‘Rock está onde sempre esteve, mas hoje é preciso ir até lá’, diz Barone



João Barone no show dos Paralamas do Sucesso no Rock in Rio (Foto: Fabio Tito/G1)João Barone no show dos Paralamas do Sucesso no Rock in Rio (Foto: Fabio Tito/G1)

Considerado um dos maiores bateristas brasileiros do pop-rock nacional e ídolo desde os anos 1980, o baterista dos Paralamas do Sucesso, João Barone afirma que o rock está no lugar onde deveria, mas que hoje é o público que deve procurá-lo. Ao G1, ele falou sobre o “novo ciclo de 30 anos” da banda, a paixão por The Police, a relação com a capital federal e o cenário político do país. Ele a banda se apresentam com os Titãs no Brasília Rock Show, neste sábado no Net Live, a partir das 21h.

“O rock está sempre onde esteve. Já esteve em evidência, pareceu mais presente, mas ainda está no lugar dele. A diferença é que hoje você tem que ir até ele. Antes, ele chegava em todos os lugares”, diz Barone.

Há mais de três décadas na estrada com os Paralamas, o baterista projeto um novo ciclo de 30 anos. Os shows e o contato com o público são apontados como os combustíveis capazes de manter ele, Bi Ribeiro (baixo) e Herbert Vianna (guitarra e voz) na estrada.

“Enquanto a gente encontrar esse tipo de resposta do público, a gente vai continuar. A estrada é o grande sustentáculo, a gente se realimenta disso.”

A turnê anterior celebrava os 30 anos da banda. Os shows eram compostos não apenas das músicas mais conhecidas pelo público, mas também traziam informações sobre quando foram gravadas e em que disco. Os dados apareciam em um telão, que trazia fotos e vídeos dos músicos e de artistas contemporâneos em todas as épocas do grupo.

“A gente espera daqui para frente conseguir manipular isso [a carreira] de maneira interessante, puxar as cordinhas de maneira interessante, ver como seria lançar álbum novo, ver como está rolando, a maré hoje em dia. Manter essa integridade.”

Um dos momentos mais marcantes da turnê passada foi a apresentação no Rock in Rio, em setembro último. A banda emocionou o público com alguns de seus maiores sucessos e menções a contemporâneos como Ultraje a Rigor (em “Inútil”) e Legião Urbana (“Que país é este”), além da já incorporada “Você”, de Tim Maia.

Herbert também citou também “Sociedade alternativa”, de Raul Seixas, e “Every breath you take”, do The Police, banda que está entre as prediletas de Barone. A banda de Sting, Andy Summers e Stewart Copeland, aliás, é uma das paixões assumidas de Barone. Perguntado sobre qual o baterista considerava mais importante em sua formação musical, o paralama cita Copeland à frente de Ringo Starr, outra influência marcante.

“O Copeland tem o aspecto da redescoberta. Ringo foi o cara que primeiro me chamou a atenção para a bateria, mas o Police, o Copeland deu aquela renovada, de um baterista de uma banda de rock. São dois bateristas icônicos, representantes de uma geração de bateristas.”

‘Brasília é uma ilha’
Já tem mais de 20 anos que o companheiro de banda, Herbert Vianna, escreveu que a capital do país era um lugar diferente do restante do país. “Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei / Uma cidade que fabrica sua própria lei / Onde se vive mais ou menos como na Disneylândia”, diz um trecho da música “Luís Inácio (300 picaretas)”. O intervalo entre o período da composição e a atualidade teve mudanças, mas deixou muita coisa do mesmo jeito, segundo Barone.

“Brasília foi se tornando uma cidade igual às outras, onde se legisla ao próprio favor. Infelizmente Brasília tem um aspecto muito terrível. Se parece cada vez mais [com as outras cidades], com miséria ao redor. Tem a qualidade de vida, como as pessoas se socializam, mas ao mesmo tempo tem toda a diferença de castas.”

Único daos Paralamas que não morou na capital federal, o baterista tem propriedade para falar sobre a cidade. A mulher dele é de Brasília e ele constuma vir sempre, não apenas para as apresentações com a banda.

Ele afirma adorar a cidade, mas vê que algumas características peculiares não são dignas de apreço. “Capital tem essa mensagem, coisa emblemática, em teoria a gente deveria ver as coisas funcionarem direito, mas não é bem assim.”

