Cantora Roberta Miranda vai se apresentar ao lado de Tiê no Sesc de Rio Preto




Show será às 21h de quinta-feira (24) e ingressos estão à venda na internet. Roberta Miranda vai se apresentar em Rio Preto Divulgação Comemorando 30 anos de carreira, a cantora Roberta Miranda vai se apresentar em São José do Rio Preto (SP), às 21h de quinta-feira (24), ao lado da cantora e compositora Tiê. No show, além das canções que marcaram sua carreira, como “Majestade o Sabiá”, “São Tantas Coisas”, “Vá com Deus”, e “De Igual para Igual”, a artista traz composições inéditas, como “Os Tempos Mudaram”, gravada com Marília Mendonça. Os ingressos do show de Roberta Miranda estão à venda na internet e também na bilheteria do Sesc Rio Preto, localizado na Avenida Francisco das Chagas Oliveira, 1333. O ingresso custa R$ 50. O valor da meia entrada é R$ 25 e para quem tem credencial plena é R$ 15. Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba



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Guitarra de Bob Dylan é leiloada por US$ 495 mil em Nova York




Leilão dedicado a ícones da música também vendeu primeira guitarra elétrica de George Harrison e figurino vermelho de Michael Jackson em “Thriller”. Guitarra Fender Telecaster de 1965 leiloada em Nova York Don Emmert/AFP Uma guitarra de Bob Dylan, símbolo de sua mudança para o som elétrico, foi vendida neste sábado (19) por US$ 495 mil em Nova York, em um leilão dedicado a “ícones da música”. A guitarra, uma Fender Telecaster de 1965 que pertenceu a Robbie Robertson, guitarrista de Bob Dylan, foi utilizada tanto por Dylan como por Eric Clapton e George Harrison, segundo a casa de leilões Julien, que organizou a venda. O instrumento marcou a guinada do cantor folk de “The Times They Are A-Changin'” ao artista que passou a usar a guitarra elétrica em canções como “Like a Rolling Stone”. Outros instrumentos leiloados no sábado foram a primeira guitarra elétrica de George Harrison, uma Hofner Club 40, vendida por US$ 430 mil, e uma Fender Telecaster rosa fabricada por Elvis Presley em 1968, negociada por US$ 115.200. Um cinto utilizado por Elvis durante um show no Havaí em 1972 foi leiloado por US$ 354.400, enquanto um anel de diamantes no formato de estrela chegou a US$ 100 mil. Também foram negociados peças de Michael Jackson, como o figurino vermelho usado no videoclipe “Thriller”, vendido por US$ 217.600, e um cinto com as letras BAD, um de seus grandes sucessos, negociado por US$ 179.200.



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Veja como foram shows de Legião Urbana, Anavitória, 3030 e Val Donato no Campus Festival 2018




