobre diz 'ostentar superação' (Foto: Rodrigo Ortega / G1)

Só quando a polícia chega é que uma correria para não perder tudo. É tiro de borracha pra lá, pra cá…”. João já tomou um destes tiros? “Não, eu sempre fui esperto. Menino do beco não toma não, sabe se esquivar”. Um dos bailes citados na letra, o da Rua Sete, acontecia na porta da sua casa. Ele convenceu a GR6 a gravar o clipe lá. “Foi mágico, só colocamos o som no carro e apareceram umas 3 mil pessoas”.

Sem ostentação
Exaltar os bailes de rua e se assumir “menino do beco” condiz com a onda pós-ostentação do funk paulista. “Eu era o menino que deixava de comprar o tênis de marca para comprar a mistura em casa. Nunca fui a favor de induzir a ostentação. Se eu não tenho aquelas coisas, estou com a geladeira vazia, tirando da mistura, isso acaba te induzindo a fazer alguma coisa… Minha vida é diferente. Eu queria é ostentar superação, aí escrevi no peito”, explica a frase escrita em grande tatuagem no tórax.

Juninho Love afirma que MC João chega a cobrar hoje R$ 12 mil por show – número que parece exagerado no mercado cheio de concorrência e pouco valorizado do funk. João diz que, com o sucesso da música, já pode “comprar uma mistura melhor para comer em casa”. Ele também já pensa em comprar seu primeiro carro. Bailes de favela, que não pagam cachê, ele já não pode mais aceitar. E o que mais o sucesso já proporcionou? Conhecer Edi Rock, um dos ídolos dos Racionais, ele diz.

De cabelo novo no Paraguai
A entrevista termina com uma visita ao cabelereiro. Um funcionário da produtora MC João para fazer relaxamento capilar e um novo corte. (Ele mostra o resultado um dia depois no Instagram. Está um pouco menos ‘garoto comum’ e um pouco mais ‘o cara daquela música’). Uma semana mais tarde, ele comemora com outra foto na rede social sua primeira viagem internacional: “Atravessando as fronteiras, MC João no Paraguai”.

A penúltima pergunta tentou puxar um plano para a carreira, um objetivo maior na música. “Entrar nos ‘melhores do ano’ do Faustão?”, ele arrisca. A última insinua o que muita gente pensa de “Baile de favela”. Será mais um sucesso passageiro, antes de ele voltar a ser mais um João anônimo? Ele não se ofende com a questão nem parece preocupado. Ajudar a família com o sucesso de agora já parece algo a se comemorar. De novo, a resposta vem sem o palavrão das músicas: “Deixo na mão de Deus”.

MC João, voz de 'Baile de favela', e R7, produtor da faixa, na casa da empresa GR6 (Foto: Rodrigo Ortega / G1)MC João, voz de ‘Baile de favela’ e R7, produtor da faixa, na casa da empresa GR6 (Foto: Rodrigo Ortega / G1)

 





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David Bowie fica em 1º na 'Billboard' e é homenageado em constelação



Sete estrelas na região de Marte viraram a constelação Aladdin Sane em homenagem a David Bowie (Foto: Reprodução/stardustforbowie.be)Sete estrelas na região de Marte viraram a constelação Aladdin Sane em homenagem a David Bowie (Foto: Reprodução/stardustforbowie.be)

David Bowie atingiu pela primeira vez a liderança da lista da “Billboard” de mais vendidos com “Blackstar”, álbum lançado no dia 8, apenas dois dias antes de sua morte. O disco vendeu 181 mil cópias para acabar com o reinado de Adele sobre o ranking.

 

O cantor britânico também teve outro álbum no top 5. A coletânea “Best of Bowie” teve 94 mil discos vendidos, um aumento de quase 6.700% em relação à semana anterior.

Esta é a primeira vez que Bowie chega ao topo da lista desde que ela começou a ser organizada pela Nielsen SoundScan, em 1991. Seu último disco, “The nest day”, foi lançado em 2013 na segunda posição, com 85 mil cópias vendidas.

Starman
Astrônomos belgas homenagearam Bowie ao batizar uma constelação com sete estrelas — Sigma Librae, Spica, Zeta Centauri, SAO 204 132, SAO 241 641, Beta Triangulum autrani e Delta Octantis — de “Aladdin Sane”, nome do álbum cuja capa tem a icônica foto em que o cantor aparece com um raio pintado no rosto.

O tributo foi organizado pelo Observatório Público MIRA, da Bélgica, que escolheu astros em região próxima a Marte — pelo menos do ponto de vista terrestre.

Bowie morreu neste domingo (10), aos 69 anos. Ele lutava contra um câncer havia 18 meses.

David Bowie em foto do disco 'Aladdin Sane' (Foto: Divulgação)David Bowie em foto do disco ‘Aladdin Sane’ (Foto: Divulgação)

 





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