MP pede nova condenação a Zeca Pagodinho por fraude em show no DF



Zeca Pagodinho acena para o público na concentração da Sapucaí (Foto: Fábio Tito/G1)O cantor Zeca Pagodinho (Foto: Fábio Tito/G1)

Depois de o Tribunal de Justiça condenar o cantor Zeca Pagodinho a três anos de reclusão em regime aberto por fraude na contratação de um show de Brasília, o Ministério Público entrou com recurso e pediu que o músico também seja condenado por peculato – quando um funcionário público ou uma pessoa que age junto a um funcionário público desvia bens do governo. O contrato foi feito pela extinta Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur) em 2008, sem licitação.

Me perguntaram por que eu não posso me apresentar em Brasília. E se me perguntarem por que o meu show é caro, é porque o meu show é bom e paga quem quiser. Eu jamais posso me enquadrar como fraudulento. Isso jamais”
Zeca Pagodinho,
cantor

Por e-mail, assessoria de imprensa do artista disse que ainda não havia sido comunicada sobre o recurso e que procuraria a defesa de Zeca Pagodinho para saber o que pode ser feito e poder se posicionar. A decisão do TJ saiu no dia 19 de novembro. A pena dele foi substituída por duas penas restritivas de direitos e multa.

Questionado a respeito da condenação, o músico disse ver “preconceito”. “Me perguntaram por que eu não posso me apresentar em Brasília. E se me perguntarem por que o meu show é caro, é porque o meu show é bom e paga quem quiser. Eu jamais posso me enquadrar como fraudulento. Isso jamais.”

Além do artista, também foram condenadas outras quatro pessoas das empresas responsáveis pela produção e pela contratação do show. De acordo com o Ministério Público, todos deixaram de cumprir “formalidades pertinentes à inexigibilidade de licitação” em shows de dois eventos. O primeiro foi a Expoagro, realizada em 18 de abril de 2008, e o segundo foi o aniversário de Brasília, comemorado no dia 21 de abril do mesmo ano.

Em nota, o advogado de Zeca afirmou que a condenação é “absurda” e “injusta” e que o cantor “não teve qualquer participação ou ingerência no processo administrativo que entendeu não ser necessária licitação para a sua contratação”.

Segundo a defesa, ele apenas assinou o contrato e cobrou o cachê padrão da época. “Assim, não há que se falar em superfaturamento, posto que o artista recebeu o que cobrava de todos”, diz.

Os dois shows foram contratados pela Brasiliatur sem realizar licitação. Para o MP, além de não conseguir comprovar o orçamento detalhando todos os custos, os suspeitos também superfaturaram os dois eventos. Só no primeiro show, o órgão diz que Zeca Pagodinho recebeu R$ 170 mil de cachê, enquanto outras comemorações realizadas em Brasília no mesmo período custavam em média R$ 200 mil para o pagamento de artistas e montagem da estrutura dos eventos.

“Registro que o aniversário de Brasília poderia ter sido comemorado com qualquer show artístico, pois, em que pese a notória popularidade do réu, não se trata de um cantor que tivesse ‘laços’ com a cidade, ou mesmo que tivesse alguma representatividade especial para Brasília, mas apenas de um cantor escolhido pela empresa de turismo, que deveria ter optado por outro cantor ao constatar essa cobrança abusiva e dissociada da realidade”, diz a juíza na decisão.

A pena de Zeca pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade e no pagamento de valor a ser definido pela Justiça. Ex-funcionários da Brasiliatur, César Augusto Gonçalves, Ivan Valadares de Castro e Luiz Bandeira da Rocha Filho foram condenados a quatro anos e oito meses de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de multa no valor de 2% dos dois contratos.

Representante da empresa Star Comércio, Aldeyr do Carmo Cantuares recebeu condenação de três anos e seis meses de detenção em regime aberto. Ele deve pagar multa no valor de 2% dos dois contratos. A pena dele também foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa.





Source link

Mundial de League of Legends foi assistido por 334 milhões de pessoas



por Daniel Junqueira

O MOBA League of Legends é gigante e está cada vez maior: segundo a Riot Games, 334 milhões de pessoas assistiram às finais da edição 2015 do Mundial de LoL.