Ponto alto da noite de shows no Campus Festival aconteceu neste sábado (19), em João Pessoa. Legião Urbana XXX Anos no Campus Festival 2018 Reprodução/G1 O projeto Legião Urbana XXX Anos, o duo Anavitória, o grupo 3030 e a cantora Val Donato foram as grandes atrações no ponto alto da noite de shows no Campus Festival 2018, neste sábado (19), em João Pessoa. As apresentações começaram às 18h, na Praça do Povo do Espaço Cultural, no bairro de Tambauzinho, e o evento contou com transmissão ao vivo no G1 Paraíba. Veja como foram os shows do Campus Festival 2018. Saiba tudo sobre o Campus Festival 2018. Val Donato foi a primeira a subir ao palco, animando o público com um setlist repleto de rock autoral, incluindo a destacada “Faca Amolada”. A cantora paraibana também interpretou músicas de Nação Zumbi, Raimundos e O Rappa. Banda 3030 no Campus Festival 2018 Gabriela Muniz/G1 Em seguida, o grupo de rap baiano 3030 mostrou o motivo das centenas de milhões de visualizações que acumula no YouTube. Com uma mistura que uniu hip hop acústico, samba e uso de samplers, a banda emocionou fãs e tocou vários sucessos, além das músicas do novo álbum (“Alquimia”. De acordo com a banda, este é o CD mais conceituado da trajetória do 3030 e tem lançamentos programados até o meio deste ano. “Foda Que Ela É Linda” foi um dos pontos altos da apresentação. Por volta das 20h30, o duo Anavitória começou um show que alternou músicas mais calmas como “Trevo” (parceria com Tiago Iorc) e outras mais agitadas, como “Clareiamô” (parceria com o cantor Saulo Fernandes), além de covers de Almir Sater e dos Novos Baianos. A apresentação da dupla foi quase integralmente cantada junto com as milhares de vozes que estiveram presentes na noite de sábado no Espaço Cultural. Anavitória no Campus Festival Reprodução/G1 Encerrando a noite, a apresentação que comemora os 30 anos do primeiro disco do Legião Urbana, com os fundadores Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, além de André Frateschi nos vocais, foi aberta com a clássica “Será”. O show seguiu com um desfile de sucessos – “Por Enquanto”, “Pais e Filhos”, “Geração Coca-Cola” e “Faroeste Caboclo” “Que país é esse?” estão no setlist da banda. O projeto Legião Urbana XXX Anos relembrou o auge da banda, com André Frateschi simulando os mesmos trejeitos do líder do grupo Renato Russo. Dado e Bonfá também se revezavam com o vocalista principal, o primeiro se destacou ao cantar “Teatro dos Vampiros”, o segundo emocionou o público com “Pais e Filhos”. André Frateschi com Legião Urbana XXX Anos no Campus Festival 2018 Reprodução/G1



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Com 2 mil barquinhos de papel, fã-clube de Anavitória viaja 2,4 mil km para show no Campus Festival




Anavitória faz show neste sábado, no Campus Festival 2018, em João Pessoa. Fãs de diferentes estados do Brasil viajaram para João Pessoa apenas para assistir ao show da dupla Anavitória Jéssica Queiroz/Arquivo Pessoal Dois mil barquinhos de papel, 200 balões, girassóis em miniatura e viagens de até 2,4 mil quilômetros. Essas preparações são das fãs do duo Anavitória que vão assistir ao show no sábado (19), durante o Campus Festival. O fã-clube ‘Anavitória Paraíba’ está cheio de elementos para fazer o show junto com as cantoras. Uma das fãs vai praticamente cruzar o Brasil, e viajar de Porto Velho, capital de Rondônia, para assistir à apresentação no evento que acontece no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. Saiba tudo sobre o Campus Festival 2018 Confira a programação completa do Campus Festival 2018 O que esperar do show de Anavitória no Campus Festival 2018 “As meninas não sabem mas conectam pessoas do Brasil inteiro através da música delas. Então pedi folga do trabalho e vim para o Campus Festival. Vai ser muito bom curtir o show com o pessoal do fã-clube”, afirmou Jéssica Cristina, que viajou de Porto Velho para João Pessoa apenas para o evento. Segundo a presidente do fã-clube Anavitória Paraíba, Jéssica Queiroz, a expectativa do grupo de cerca de 25 pessoas para o show é a maior possível. “Expectativa é grande. Dessa vez vem muitas meninas do fã-clube, vem gente de Porto Velho e Goiânia. E a gente está nas preparações para levar barquinhos de papel, balões. Estamos também tentando entregar girassóis por conta da música ‘Fica’. A expectativa é realmente muito grande”, declarou. Além de Porto Velho, tem fã que vai vir de Goiânia, capital de Goiás, diretamente para curtir o show das tocantinenses. “Vim para conhecer o pessoal do fã clube e também porque na minha cidade não acontecem muitos shows. Conversamos muito sobre a carreira das meninas, criamos amizades, e quando surgiu a oportunidade eu dei um jeito para vir”, disse Iohanny Cristina. Para Jéssica Queiroz, é uma felicidade, porque mesmo sem Ana Caetano e Vitória Falcão saberem, elas unem diversas pessoas. “Vem gente do Brasil inteiro, e elas não sabem, mas esse amor que elas têm transbordam para gente, acabamos transbordando também de nós e criamos amizades”, disse Jéssica Queiroz. Vitória Falcão, da Anavitória; duo faz show no Campus Festival 2018 Marcos Nagelstein / Agência Preview Preparação para o show E tem preparação especial para as fãs fazerem o show junto com as cantoras. Serão produzidos cerca de dois mil barquinhos de papel, para serem erguidos no momento da música ‘Barquinho de papel’; aproximadamente 200 balões – vermelhos e pretos – para a música ‘Cores’, além de pequenos girassóis para a música ‘Fica’. Sobre o repertório, Jéssica disse que todas as músicas são boas e não podem faltar. Mas elencou uma em especial que não pode ficar de fora do repertório do show de Anavitória neste sábado no Campus Festival: ‘Trevo (Tu)’. A faixa é o primeiro sucesso do duo e responsável por alavancá-las para a projeção nacional. Questionada sobre o porquê que todos precisam ouvir e conhecer Anavitória, Jéssica ressaltou que além das qualidades musicais e vocais, a música delas transmitem paz e amor. Dupla Anavitória é atração do Campus Festival 2018 Eduardo Deconto/G1



