Robert Stigwood, produtor musical de Bee Gees e Eric Clapton, morre aos 81



Australiano magnata da música Robert Stigwood, que morreu aos 81 anos, em foto de 1997 (Foto: REUTERS/Jeff Vinnick)Australiano magnata da música Robert Stigwood, que morreu aos 81 anos, em foto de 1997 (Foto: REUTERS/Jeff Vinnick)

O australiano magnata da música Robert Stigwood, que foi empresário do Bee Gees no auge da fama e guiou a bem-sucedida carreira solo de Eric Clapton, ao mesmo tempo em que produzia musicais para o palco, morreu aos 81 anos, informaram amigos nesta terça-feira.

O anúncio da morte do empresário foi feito na página no Facebook de Spencer Gibb, um dos filhos do integrante do Bee Gees Robin Gibb. Mais detalhes sobre a morte não estavam imediatamente disponíveis.

“Gostaria de compartilhar a triste notícia com todos vocês de que meu padrinho, e há muito tempo empresário de minha família, Robert Stigwood, faleceu”, escreveu Gibb.

Stigwood, que nasceu no Estado de Austrália do Sul, trabalhou em um número impressionante de apresentações inovadoras, tanto na Broadway como no mundo pop, produzindo grandes sucessos da contracultura como “Hair” e “Jesus Christ Superstar”.

Ele produziu também o filme de vanguarda para a opera rock “Tommy”, do The Who, e o filme “Os embalos de sábado à noite”, que apresentou a música disco e o jovem John Travolta aos espectadores ao redor do mundo, enquanto lançava o Bee Gees ao estrelato mundial.





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Resolução de Mark Zuckerberg para 2016: criar uma inteligência artificial para controlar sua casa



Mark Zuckerberg revelou na noite de domingo (3) a sua resolução para o ano de 2016: construir uma sistema simples de inteligência artificial para ajudá-lo a cuidar de sua própria casa.

Aqui o que ele disse sobre a ideia em um post no Facebook:

Todo ano, eu assumo um desafio pessoal para aprender coisas novas e para crescer em áreas fora de minha atividade profissional no Facebook. Meus desafios nos últimos anos foram ler dois livros por mês, aprender mandarim e encontrar uma pessoa nova por dia.

Meu desafio pessoal para 2016 é desenvolver uma inteligência artificial simples para controlar minha casa e me ajudar com meu trabalho. Quero fazer algo parecido com a Jarvis, do filme Iron Man.

Vou começar a explorar as tecnologias relacionadas a isso que já estão disponíveis. Então, farei o sistema entender minha voz para controlar tudo em minha casa — música, luzes, temperatura, etc. Ensinarei esse sistema a reconhecer o rosto de meus amigos apenas ao analisar seus rostos quando tocam a campainha. Também quero que me ajude a saber se tudo está certo com a Max, mesmo se eu não estiver em casa. Na parte do trabalho, a ideia é que o sistema me ajude a visualizar dados com realidade virtual para que eu possa contribuir na criação de melhores serviços e que eu possa guiar minhas empresas de forma mais eficiente.

Todo desafio tem um tema, e o deste ano é invenção.

No Facebook, eu gasto muito tempo trabalhando com engenheiros parar criar coisas novas. Algumas das partes mais recompensadoras envolve ir fundo em detalhes de projetos técnicos. Fiz isso com o internet.org, enquanto nós discutíamos os conceitos físicos de construir aviões alimentados por luz solar e satélites para melhorar a conexão de áreas longínquas. Fizemos isso com a Oculus, quando estudamos em detalhes os controladores ou os softwares que estamos desenvolvendo. Também faço isso com a equipe do Messenger quando discutimos a criação de uma AI para responder qualquer questão. Mas há uma forma diferente de recompensa em criar coisas para si próprio, então este é o meu desafio pessoal para este ano.

Criar códigos para si próprio parece ser um desafio intelectual divertido. Estou ansioso para compartilhar o que aprender durante este ano.

Mark, apenas lembre-se das três leis da Robótica:

1. Um robô não pode machucar um ser humano ou, por inação, permitir que um humano seja machucado.

2. Um robô deve obedecer as ordens dadas por um humano, exceto quando as ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

3. Um robô deve proteger sua própria existência, quando esta não conflitar com a Primeira ou a Segunda Lei.

[Facebook]



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Comemorem, surfistas: físicos descobriram o que faz uma onda ser perfeita


Surfistas experientes são grandes físicos intuitivos, capazes de detectar as melhores ondas e manipular as várias forças em jogo, já que eles passaram anos desenvolvendo ativamente essas habilidades. Cientistas franceses da Escola Politécnica de Paris construíram seu próprio mini-laboratório de surfe e estão quantificando o que os bons surfistas sabem intuitivamente.