Falando na “terra do poder”, Barone vê o momento político do país como “aflitivo”, como um período em que as pessoas estão tentando recolocar o Brasil nos trilhos. “Esse momento vai se determinante para devolver o país para o seu rumo de crescimento, de volta ao caminho de desenvolvimento. Tem que continuar cobrando”, diz.

Barone faz um paralelo entre a realidade atual e aquilo que o Brasil vivia, as “cobranças” que eram comuns nos anos 1980, quando os Paralamas iniciavam a carreira. Segundo o músico, algumas questões permanecem a mesma.

“A gente colocou a boca no trombone naquela época, tenho a lembrança da gente falando sobre a questão social do Brasil. Aquilo serviu meio que como uma bula, um questionamento sobre o que a gente quer para o nosso país. Hoje parece que tenho um deja vu. Depois de viver a euforia, [a gente foi] acordar para a mesma situação que a gente vivia quando acabou a ditadura”, afirma. “Deu a impressão de que estava indo na direção certa, mas depois a gente viu que precisava de mudanças mais profundas, que paliativos não funcionam.”

Segundo o baterista, a desculpa da “jovem democracia” já não cola. O mesmo vale para o costume de colocar a culpa dos erros nos outros. “A gente tem culpa, na hora que deixou de separar o lixo, por exemplo, nos gestos pequenos. Acho que o Brasil é uma espécie de planta carnívora. A mosca pousa e ele fecha. A gente é aberto às influências estrangeiras, mas aí a coisa acontece daquele jeito. Tem também a mítica do povo gentil, do povo pacato, mas que mata 50 mil pessoas.”

Brasília Rock Show – Paralamas do Sucesso e Titãs

Abertura: Rotação Inversa
Data: sábado (5)
Horário: 21h
Local: Net Live Brasília
Endereço: SHTN, trecho 2, conjunto 5, lote A – Asa Norte
Abertura dos portões: 19h30
Ingressos do primeiro lote: pista frente palco: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia)
Pista: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)





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Esta imagem com mais de 20 bilhões de pixels é a maior já tirada em Nova York


A Big Apple parece ainda maior nas lentes da câmera full-frame de 50 megapixels do fotógrafo Jeffrey Martin. Esta imagem panorâmica magnífica de 360° de Nova York é resultado da montagem de múltiplas fotos feitas por ele. A imagem final ficou com 203.200 x 101.600 pixels de tamanho.

Se você vive ou conhece Nova York, há uma boa chance de você conseguir ver sua casa ou o local onde esteve ao dar zoom na versão interativa da foto, que está no site 360cities. Você também pode imprimir a imagem. No entanto, como ressalta o Jeffrey, com uma resolução padrão de 300 dpi (pontos por polegada), uma foto ficaria com 17,37 metros por 8,5 metros.

foto-gigapixel-ny

[360cities via Boingboing]

 



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O Galaxy S7 Edge é resistente?



A resposta é simples: bastante.

O youtuber JerryRigEverthing submeteu o novo smartphone da Samsung a uma bateria de testes de tortura, incluindo uma sequência de raspagens na parte frontal e traseira, um teste com um isqueiro aceso na tela e tentativas de dobrar o telefone.

>>> [Hands-on] Galaxy S7 e S7 Edge: resolvendo os problemas da geração anterior
>>> Seis coisas que você precisa saber sobre o Samsung Galaxy S7 e S7 Edge

A tela de vidro temperado sobreviveu a raspagens até o nível 7 da escala de Mohs — o que coloca a tela em uma escala de resistência próxima ao quartzo. No fundo, isso quer dizer que se você colocar o smartphone em um bolso com uma chave, ele não terá muitos problemas.

O fogo do isqueiro parece não afetar o desempenho o Edge. Isso acontece graças ao corpo de alumínio sólido e pelo sistema interno de resfriamento líquido do aparelho.

Embora tentativas seguidas de dobrar o aparelho possam quebrar a vedação que torna o aparelho à prova d’água, ele não chegou a quebrar nos testes, o que é bom, pois ainda não se tem notícia de smartphones que podem ser dobrados intencionalmente e ficarem intactos.