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Guitarra amarela de Prince é arrematada em leilão por US$ 225 mil




Leilão em NY arrecadou US$ 2 milhões com dezenas de artigos de Prince. Guitarra Cloud de Prince Don Emmert / AFP Photo Uma guitarra amarela feita para Prince, que morreu em 2016, foi arrematada nesta sexta-feira (18) por US$ 225 mil em um leilão de joias, roupas e objetos do músico em Nova York, informou a empresa Julien’s Auctions. A guitarra amarela “Cloud”, chamada assim por seu corpo retorcido único, estava avaliada em entre US$ 60 mil e US$ 80 mil, segundo Julien. No ano passado, a casa de leilões vendeu outra guitarra Cloud por US$ 700 mil. As “Clouds” foram criadas para Prince pelo luthier de Minneapolis Dave Rusan, incluindo a usada no filme de 1984 “Purple Rain”, onde o alter ego de Prince “The Kid” a recebe de presente da namorada Apollonia. O leilão, que arrecadou US$ 2 milhões, incluiu dezenas de artigos de Prince, conhecido por seu estilo único e extravagante. Prince morreu aos 57 anos em abril de 2016 em seu estúdio de Paisley Park vítima de uma dose acidental de analgésicos potentes.



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Luan Santana e Fernanda Souza vão apresentar o 'SóTocaTop', aos sábados na TV Globo




Programa terá rankings semanais de sucessos da música brasileira. Luan Santana na estreia carioca do show ‘X’ Divulgação / Glaucon Fernandes Luan Santana e Fernanda Souza vão apresentar o novo programa “SóTocaTop”, aos sábados, na TV Globo. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (18) pela emissora. O programa terá rankings semanais de sucessos da música brasileira. A parada será feita com base no desempenho das canções nas rádios e na internet. A direção artística é de Raoni Carneiro e o “SóTocaTop” tem estreia marcada para julho. Luan e Fernanda já apresentaram programas no Multishow. Ela comanda o “Vai Fernandinha” e ele já esteve no “Canta, Luan”.



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Israel ganha festival Eurovisão com canção inspirada no movimento 'MeToo'