Este trabalho pode levar a melhores modelos de pranchas de surfe, bem como um meio de criar ondas para transporte de cargas em cidades sem portos. A estudante de graduação Eline Dehandschoewercker descreveu o trabalho de pesquisa em uma reunião da Divisão de Dinâmica de Fluidos da Sociedade Americana de Física, em Boston.

Nós já temos uma boa idéia da física básica envolvida no surfe. Você rema para fora da costa, vira a prancha, e flutua um pouco enquanto espera por uma onda decente. Não há aceleração neste ponto, bem como nenhuma força resultante — apenas gravidade e flutuabilidade. Quando uma onda promissora vem, o truque é remar loucamente para coincidir sua velocidade com a dessa onda de entrada; se você não fizer isso, a onda vai simplesmente passar direto. Se você acertar, vai “pegar” a onda para um passeio emocionante até a costa.

Pegar a onda é apenas o primeiro passo, uma vez que uma onda em movimento é a própria definição de uma ladeira escorregadia. Para deslizar sobre ela, um bom surfista deve alternar seu peso para frente e para trás, para ficar perto do centro de massa da prancha. Você também está lidando com a fricção (ou arrasto) ao longo da parte inferior da prancha e com forças hidrodinâmicas (exercidas por um fluido em movimento): a água se move a frente da onda, colide com a prancha, e é desviada ao redor dela, deixando um rastro pronunciado pelo caminho, se o surfista estiver se movendo rápido o suficiente.

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Equilibre essas forças concorrentes e você terá um passeio bem sucedido. Caso contrário, a prancha vai tombar ou girar. Se o nariz estiver muito baixo, você será lançado para a frente, possivelmente recebendo um bocado de água salgada; se ele estiver muito alto, você vai perder o impulso e simplesmente parar.

Bons surfistas exploram os mesmos princípios básicos de física das montanhas-russas: eles caem pela face da onda, explorando a gravidade e ganhando energia cinética à medida que perdem altitude. A troca faz com que seja possível usar a energia cinética acumulada para voltar até a crista da onda, onde o ciclo se repete mais uma vez.

Mas a chave é escolher apenas a onda certa. Surfistas ávidos são altamente qualificados em olhar o oceano e identificar ondas promissores para fins de navegação (pelo tamanho e pelo momento em que elas estão propensas a quebrar), bem como estimar a velocidade das ondas pelo tempo que elas levam até atingir o surfista. É tudo muito intuitivo, construído a partir de anos de experiência.

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A intuição não é suficiente na ciência. Os investigadores franceses quiseram quantificar as condições ideais para uma onda perfeita de uma maneira mais precisa. Então, eles construíram uma mini-versão de uma praia de Maui em seu laboratório em Paris. (Perguntada se surfa, durante uma conferência de imprensa, Dehandschoewercker brincou: “Todos os dias no laboratório.”)

Dehandschoewercker construiu sua própria versão de uma máquina de geração de ondas para criar ondas de 40 centímetros em um grande tanque. Ela focou em dois tipos: ondas que não quebram são suaves e estáveis, propagando sem deslocar muita energia; ondas que quebram têm declives acentuados e muito deslocamento de energia. O último é ideal para surfistas, pois elas podem tirar vantagem do deslocamento de energia. Para imitar uma prancha de surf, ela usou pequenos pedaços de madeira balsa, anexando sensores ao fundo para medir a força gerada por suas ondulações. Em seguida, ela estudou o comportamento dos blocos de madeira, variando coisas como o comprimento, a largura e como a massa foi distribuída nas placas.

De acordo com Dehandschoewercker, a tradicional intuição do surfe é precisa: a onda perfeita é acentuadamente inclinada — quanto maior a inclinação, mais fácil pegar a onda. Mas a prancha tem que atingir a profundidade correta também, caso contrário não irá acelerar junto com a água em movimento.

Ela reconhece que os pequenos pedaços retangulares de madeira balsa são apenas uma aproximação grosseira; a fase seguinte será a estudar as formas precisas de várias pranchas para determinar o desenho ideal — embora isso dependa, em parte, do surfista. Por exemplo, há geralmente uma compensação em termos de comprimento: você tem mais estabilidade com uma prancha mais longa, sendo ela uma boa escolha para quem está começando. A prancha mais curta dá uma melhor capacidade de manobra, mas é mais difícil de pegar aquela onda inicial, sendo melhor para surfistas mais experientes. Ter uma definição melhor e mais quantificável do que torna uma prancha perfeita deve facilitar a adaptação de pranchas para alguns sufistas.

Seu trabalho também deve se provar útil para cientistas que estudam o comportamento e o movimento de seres vivos que pegam carona em ondas — de golfinhos a plânctons. Mas a aplicação em potencial mais intrigante está em projetar máquinas de onda especiais, capazes de criar ondas com amplitudes e comprimentos certas para transportar cargas até a costa em pranchas gigantes. Estas máquinas podem ser anexadas a embarcações e serem usadas para entregar cargas em áreas sem portos apropriados.