Este jogo 8-bit para adivinhar a correlação é mais divertido do que eu esperava


Para entender a relação entre duas variáveis – crescimento do PIB e desemprego, por exemplo – estudiosos colocam esses dados em um gráfico de pontos (chamado “gráfico de dispersão“). Quanto mais esses pontos estiverem alinhados a uma reta, maior a correlação entre eles.

Guess the Correlation transforma isso em um jogo: olhe para um gráfico de dispersão, e tente adivinhar o coeficiente de correlação. Você está matematicamente preparado para aceitar o desafio?

No jogo, a correlação – também chamada de valor R – varia entre zero e um. Ela é 1 quando os pontos estão perfeitamente alinhados; e é 0 quando eles estão completamente espalhados.

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Se seu valor estiver muito próximo da resposta correta, você ganha uma vida e cinco moedas. Se o valor estiver um pouco mais distante, você só ganha uma moeda. E se você errar feio, perde uma vida. Há um placar com os usuários que mais conseguiram moedas.

Não há perguntas capciosas nem distrações (a menos que você conte a trilha sonora em 8 bits): é um teste para a sua capacidade de detectar tendências.

guess the correlation

O criador do jogo, Omar Wagih, está tirando um PhD em bioinformática na Universidade de Cambridge (Reino Unido). Ele explica a ideia por trás do jogo:

Guess the Correlation é um jogo com propósito. Ou seja, ao mesmo tempo que ele pretende ser divertido, os dados sobre as suposições são coletados e utilizados para analisar o modo como percebemos correlações em gráficos de dispersão. Por isso, quanto mais pessoas jogarem, mais dados serão gerados!

Bacana! Comece a jogar aqui: [Guess the Correlation via Flowing Data]



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A Adobe não quer ver você dizendo que uma imagem é “photoshop”



A internet está cheia de imagens sendo compartilhadas como verdadeiras, mas que na verdade são montagens. Só não diga que elas são “photoshop”, ou a Adobe não vai gostar.

>>> Estudo brasileiro mostra como é fácil enganar pessoas com imagens modificadas

A Adobe tem uma seção inteira no site deles para avisar que você não deveria usar a marca Photoshop® como verbo ou substantivo em hipótese alguma.

“Marcas registradas são adjetivos, e devem ser seguidos pelos termos genéricos que descrevem”, diz a empresa. Ou seja, você não usa o Photoshop, você usa o software Adobe® Photoshop®.

E jamais cogite usar o termo “photoshopar”, ou os advogados da Adobe vão espumar pela boca. O correto é “melhorar imagens usando o software Adobe® Photoshop®” – não se esqueça de pronunciar o ® (marca registrada).

As recomendações acabam trazendo uma espécie de humor involuntário. Por exemplo, neste trecho:

Sempre use marcas registradas em sua forma correta, com inicial em maiúscula.

Correto: A imagem foi melhorada com o software Adobe® Photoshop® Elements.
Incorreto: A imagem foi photoshopada.
Incorreto: A imagem foi Photoshopada.
Incorreto: A imagem foi Adobe® Photoshopada.

Quem diz “A imagem foi Adobe® Photoshopada”? Talvez a mesma pessoa que diria “a imagem foi Adobe® Photoshop® Elements-ada”.

Por que a Adobe está tão preocupada com isso? A empresa explica em um material para a imprensa: basicamente, ela quer proteger sua marca registrada, então “photoshop” não pode virar sinônimo de “imagem editada”.

Marcas registradas ajudam a proteger identidades corporativas e de produtos, e Photoshop é uma das marcas mais valiosas da Adobe. Enquanto é lisonjeiro ter chegado ao ponto em que o nome Photoshop se tornou tão amplamente usado, muitas vezes ele é mal utilizado de várias maneiras. Por exemplo, vimos exemplos recentes que se referem a uma imagem que foi “photoshopada”… Agradecemos por você seguir estas orientações e ajudar a Adobe a proteger a marca Photoshop.

Empresas tentam evitar que o nome de seus produtos virem marcas genéricas. A Xerox fez uma campanha para educar o público a usar o termo “fotocopiar” em vez de “xerocar”; e o Google avisou em 2006 que você só deve usar o termo “googlar” quando estiver realizando uma busca em Google.com – não fazendo qualquer busca na internet.