>>> League of Legends: um mês entre as lendas
>>> Eu fui ao cinema para assistir a uma partida de videogame

Só a grande decisão entre os coreanos SKT e Koo Tigers, realizada em Berlim, na Alemanha, foi vista por 36 milhões de pessoas, sendo que o pico foi de 14 milhões de espectadores simultâneos. Esse monte de gente viu a equipe SKT sagrar-se bicampeã (eles venceram em 2013 também) e levar para casa um prêmio de US$ 1 milhão.

Para comparar com outros grandes eventos, o pessoal do UOL Jogos separou uns números: a Fórmula 1 teve 425 milhões de espectadores durante o campeonato de 2015. A final da NBA foi vista por 20 milhões de pessoas. League of Legends está atrás da F1, mas já passou a NBA. E isso é surpreendente.

Para quem acha que é uma moda passageira, bem, não parece ser. Em 2014, eram 288 milhões de pessoas assistindo às finais do Campeonato de LoL, ou seja, mais gente se interessou em acompanhar a decisão neste ano. [Riot, UOL Jogos]



Source link

'É furar a bolha', diz rapper Rashid ao defender lugar na MPB em 1º álbum



Rapper Rashid (Foto: Tiago Rocha/ Arquivo Pessoal)Rapper Rashid lançou seu primeiro EP em 2010 (Foto: Tiago Rocha/ Arquivo Pessoal)

“É pra realmente mostrar para o que a gente veio. É furar a bolha mesmo, mostrar que o rap é música popular brasileira também e merece ser colocado nesse patamar”, afirma o artista Michel Dias Costa, o Rashid. Ele se prepara para lançar seu primeiro álbum completo, após um EP e um novo formato do estilo musical definido em parcerias com rappers de renome, como Emicida e Rael.

Focado na produção do disco, Rashid diz, em entrevista exclusiva ao G1, que está multiplicando toda a atenção e dedicação para este feito, prioridade entre os planos para o futuro. “Vai ser o cartão de visitas de verdade, muita gente passa a contar a partir daqui”, declara.

Nesta sexta-feira (11) o artista se apresenta no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP), a partir das 22h.

Ouça as músicas mais famosas do rapper Rashid na rádio do artista, clique!

Artistas como eu, Emicida, Rael, Criolo, a gente tenta quebrar um pouco com esse tempero da musicalidade diferente”
Rashid, rapper

Origem
Em entrevista exclusiva o G1, o rapper explica que começou a se interessar pelo ritmo logo cedo, quando tinha 12 anos. Aos 13, Rashid se mudou para o interior de Minas Gerais onde sentiu uma necessidade maior de focar nas rimas. Ele lançou seu primeiro EP em 2010, intitulado “Hora de Acordar”.

“Na necessidade de me apegar em alguma coisa eu me apeguei ao rap”, diz.

Preconceito
 “O rap sempre foi visto como música de bandido, de maloqueiro porque é uma música periférica, isso é inegável”, conta Rashid. Apesar da afirmação, o músico acredita que a nova geração, reforçando uma batalha do rap anos 90 com nomes como Racionais MC’s, luta intensamente para mudar essa visão.

“Artistas como eu, Emicida, Rael, Criolo, a gente tenta quebrar um pouco com esse tempero da musicalidade diferente”, afirma.

O preconceito, para a nova geração do estilo musical, ganha outro sentido. Está cravado nas letras das músicas e nos clipes, como é o caso do single “A Cena”, no qual faz uma crítica ao sistema policial, ao racismo e ao preconceito social na sociedade.

“Nenhum artista tem essa obrigação porque nenhum artista é político, mas eu escolhi trazer isso pro meu som. Eu escolhi manter essa coisa viva na minha música”, explica.

Mc Rashid Campinas (Foto: Daniela Rodrigues) Rashid se apresenta em Barão Geraldo nesta sexta-feira, em Campinas (Foto: Daniela Rodrigues)

Apoio à militância estudantil
Na tarde de quinta-feira (10), o rapper compareceu a uma ocupação de escola estadual em São Paulo para conversar com os alunos. Para o artista, os jovens estão provando o contrário para aqueles que não acreditavam na importância da educação.

“Acho que os braços desse movimento alcançam muito longe”, completa.





Source link

Roubar uma loja com um hoverboard é o futuro do crime preguiçoso



Skates de auto-equilíbrio, popularmente conhecidos como hoverboard (apesar de este não ser a melhor forma de defini-los), são o brinquedo dos sonhos daqueles que já se cansaram do pau-de-selfie. Mas parece que eles também podem ser bastante úteis para ladrões que não querem se dar ao trabalho de andar.