Canção ‘Toy’ foi interpretada pela cantora israelense Netta Barzilai, de 25 anos. Vencedor de 2017, o português Salvador Sobral se apresentou junto com um de seus ídolos: Caetano Veloso. A cantora Netta, de Israel, celebra a vitória no festival Eurovisão em Lisboa, Portugal, na noite deste sábado (12) Armando Franca/AP Israel ganhou pela quarta vez o Festival Eurovisão com uma canção inspirada no movimento mundial #MeToo, usada por mulheres que sofreram violência sexual. A canção “Toy” foi interpretada pela cantora israelense Netta Barzilai, de 25 anos, que lançou uma mensagem a favor da emancipação feminina e contra toda forma de assédio. “Obrigada por terem aceitado a diferença e apoiado a diversidade”, declarou a cantora, chorando. “Adoro o meu país”. Israel já havia vencido as edições de 1978, 1979 e 1998 do Eurovisão, festival que é realizado desde 1956. A origem da hashtag ‘Me Too’, usada por mulheres que sofreram violência sexual Laura Rizzotto, cantora brasileira com dupla cidadania, representa a Letônia no Eurovisão Favorita das casas de apostas, a israelense ficou em segundo lugar na competição em um primeiro momento. O candidato austríaco Cesar Sampson ficou em primeiro após o voto dos júris profissionais nacionais, o que gerou grande surpresa. Mas Netta conquistou o público com sua voz potente, seus trejeitos e sua dança e venceu graças aos pontos da votação dos telespectadores. Portugal A 63ª edição do concurso foi realizada na noite deste sábado (12) em Lisboa. Portugal sediou o evento após ganhá-lo pela primeira vez no ano passado, na Ucrânia, com Salvador Sobral. Neste ano, ficou em último lugar. Um momento alto da noite foi protagonizado por Salvador Sobral, que subiu ao palco junto com um de seus ídolos, Caetano Veloso, na primeira apresentação do artista português após um transplante de coração em dezembro. Com um orçamento de 20 milhões de euros, o menor da última década, a televisão pública portuguesa RTP desenhou um espetáculo mais “teatral”, limitando o uso de projeções de vídeo e novas tecnologias. O objetivo era honrar a ideia lançada há um ano por Salvador Sobral: “A música não são fogos de artifício, mas sentimentos”. Cantor português Salvador Sobral espera por transplante de coração



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'Abolição da escravatura foi processo burocrático, questão ainda está em aberto', diz Emicida