A Apple foi mais longe, registrando a marca “App Store” e processando a Amazon em 2011 por usar o termo para descrever sua própria loja de apps. A Amazon se defendeu nos tribunais, e a Microsoft se envolveu fazendo uma objeção formal à marca registrada. Em 2013, a Apple desistiu de defender o termo “app store”.

Enquanto isso, a tentativa da Adobe é simplesmente estranha – e, em última análise, ineficaz. Como explica o io9:

Isso não é útil. Ninguém nunca falou assim. Simplesmente não é assim que a linguagem funciona. Se você olha para uma imagem viral mal manipulada e diz: “parece que isso foi melhorado usando o software Adobe® Photoshop®” em vez de “isso parece photoshop”, as pessoas iriam olhar para você de forma estranha. Ou perguntar se você trabalha na Adobe e, depois, olhar para você de forma estranha.

Não só o policiamento da linguagem não funciona, como ele tem algo de maligno. E ele é ineficaz: você seria persuadido por materiais promocionais escritos assim?

Provavelmente não. Abaixo, seguem todas as recomendações da Adobe para o “uso adequado de marca registrada”. Se você é um photoshopper usa o software Adobe® Photoshop® para manipular imagens como um hobby, melhor ficar atento.

Marcas registradas não são verbos.

Correto: A imagem foi melhorada usando o software Adobe® Photoshop®.
Incorreto: A imagem foi photoshopada.

Marcas registradas não são substantivos.

Correto: A imagem ridiculariza o senador.
Incorreto: O photoshop ridiculariza o senador.

Sempre use marcas registradas em sua forma correta, com inicial em maiúscula.

Correto: A imagem foi melhorada com o software Adobe® Photoshop® Elements.
Incorreto: A imagem foi photoshopada.
Incorreto: A imagem foi Photoshopada.
Incorreto: A imagem foi Adobe® Photoshopada.

Marcas registradas nunca devem ser usada como gírias.

Correto: Aqueles que usam o software Adobe® Photoshop® para manipular imagens como um hobby veem seu trabalho como uma forma de arte.
Incorreto: Um photoshopper vê o seu hobby como uma forma de arte.
Incorreto: Meu hobby é photoshopar.

Marcas registradas nunca devem ser usadas na forma possessiva.

Correto: Os novos recursos no software Adobe® Photoshop® são impressionantes.
Incorreto: Os novos recursos do Photoshop são impressionantes.

Marcas registradas são adjetivos, e devem ser seguidos pelos termos genéricos que descrevem.

Correto: A imagem foi manipulada usando o software Adobe® Photoshop®.
Incorreto: A imagem foi manipulada usando Photoshop.

Marcas registradas não devem ser abreviadas.

Correto: Dê uma olhada nos novos recursos no software Adobe® Photoshop®.
Incorreto: Dê uma olhada nos novos recursos do PS.

[Adobe via @SwiftOnSecurity]

Foto por Anthony Ryan/Flickr



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Terry Wogan, apresentador de TV irlandês, morre aos 77 anos



O apresentador irlandês Terry Wogan em foto de 7 de setembro de 2009 (Foto: Leon Neal/AFP )O apresentador irlandês Terry Wogan em foto de 7 de setembro de 2009 (Foto: Leon Neal/AFP )

O apresentador irlandês Sir Terry Wogan, conhecido por ter trabalhado na BBC e apresentado por muitos anos o concurso Eurovision, morreu neste domingo (31) de câncer aos 77 anos de idade, anunciou a BBC, citando sua família.

“Sir Terry Wogan morreu hoje após uma curta, mas corajosa batalha contra o câncer”, declarou sua família à BBC.

“Ele morreu rodeado por sua família. Sabemos que ele será lembrado por muitas pessoas, mas pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste momento”, acrescentou.

“Meus pensamentos estão com a família de Terry Wogan. A Grã-Bretanha perdeu um grande talento”, tuítou o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

“Eu cresci ouvindo-o na rádio e assistindo-o na TV”, afirmou o líder britânico. “Seu charme e humor sempre me fizeram sorrir”.

De acordo com o diretor-geral da BBC, Tony Hall, Terry Wogan era “um tesouro nacional”. “Nós perdemos um grande amigo”, lamentou.