Rapper lança na próxima segunda o DVD ’10 Anos de Triunfo’, sobre 10 anos de carreira. Globo News reprisa neste domingo sua entrevista no ‘Conversa com Bial’ sobre os 130 anos da Lei Áurea. Emicida durante a gravação do DVD ’10 Anos de Triunfo’ José de Holanda Prestes a lançar na próxima segunda-feira o DVD “10 Anos de Triunfo”, que reúne os pontos mais importantes de seus dez anos de carreira, Emicida esteve esta semana no programa “Conversa com o Bial”, onde falou sobre os 130 anos da abolição da escravatura no Brasil. O tema, presente em diversas letras e de grande interesse para o rapper, um profundo estudioso e conhecedor da cultura negra e dos heróis negros pouco (ou nada) conhecidos de nossa história, rendeu ainda uma entrevista que não foi ao ar. Na conversa, Emicida conta como, ao desconfiar do protagonismo da princesa Isabel, suas pesquisas o levaram a conhecer figuras como José do Patrocínio e Lima Barreto, fala sobre como a escravidão influencia até hoje a sociedade brasileira e porque ainda em 2018 é tão relevante continuar debatendo o tema. Neste domingo (13), Dia da Abolição da Escravatura, a Globo News irá reprisar o programa Conversa com Bial com Emicida, às 21h10, com o tema “130 anos de Abolição”. Leia a seguir a outra entrevista com o rapper sobre o tema. Como você aprendeu sobre a abolição da escravidão e o 13 de maio na escola? Na escola, pelo menos no meu período escolar, não há um ensino muito abrangente a respeito do que foi a abolição da escravatura. Havia uma citação na época quando a data se aproximava e de uma maneira bem superficial, diziam que a partir de então, graças à princesa Isabel, os escravos negros eram livres. Eu achava essa história crível num primeiro momento, depois comecei a ficar meio incrédulo porque desconfiei, achei esquisito a protagonista da liberdade dos escravizados vindos da África ser uma mulher branca. Ai o bichinho da curiosidade me picou e eu fui ler mais a respeito. Descobri José do Patrocínio, uns caras tipo Lima Barreto e mais um monte de gente que lutou pelo fim da escravidão nesse país, mas que a história curiosamente esqueceu. Como você mudou de ideia em relação ao que aprendeu e o que vive na prática? O hip hop sempre foi um movimento questionador, eu também tinha isso por natureza, mas o hip hop me trouxe nomes importantes como Malcolm X e Martin Luther King, através desses caras eu fiquei curioso para saber quem eram os caras que tinham batido de frente com o sistema por aqui, aí descobri João Cândido, Abdias do Nascimento, Ruth de Souza. Então esses personagens norte-americanos acabaram por me conduzir até personagens nacionais e depois até a personagens africanos da história como Patrice Lumumba e Nelson Mandela, Rappin Hood, um rapper de São Paulo que tem uma música chamada “Sou Negrão” – a melhor aula que se pode ter a respeito disso está nessa música. Há algo a se comemorar nesta data? Sinceramente? Sim. É muito importante frisar que o protagonismo dado a princesa Isabel nesta história é equivocado, a circunstância a endeusou, mas, na prática, ela se apropriou de uma luta que já estava cada dia mais sólida em nosso país. A abolição era um movimento mundial, pós-revolta dos malês, pós revolta e vitória do Haiti, que foi o único país do mundo a realmente abolir a escravidão e pagou por isso severamente, o mundo ocidental inteiro já estava sendo cercado por um outro grupo de valores a respeito dos seres humanos. A Inglaterra queria vender a revolução industrial ao mundo e isso foi uma gasolina aditivada nessa pauta, uma vez que os países aliados que mantinham africanos escravizados sofriam sanções, então acho que o único equívoco aqui é a protagonista da história, mas a conquista é real e a abolição da escravatura do ponto de vista burocrático é sim uma conquista. Na prática, existe uma outra problemática profunda onde houveram tanto aqui, quanto em Portugal subterfúgios legais que propiciavam que pessoas trabalhassem de forma semelhante a escravidão, isso infelizmente se estende até hoje, mas uma vez eu vi o Nei Lopes fazendo um versinho muito bonito que dizia: “grite – tanto no 13, quanto no 20”. Acho que ele resume bem o que sinto. Ambas as datas são importantes. O 20 de novembro é muito valioso, pois são agremiações negras impondo um personagem negro como protagonista em uma data escolhida por eles mesmos, isso é muito importante. A princesa Isabel sempre foi vendida como a heroína da nossa história. Quando você começou a ter heróis negros brasileiros? Eu não sei absolutamente nada a respeito da princesa Isabel, apenas que ela “libertou os escravos”. Para mim é muito curioso que não tenham noticiado ou pelo menos eu não tenho conhecimento de outros movimentos dela ligados ao tema, isso me faz crer que a assinatura do documento não tem nada a ver com ela e sim com a circunstância. Eu tenho uma série de heróis e heroínas negros do Brasil, tenho muitos deles tatuados em meu braço, pois gosto de quando vou cantar na TV e eles aparecem. Uma vez fui no Caldeirão do Huck e, em um momento, o João Cândido ficou encarando o Brasil, achei aquilo muito foda. Tenho Carolina Maria de Jesus, Zumbi dos Palmares, Milton Santos, Pixinguinha, João Cândido como já citei, Clementina de Jesus, esses caras e essas minas todos foram super-heróis e super-heroínas. O pessoal que fez o Clube Aristocrata, em São Paulo, é emocionante ver a história deles. Eu tive a honra de conhecer vários e várias das pessoas que fizeram aquilo e isso me transformou num ser humano melhor. Mas ver os desfiles de moda, as festas de 15 anos, que eles faziam quando havia proibição de pessoas pretas na piscina dos clubes importantes de São Paulo como Pinheiros e Tietê. Outro cara fundamental é Abdias do Nascimento, sem ele não haveria um Emicida. Você conhece sua ancestralidade? Sim, com diplominha e tudo, fiz um exame de DNA. Sou uma mescla de alguns povos africanos, tenho um pouco do povo Bebi, que vive hoje nos Camarões e é do tronco Bantu Congo, e tenho