“Sir Terry era uma lenda do rádio. Por décadas, agradou muitos ouvintes com sua inteligência, seu calor e seu humor inimitável”, elogiou Helen Boaden, diretora da BBC Radio.

Nascido em 3 de agosto de 1938 na Irlanda, Terry Wogan começou sua carreira no banco antes de ir para o rádio. Por quase três décadas, apresentou um programa matinal na rádio BBC 2 que atraía milhões de ouvintes.

Nomeado cavaleiro pela rainha em 2005, Sir Terry Wogan também foi uma estrela de TV, animando por muitos anos o Festival Eurovision da Canção.





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Cientistas finalmente encontraram um processo biológico por trás da esquizofrenia



A esquizofrenia é uma doença complexa com origens desconhecidas, mas esse mistério ficou mais claro agora que um novo estudo baseado na análise genética de quase 65.000 pessoas apontou para um gene específico e um processo biológico por trás dela.

>>> Pesquisadores “desligam” diabetes usando descoberta em células-tronco

A descoberta injeta nova esperança na jornada de mais de um século em busca de um tratamento – e quem sabe até mesmo a cura – dessa condição psiquiátrica debilitante.

Cerca de 1% da população mundial sofre de esquizofrenia, uma doença caracterizada por alucinações, instabilidade emocional e perda das funções cognitivas, começando na adolescência ou nos primeiros anos da vida adulta. Apesar das décadas de pesquisa, progredimos muito pouco em direção a um tratamento da esquizofrenia, em partes por ser tão difícil descobrir qual é a causa dela.

“Como a esquizofrenia foi inicialmente descrita há um século, sua biologia fundamental é uma caixa preta, em partes porque tem sido praticamente impossível modelar a doença em células ou animais”, disse Steven McCarroll, diretor de genética do Centro Stanley para Pesquisas Psiquiátricas. “O genoma humano está fornecendo uma nova forma potente para analisar essa doença.”

McCarroll sabe bem disso. Em 2014, ele participou de um projeto colaborativo internacional imenso que apontou mais de 100 regiões do genoma humano que carregam fatores de risco para a esquizofrenia. Agora, em um artigo publicado na Nature, McCarroll e seus colegas revelam um gene específico e um processo biológico que podem ser o fator de risco mais forte de todos.

Superficialmente, o culpado por trás da esquizofrenia parece um pouco estranho. É uma variante no complexo principal de histocompatibilidade (MHC, na sigla em inglês) – um conjunto de proteínas na superfície das nossas células – que se liga a moléculas de fora e as apresenta ao sistema imunológico.

Mas o estudo de McCarroll, que observou o DNA de 29.000 pessoas com esquizofrenia e mais 36.000 sem a doença, mostrou que essa variante em particular do MHC faz um gene conhecido como C4 se expressar em marcha acelerada.

E acontece que o C4 está presente nas sinapses dos neurônios – isto é, as conexões entre um neurônio e outro, que transferem compostos químicos e sinais elétricos no nosso cérebro. Em um nível celular, muito C4 pode reduzir o número de conexões sinápticas, um processo conhecido como “poda sináptica”. Numa escala humana, isso pode levar à esquizofrenia.

As descobertas representam um grande marco para a neurociência, mas McCarroll e seus colegas veem o estudo como um primeiro passo em direção a tratamentos novos e mais eficientes.

“Como as origens moleculares das doenças psiquiátricas são pouco entendidas, os esforços feitos por empresas farmacêuticas para perseguir novas terapias são poucos e distantes,” disse Bruce Cuthbert, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental, nos EUA. “Esse estudo pode mudar o jogo.”

[Nature]

Imagem de topo via Heather de Rivera/McCarroll Lab



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Vídeo mostra como um tiro disparado debaixo d’água não vai muito longe


Ninguém quer estar com uma arma apontada para si. Mas, se você tiver que passar por esta situação, vamos torcer para que isso aconteça debaixo d’água.

No vídeo abaixo, nosso físico favorito, Andreas Wahl, prova como a velocidade de um tiro diminui de maneira impressionante quando é disparado na água, em um experimento visual muito bacana.

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A bala mergulha depois de ser atirada e não alcança muito mais que um metro. Se você estiver a um metro e meio de distância do rifle, ficará bem.

Mesmo assim, eu ainda prefiro ficar a um quilômetro e meio de distância. Você sabe como é, precaução nunca é demais.