um pouco dos Fulanis, ou Fulas, que são o maior povo nômade do mundo e eu me identifico muito com isso por que eu sou muito nômade em minha filosofia de vida, eu encho o saco de um lugar, levanto e saio fora. Curiosamente, sobre os Bubis, eu já sentia algo em especial pela região da África austral, ao constatar que tenho um vínculo de sangue com aquele lugar eu fiquei igual uma besta andando com o resultado do exame mostrando pra todo mundo. Ninguém entendia nada e eu estava felizão de ter achado meus ancestrais! Emicida durante a gravação do DVD ’10 Anos de Triunfo’ José de Holanda Você declarou no programa “Altas Horas”, em uma participação em 2016, que a árvore genealógica dos negros no Brasil foi interrompida pela escravidão. Como isso impactou/impacta sua vida? Uma família é uma base, certo? Se você não tem base não consegue caminhar, a não ser que você seja Jesus Cristo e caminhe sobre algo líquido, sem a necessidade de uma base sólida, caso contrário você precisa de chão, de solidez e essa é uma das coisas mais básicas a que não tivemos direito. É muito mais difícil caminhar sem base, conseguimos realizar o impossível e aqui estamos, mas olha, foi difícil, muito difícil. Existe um sequestro do conceito de intelectualidade que foi cometido pelos europeus e primeiro roubaram nossas almas em pias de batismo em Angola e Cabo Verde, depois nos destituíram de tudo que era positivo sobre nós e nos limitaram a uma história vaga sobre pessoas de pele escura acorrentadas e acostumadas com a vida de servidão, tudo isso era mentira. A África abriu meus olhos sobre isso de forma que nunca mais olhei no espelho e me senti um ser humano menor, a escravidão não é a história das pessoas pretas, a escravidão é a interrupção da história do continente africano, a história do continente africano é mansa musa e as universidades do Mali, o importante porto de Addis Adaba, o reino do Congo que em 1400 era uma democracia com uma constituição super moderna enquanto a Europa vivia dentro do feudalismo, é o rei Mandume, que além de falar todas as línguas de sua região falava inglês, português, alemão e holandês e botou todos esses caras pra correr sozinho durante mais de uma década, a grandeza dos Zulus e tantos outros elementos, que infelizmente não chegaram até a gente no momento em que estávamos nos descobrindo. Na letra de “Boa esperança” você começa com “E os camburão o que são? / Negreiros a retraficar / Favela ainda é senzala, Jão! / Bomba relógio prestes a estourar”. Por que é importante fazer referências a escravidão nas suas composições? Eu digo que a abolição da escravatura foi um processo burocrático, que foi resultado de muitas lutas que já ocorriam fora do ambiente da assinatura, na prática essa questão ainda está em aberto. A escravidão definiu muito das relações que temos no Brasil hoje enquanto sociedade, do fato de nos acharmos superiores a quem varre o chão e limpa os banheiros até a corrupção que nos envergonha dia após dia, tudo tem uma sementinha em algum hábito do período escravista que não foi trazido à luz e, por isso, virou uma bola de neve que continua a crescer até hoje. Então, se a mazela continua presente, minha caneta vai mirar nela para que as pessoas no nosso tempo reflitam sobre isso. O que e onde você enxerga no Brasil de hoje que é herança da escravidão e da abolição sem inclusão? O número gigante de funcionários domésticos que temos mesmo quando não somos ricos. Existe uma afirmação através da quantidade de pessoas que trabalham na sua casa, uma afirmação tosca de grandeza e nossa sociedade ainda vê as coisas assim, é perverso, aquele filme da Regina Casé, o “Que Horas Ela Volta” tem um ponto bom sobre isso. Todas as estatísticas das nossas mazelas sociais têm vínculo direto com a escravidão e com a abolição teórica, então não estamos representados nos espaços de poder, temos menos liberdade financeira e, consequentemente, menos chance de emancipação. Maioria nas cadeias e minoria nas universidades, maioria nas ruas abandonados e pouquíssima representação dentro dos meios de comunicação do país, que quando é conveniente diz em letras garrafais que é o país com maior número de pessoas pretas fora da África. Nós precisamos de uma segunda abolição? Como ela deveria ser? Eu penso que deveríamos refletir sobre a efetividade da primeira e corrigi-la. Eu assinar um documento hoje e dizer “declaro extinto o machismo no Brasil” não faz com que mulheres deixem de receber menos, serem desrespeitadas, agredidas e até mortas por pessoas que foram ensinadas que a vida dos seres humanos do sexo feminino valia menos. Dizer que abomino a homofobia e conseguir que isso se torne uma lei não faz com que esse problema desapareça da noite para o dia. A busca por igualdade, principalmente após 400 anos de usufruto da desigualdade, precisa de outras ações para que possamos entrar em um caminho rumo a um futuro melhor. E isso não é uma conversa fácil, agradável, muito menos rápida. Abre feridas super dolorosas nos pretos e nos indígenas também e coloca uma culpa no colo das pessoas brancas com a qual vocês nem sabem lidar por que nunca foram apresentados a essa perspectiva da vida, mas é nesse lugar dolorido e confuso que vamos achar alguma solução, não no completo silêncio sobre o tema em que estamos até hoje. Nesse contexto, o que você pensa sobre políticas de inclusão como as cotas? Sou completamente a favor e acho que deveria ser expandido para outros âmbitos, como terra, por exemplo. Não há emancipação sem acesso ao chão, sem poder produzir a sua própria comida. Construir sua casa, viver sua cultura, cantar e amar do seu jeito. Então, cotas nas universidades é um grande avanço, nos serviços também é, mas isso precisa ser expandido. Já fizeram uma maldade gigante que foi roubar dos índios mesmo, agora temos que ter a nobreza de compartilhar a terra e as riquezas com os descendentes de quem nunca pode se sentar à mesa junto dos meninos brancos ricos que falam sobre projeto de nação.



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Darth Vader rege Orquestra Sinfônica do Espírito Santo




Maestro Leonardo David se vestiu como o vilão de Star Wars para reger a orquestra no momento que foi tocada a trilha sonora da saga. Apresentação também acontece nesta quinta (10), em Vitória. Darth Vader rege orquestra sinfônica no ES A cena é a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo tocando no palco do Teatro da Ufes, em Vitória, mas o maestro que rege os músicos é ninguém menos do que Darth Vader. A brincadeira foi feita pelo maestro Leonardo David, mas a temática pedia o traje especial: era a apresentação da série “Cinema Especial”, com trilhas de filmes, que vai até esta quinta-feira (10). No vídeo gravado pela jornalista Erika Piskac, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES), na noite desta quarta-feira (9), o maestro toca o tema da saga Star Wars e alguns músicos usam arcos iluminados, como se fossem sabres de luz. A música original é do compositor norte-americano John Williams. Ao longo da apresentação, os músicos também tocaram os temas dos filmes clássicos “E.T”. – O Extraterrestre”, “Tubarão”, “Super Homem”, “O Patriota” e “Jurassic Park”, que também são de John Williams; “Pearl Harbor”, de Hans Zimmer; “Piratas do Caribe”, de Klaus Badelt; e a famosa abertura “20th Century Fox”, de Alfred Neuman. Serviço Série Cinema Especial- A Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses) Onde: Teatro Universitário da UFES | Goiabeiras, Vitória Quando: 10 (quinta-feira) Horário: 20h Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia) Informações: 3335-2953 Maestro entrou vestido de Darth Vader no meio do público, antes de começar a reger a apresentação Erika Piskac/Secult-ES Maestro se vestiu de Darth Vader para apresentação da Oses sobre temas de filmes Erika Piskac/Secult-ES



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Show de Gusttavo Lima em Birigui está com ingressos à venda




Apresentação será na sexta-feira (11) e ingressos estão sendo vendidos na internet. Gusttavo Lima vai se apresentar em Birigui (SP) Mateus Rigola/G1/Arquivo Estão à venda os ingressos para o show do cantor sertanejo Gusttavo Lima, que será realizado em Birigui (SP), na sexta-feira (11). Na apresentação, os fãs do cantor esperam por sucessos como “Apelido Carinhoso”, “Que Pena Que Acabou” e “Homem de Família”. Os ingressos estão sendo vendidos na internet a R$ 110 a área VIP e R$ 49,50 a meia-entrada. Serviço O cantor Gusttavo Lima vai se apresentar a partir das 22h de sexta-feira, na Arena Coberta do Alto do Silvares, localizado na Avenida Youssef Ismail Mansour, em Birigui. Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba



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